Cidade

Grupo de sem-teto ocupa prédio na Rua Oscar Freire

Edifício estava vazio desde outubro de 2007, quando a Justiça interditou o local por falta de segurança

Por: VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Oscar Freire
O edifício deixou de ser habitado em 2006 (Foto: Reprodução)

Trinta famílias de sem-teto, a maior parte de haitianos associados ao movimento União dos Sem-Teto (UST), ocupam desde terça-feira (10) um prédio de quatro andares na esquina das ruas Peixoto Gomide e Oscar Freire, nos Jardins. O edifício estava vazio desde outubro de 2007, quando a Justiça interditou o local por falta de segurança. Na época, a decisão embasou a remoção de cerca de vinte pessoas que haviam transformado o local em cortiço.

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Moradores vizinhos do prédio acionaram a Polícia Militar, mas o grupo já havia ocupado quase todos os setenta cômodos dos nove apartamentos do prédio de 1952. O representante de um proprietário de seis apartamentos do edifício foi na quarta-feira (11) conversar com os sem-teto. Ele avisou para os manifestantes que um pedido de reintegração de posse seria solicitado na Justiça.

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"Pode pedir o que quiser. Nós não vamos sair daqui. Esse lugar está há mais de dez anos sem ninguém morando, perto do Metrô. Temos esse direito", avisou Joaquim de Oliveira, da União dos Sem-Teto (UST). Uma faixa do movimento foi estendida na frente do prédio. Na lateral do edifício, no térreo, também foram montadas barracas para famílias que não conseguiram quartos.

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O edifício deixou de ser habitado em 2006, após o condomínio subir para 6 900 reais, segundo relataram vizinhos e amigos dos antigos moradores. O metro quadrado na região custa, em média, 10 000 reais. Na quarta-feira, a presença das famílias de sem-teto nas sacadas, cantando e comendo em marmitas, causava espanto em quem passeava pelas lojas da Rua Oscar Freire.

Outra ocupação

A Justiça determinou que as 475 famílias que ocupam desde 2013 o Cine Marrocos, na região central, precisam deixar o prédio até o fim de junho. Com o prazo, a Secretaria Municipal de Educação, dona do edifício dos anos 1950, desistiu de pedir a reintegração de posse (O Estado de S. Paulo).

Fonte: VEJA SÃO PAULO