Música

Em segundo e último show, Mick Jagger brincou bastante em português

Como se fosse habitué, banda estava mais reservada

Por: Juliene Moretti - Atualizado em

Segundo show - Stones
Último show em São Paulo: banda começou a tocar pontualmente às 21h (Foto: Flavio Hopp/Brazil Photo Press/Folhapress)

O segundo show dos Rolling Stones foi diferente do primeiro, mas tão espetacular quanto. A banda subiu ao palco no sábado (27) exatamente às 21 horas.

Com ingressos esgotados, o estádio do Morumbi estava bem mais cheio do que o primeiro show, na quarta (24). Alguns dos problemas de estrutura não só se repetiram como se agravaram (filas de banheiros, confusão no bar, empurra-empurra da saída), porém nada que pudesse estragar o clima de "momento único".

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O QUE TEVE

  • Poucos cambistas vendendo ingressos. Estes chegavam a ser negociados a 900 reais a pista, ante os 400 reais vendidos oficialmente.
  • Ação de fiscalização contra ambulantes
  • Opções gastronômicas variadas na área de fora: o sanduíche de pernil estava 12 reais
  • Clima de família 
  • Show do Titãs de 48 minutos (com direito a plateia pedindo mais) cantando Polícia, Marvin, Aluga-se entre outros tantos.
  • Finalmente, os Stones pontualmente às 21 horas.

Em comparação com o show de quarta (24), a banda estava um pouco menos atirada com o público --apenas Mick Jagger andava até a alça do palco que invadia o espaço da plateia. Ainda assim, a simpatia e vontade de tocar estavam presentes.

Também diferente do que aconteceu na quarta (24), os Stones iniciaram a apresentação com Jumpin' Jack Flash e não com Start Me Up, que apareceu mais tarde. 

Mick mostrou mais segurança no português. Perguntou quem torcia para o São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos. "É a primeira vez que as torcidas dos quatro times estão reunidas aqui, hã?", arrematou. Entrou no clima gastronômico também. "Desculpa, estou meio cansado. Comi muitas coxinhas", contou.

Ele também abusou do rebolado e chegou a... hum... dançar muito sensualmente com a backing vocal Sasha Allen (que arriscou sambar ali no palco).

Desta vez, além de Sympathy For the Devil e Satisfaction, o destaque ficou para Miss U e as duas baladas que não foram tocadas na primeira apresentação: She' a Rainbow (escolha do público) e Wild Horses, em vez de Bitch e Beast of Burden. Eles também incluíram All Down the Line (em vez de Worried about You). 

Keith Richards também mudou seu repertório. Trocou You Got The Silver e Happy por Slipping Away e Before They Make Me Run.

Na plateia, além dos Stones, dois bombeiros chamaram a atenção próximo ao palco. Eles distribuíam copinhos de água para o público ali próximo. 

Assim como na quarta, os caras encerraram a apresentação lindamente com Satisfaction.

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O QUE NÃO TEVE

  • Chuva. Durante a música Start Me Up, uma garoa forte caiu e dava a impressão de que ia aumentar e se manter. No entanto, só serviu para refrescar bem pouquinho. Em Sympathy for the Devil, os fãs já se desfaziam das capas de chuva.
  • Organização para sair. Talvez pela quantidade de gente, diferente de quarta, a saída foi mais conturbada. Taxistas voltaram a cobrar preço fechado e se recusavam a fazer certos percursos. Os ônibus das linhas especiais estavam lotados, quase impossível de pegá-los.

Dia 2 de março os Stones se apresentam em Porto Alegre e depois, em Lima, no Peru. Finalizam a turnê Olé no dia 17, no México.

Fonte: VEJA SÃO PAULO