Política

Secretário de Educação deixa o cargo para dar lugar a Chalita

Cesar Callegari pediu demissão nesta segunda (12) e será substituído pelo ex-deputado federal

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Callegari
Em 2013, Callegari se desfiliou do PSB para integrar a equipe de Haddad (Foto: Fernando Moraes)

O sociólogo e ex-deputado estadual Cesar Callegari pediu demissão do cargo de secretário municipal de Educação nesta segunda (12). No seu lugar, deve entrar o ex-deputado federal Gabriel Chalita (PMDB), que já aceitou o convite mais ainda não anunciado oficialmente.

Segundo a prefeitura, Callegari tomou a "decisão para deixar o prefeito inteiramente à vontade para promover as mudanças político-administrativas que sejam necessárias para a segunda e decisiva etapa de sua gestão".

A ideia de colocar Chalita na pasta é do ex-presidente Lula, que vislumbra o futuro secretário como vice do prefeito Fernando Haddad (PT) na candidatura à reeleição em 2016. Caso seja viabilizada, a futura chapa neutralizaria, de uma tacada só, dois adversários fortes: Marta Suplicy (que não poderia sair candidata à prefeitura pelo PMDB, como se especula) e Paulo Skaf, outro pemedebista que pretende se lançar na disputa municipal do ano que vem.

Legado

Cesar Callegari deixa a administração sem ter executado grandes promessas de campanha de Haddad, como a criação de 150 000 vagas no ensino infantil e vinte CEUs nas periferias - desses, só um está em fase final de obras. O agora ex-secretário havia se desfiliado do PSB para compor a equipe do prefeito petista.

Ex-tucano, Chalita foi secretário de Educação do governador Geraldo Alckmin (PSDB) entre 2002 e 2006. Em 2012, já no PMDB, concorreu à prefeitura contra o próprio Haddad - a quem ofereceu apoio no segundo turno após ter ficado em quarto lugar na disputa, atrás de José Serra (PSDB) e Celso Russomanno (PRB).

No ano seguinte, foi bombardeado pelo Ministério Público Estadual, que abriu onze inquéritos para investigá-lo por enriquecimento ilícito e superfaturamente de contratos. Um ex-assessor de gabinete acusou-o de receber 50 milhões de reais em propina. Após as denúncias, Chalita sumiu do noticiário e optou por não concorrer à reeleição para deputado federal em 2014.

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO