Crise hídrica

Sem chuvas, reservatórios registram queda

Apesar de Cantareira e Alto Cotia ficarem estáveis, mananciais sofreram com a falta de chuva

Por: Estadão Conteúdo

Cantareira
Vista da reserva de Atibainha, que compõe o Cantareira, na cidade de Nazaré Paulista (Foto: Luis Moura/WPP/Folhapress)

Responsável por atender cerca de 8 milhões de pessoas na Grande São Paulo, o Cantareira ficou estável  nesta quinta (15), chegando ao 73º dia sem cair, com 19,9% de sua capacidade. Entretanto, a maioria dos sistemas hídricos registrou queda, segundo dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo.

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O nível do Cantareira também é estável se for considerado o novo cálculo da Sabesp: 15,4%, mesmo volume desta terça (14). O indicador, que considera o volume útil acrescido da reserva técnica, passou a ser divulgado pela companhia após pressão do Ministério Público Estadual.

Na prática, a antiga metodologia e a nova consideram o mesmo volume de água armazenada disponível. O que muda é a base de comparação. Na antiga, o porcentual é resultado da divisão do volume armazenado pelo volume útil, que desconsidera as reservas técnicas, chamadas de volume morto. Na nova metodologia, a água disponível no manancial é comparada ao volume total, que traz a capacidade do Cantareira incluindo os dois volumes mortos.

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Além do Cantareira, Alto Cotia também ficou estável, permanecendo com 64,6% de seu volume. Já os outros sistemas tiveram queda: Alto Tietê (de 21,8% para 21,7%), Guarapiranga (de 83,5% para 83,3%), Rio Grande (de 96,3% para 96,1%) e Rio Claro (de 45,3% para 45%).

Fonte: VEJA SÃO PAULO