Dia Mundial Sem Carro

Na Luz, museus ao redor da estação de metrô e compras são bons passeios

Região abriga Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca, Parque da Luz e Rua José Paulino, que tem roupas e gastronomia

Por: Alexandre Aragão - Atualizado em

Museu da língua: computadores e recursos audiovisuais compõem acervo permanente
Museu da língua: computadores e recursos audiovisuais compõem acervo permanente (Foto: Divulgação)

A Estação da Luz, por si só, já é um belo motivo para uma visita a pé no Dia Mundial Sem Carro. Construída em 1867, a primeira estação ferroviária da cidade foi tombada em 1982 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) pelo valor histórico de sua arquitetura.

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Junto à Luz, o Museu da Língua Portuguesa foi inaugurado após a última reforma da estação, em 20 de maio de 2006. Atualmente, o poeta português Fernando Pessoa é homenageado no local, com a mostra ‘Fernando Pessoa, Plural como o Universo’. Quatro dos heterônimos de Pessoa têm um espaço especial na exposição: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares. O museu funciona de terça a domingo, das 10h às 18h, e a entrada sai por R$ 6,00.

Em frente ao Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca do Estado reúne três atrações. Uma traz colagens, guaches, cerâmicas e desenhos de Tereza D’Amico. Em outra, há uma instalação da artista plástica Iole de Freitas criada especialmente para a Pinacoteca. Feita de policarbonato e aço, a obra fica suspensa do teto sem encostar no chão. A terceira atração é a instalação ‘A Soma de Dois’, de Carlito Carvalhosa. A Pinacoteca também conta um acervo próprio, à disposição para visitas. A entrada custa R$ 6,00 e o local fica aberto de terça a domingo, das 10h às 18h.

Enquanto o Café da Pinacoteca está fechado para reforma, uma boa dica para matar a fome é o Fran's Café na Rua Prates, a um quarteirão do Parque da Luz, outra excelente opção de passeio.

A partir de 1799, as obras para a construção de um Jardim Botânico no parque se iniciaram. Os planos originais mudaram quando a estação de trens foi construída, e o local — que tem cerca de 113 000 metros quadrados e 73 espécies de animais catalogadas — passou por poucas mudanças.

Se a ideia é aliar compras e gastronomia, a Rua José Paulino e seus arredores são o seu destino. Com restaurantes dedicados a culinárias específicas, como o Acrópoles e o Falafel Malka — grego e judaico, respectivamente —, a região serve como referência de bons pratos. Para as compras, lojas de roupas, principalmente femininas, têm preços bastante atrativos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO