Reestreias

“The Pillowman” e outras cinco peças voltam aos teatros da capital

Espetáculos prestigiados fazem novas temporadas

Por: Bruna Buzzo - Atualizado em

The Pillowman
Bruno Autran, Daniel Infantini e Flávio Tolezani atuam em The Pillowman (Foto: João Caldas)

“The Pillowman – O Homem Travesseiro” é uma das seis peças que voltam aos teatros de São Paulo neste fim de semana. O espetáculo inicia sua nova temporada neste sábado (1º), no Espaço Parlapatões.

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Baseada no texto do inglês Martin McDonagh, a montagem retrata um escritor que é interrogado sobre o conteúdo de seus contos, que guardam semelhanças com uma série de homicídios infantis que vêm assolando a cidade. O elenco aparece em cena com uma caracterização puxada para o grotesco, com corcundas, cabelos desgrenhados e dentes podres, entre outros.

Bruno Guida, que divide a direção com Dagoberto Feliz, conta que eles buscaram aliviar o humor sarcástico do texto original. “É um tema difícil, com assassinado de crianças e humor negro. Pesquisei as montagens feitas em outros países e elas faziam uma leitura muito realista de um texto abstrato. Nós achamos que isso não tinha sentido e usamos a ideia do bufão, dessa pessoa com deformidades físicas e à margem da sociedade, para chegar a um lugar de humor e liberdade do texto.”

Apesar do tema forte e de seus 150 minutos de duração (divididos por um intervalo), Guida considerou positiva a reação do público na primeira temporada e se diz ansioso para a reestreia.

Confira outras cinco peças que reestreiam em São Paulo:

  • Resenha por Adriano Conter: De José Antônio de Souza. Os atores Dani Mustafci e Fábio Ock protagonizam uma história de amor, fantasia e repressão ambientada nos anos 50. Virgínia é uma mulher católica e frustrada. Sua rotina altera-se quando aparece um misterioso homem. Ele se apresenta como o escrivão que registrou seu casamento, desde então apaixonado por ela. O diretor Roberto Lage leva ao palco um texto estimulante para o espectador, calcado em perfis clássicos e inevitavelmente sedutores. Estreou em 06/08/2011. Até 30/09/2012.
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  • De Nelson Baskerville, Verônica Gentilin e Cia. Mungunzá de Teatro. Com extrema e admirável coragem, o diretor Nelson Baskerville mexe em sua história para montar o espetáculo, que comove e inquieta o espectador em um surpreendente conjunto. Seu irmão mais velho, Luis Antonio (interpretado pelo ótimo ator Marcos Felipe) era homossexual e viveu em Santos até os 30 anos, quando se mudou para a Espanha. Durante três décadas, quase nada se soube dele, que, em Bilbao, assumiu a identidade de Gabriela, protagonizou shows em boates e acabou vitimado pela aids em 2006. Com Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Day Porto e Virginia Iglesias. Estreou em 16/03/2011. De 3 a 20/11/2016.
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  • O dramaturgo, ator e diretor Paulo Palado adaptou o conto O Grande Viúvo, de Nelson Rodrigues, com uma inusitada proposta. Com cinco atores, três deles cegos, mais quatro músicos, a montagem Teatro Cego — O Grande Viúvo cumpre a promessa de inserir o espectador no universo dos deficientes visuais. Completamente no escuro, a encenação coloca as pessoas sentadas em meio ao elenco. A trama, adaptada da série A Vida Como Ela É, traz a história de um homem que comunica à família o desejo de ser enterrado junto da falecida. O drama é bem contado e interpretado, mas não passa de um pretexto para que o público seja contagiado pelas sensações. Com Sara Bentes, Sérgio Sá, Giovanna Maira, Manoel Lima e o diretor Paulo Palado. Estreou em 13/6/2012. Reestreia prometida para 9/8/2013.
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  • De Martin McDonagh. Um escritor (papel de Flávio Tolezani) é interrogado por causa do conteúdo de seus contos. Muitas das histórias guardam semelhanças com uma série de homicídios infantis que vêm assolando a cidade. Dirigido por Bruno Guida e Dagoberto Feliz, o espetáculo transita entre o suspense, o terror e a fábula. Sua estética grotesca leva a associações a filmes, desenhos animados e programas de televisão. Mesmo diante da dramaturgia instigante, a âncora da encenação é a caracterização do elenco, tão surpreendente e de uma unidade quase inabalável. Com Daniel Infantini, Bruno Autran, Bruno Guida e Wandré Gouveia. Estreou em 8/6/2012. Até 3/7/2013.
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  • De Nelson Rodrigues. O diretor Zé Henrique de Paula foi corajoso ao transformar em musical a tragédia de 1947. A história de dona Eduarda (Einat Falbel) e Misael (Tony Giusti), que acabam de perder a filha caçula, está intacta. Pedaço de Mim e A Ostra e o Vento, de Chico Buarque, e A Ilha, de Djavan, figuram entre as onze canções inseridas na trama. Interpretadas pelo elenco na companhia de Fernanda Maia ao piano e Luciana Rosa no violoncelo, vez ou outra elas soam excessivas, mas o bom trabalho dos 21 atores garante a tensão dramática. Estreou em 21/08/2007. Prorrogado até 19/11/2012.
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  • Dirigida por Roberto Lage, a comédia é inspirada em história ocorrida nos bastidores das filmagens do clássico ...E o Vento Levou (1939). Em cena, o produtor, o roteirista, o diretor e a secretária enfrentam uma situação desesperadora: o prazo para concluir o roteiro está estourado e a produção da fita não pode atrasar. Um afiado elenco, formado por Isser Korik, Henrique Stroeter, Fábio Cadôr e Luzia Meneghini, encontra um texto surpreendente, inteligente e cheio de ironia, que oferece a todos um espaço para brilhar. Estreou em 04/10/2011. Até 28/5/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO