Especial

Filme: “São Paulo Sociedade Anônima”

Ambientada entre 1957 e 1961, fita faz uma afiada análise da industrialização e de como ela se reflete na vida dos paulistanos

Por: Miguel Barbieri Jr.

São Paulo Sociedade Anônima - capa 2201
'São Paulo Sociedade Anônima': eleito o longa mais marcante (Foto: Divulgação/Socine)

Realizado em 1964 pelo cineasta Luiz Sérgio Person (1936-1976), “São Paulo Sociedade Anônima” virou um clássico no decorrer das décadas seguintes, sobretudo por ser uma pioneira radiografia da cidade. Em magnífico preto e branco, o filme traz o drama de Carlos (papel do então estreante Walmor Chagas), ambicioso homem da metrópole que, de empregado, se torna sócio numa fábrica de autopeças.

Ambientada entre 1957 e 1961, a fita faz uma afiada análise da industrialização e de como ela se reflete na vida dos paulistanos. “Além de ainda esteticamente moderno, o longa-metragem captou bem a essência da capital paulista ao mostrar uma cidade fascinante por suas múltiplas possibilidades, mas igualmente perigosa como devoradora de seres humanos”, avalia o crítico de "O Estado de S. Paulo" Luiz Zanin. Também foram lembrados pelos jurados os filmes “Anjos da Noite” (1986), de Wilson Barros (1948-1992), “Cidade Oculta” (1986), de Chico Botelho (1948-1991), e “Não por Acaso” (2007), de Philippe Barcinski.

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São Paulo Sociedade Anônima - capa 2201
Walmor Chagascom Eva Wilma: a cidade como personagem principal (Foto: Divulgação/Socine)

VOTARAM

André Sturm, sócio e programador do Cine Belas Artes

Isabela Boscov, editora executiva de VEJA

Leon Cakoff, diretor da Mostra Internacional de Cinema

Luiz Zanin, crítico de "O Estado de S. Paulo"

Tuna Dwek, atriz

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO