Cabe no bolso

Quinze programas bacanas por até 15 reais

Filmes, peças e exposições acessíveis para quem não quer gastar muito

Por: Anna Carolina Oliveira - Atualizado em

Isso é o que Ela Pensa
"Isso é o que Ela Pensa": o ingresso dessa tragicomédia de sucesso sai por R$ 6,00 (Foto: Lígia Jardim)

No caldeirão cultural de São Paulo, uma cidade reconhecidamente cara, há programas para todos os bolsos.

+ Cinemark tem filmes a 6 reais

+ 100 programas temáticos para todos os estilos

+ É grátis: mais de 40 atrações na cidade

Para quem não quer gastar muito, montamos uma seleção de atrações boas e baratas para curtir nos próximos dias.

São quinze opções por até 15 reais. Divirta-se:

  • Diariamente, às 15h, a rede Cinemark tem uma sessão promocional, por R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia) para quem comprar os ingressos na bilheteria. A promoção também vale para os sábados e domingos.
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  • Deste sábado (5/10/2013) a quinta (10/10/2013), com projeção às 19h e 21h30, na sala 1, a Mostra Cinéfila traz de volta alguns clássicos marcantes. É o caso de Um Corpo que Cai (1958) e Os Pássaros (1963), ambos de Alfred Hitchcock. Na mesma linha de preciosidades, A Marca da Maldade carrega o nome mítico de Orson Welles na direção em um engenhoso thriller em preto e branco de 1958. Completam o ciclo a deliciosa comédia Monty Python e o Sentido da Vida e o datado terror Fome de Viver, realizados em 1983.
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  • Ester Laccava interpreta uma nordestina no monólogo dramático escrito por Alexandre Sansão. Ela tenta incansavelmente extrair otimismo de sua sofrida rotina e luta para driblar a esterilidade, a deficiência do filho adotivo e as mágoas do marido. Transitando pelas diversas fases da vida da personagem, a atriz valoriza o texto. Estreou em 21/01/2011. Até 02/06/2013.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Apenas 30% dos filmes indianos, segundo o músico e curador do evento Ananda Jyothi, estão relacionados com Bollywood, como se convencionou chamar a indústria de fitas românticas, quase sempre embaladas por danças e números musicais. Com correntes de outras regiões do país, esta mostra — que complementa a exposição Índia!, no Centro Cultural Banco do Brasil — exibe dezoito longas-metragens inéditos, rodados entre 2000 e 2011, e a reprise de Salaam Bombay!, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1989. Há curiosas atrações, a exemplo de fitas de temática homossexual, um assunto-tabu retratado de forma pioneira. Misto de ficção e documentário, "Mais uma História de Amor" enfoca a trajetória de Chapal Bahdum, famoso ator gay que interpretava papéis femininos na década de 70. "Nove Emoções", com sessões agendadas para quarta (29), às 18h, e domingo (4), às 15h, registra a história de uma menina de 13 anos à procura de seu tio transformista. Todos os títulos do ciclo, em cartaz até 11 de março, serão exibidos em película 35mm. O ingresso custa 4 reais. De 29/02 a 11/03.
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  • A versão da companhia Cisne Negro para o balé O Quebra-Nozes, de 1892, retorna ao palco do Teatro Alfa com sua tradicional temporada de fim de ano. Com direção de Hulda e Dany Bittencourt, a coreografia embalada pela composição de Tchaikovsky visita os reinos encantados dos sonhos da menina Clara. Bailarinos experimentados, caso do carioca Thiago Soares e da russa Svetlana Lunkina, revezam-se como convidados especiais nas sessões. Até 21/12/2016.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Nova edição da tradicional mostra baseada em um acervo iniciado há 21 anos. São dez artistas, no total. Entre os presentes estão figuras consagradas, como o grande Geraldo de Barros e José Medeiros, autor de belos registros de cenários do Rio de Janeiro. Dois contemporâneos sobressaem: Miguel Rio Branco, sempre caracterizado pelo uso de cores saturadas e por imagens de erotismo poético, e Rosângela Rennó, de pegada mais experimental. Prorrogada até 08/07/2012.
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  • De Beto Andreetta. Nos moldes de Bichos do Brasil, de 2001, a companhia Pia Fraus conta com os inventivos bonecos criados por Dino Soto e Sidnei Caria para retratar a relação entre os animais e suas proles. De uma oca de 3,5 metros de altura saem todos os bichos — e até índios —, confeccionados com fibras, bucha vegetal, madeira e outros materiais naturais. Um misto de humor e fofura rege a trama sem diálogos, que inclui um grupo de sapos desafinados. Num dos momentos mais marcantes, a oca se transforma no casco de uma grande tartaruga. Estreou em 26/09/2009. Até 24/02/2013.
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  • De Alan Ayckbourn. Um exemplo de que o bom teatro resulta da comunhão de um texto de qualidade levado à cena por um diretor seguro e um elenco afinado. Escrita em 1985, a tragicomédia é centrada em uma mulher (Denise Weinberg) que enfrenta uma crise. Enquanto imagina a família ideal, com um marido carinhoso, um irmão protetor e uma filha atenciosa, o que vê são pessoas incapazes de lidar com a realidade. Entre a loucura e a lucidez, ela mascara a frustração. Acomodada no palco que reproduz um jardim, a plateia compartilha da intimidade desses conflitos e, principalmente, do irretocável desempenho de Denise. Com Maristela Chelala, Clarissa Rockenbach, Eduardo Muniz, Francisco Brêtas, Flávio Faustinoni, Mário Borges e Mário César Camargo. Estreou em 24/02/2012. Até 28/10/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Criação coletiva. O Grupo [pH2]: Estado de Teatro partiu do ensaio Narciso ou a Estratégia do Vazio, do filósofo francês Gilles Lipovetsky, para criar o drama. Seis personagens vivem em um mundo no qual a água passou a ocupar todos os lugares. Como se adaptar a essa nova rotina é o desafio de cada um em uma encenação que preza mais imagem que texto e mesmo assim funciona. Estreou em 27/05/2009. Até 08/04/2012.
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  • Começa na terça (28/02) e vai até 11 de março a mostra Mulheres na Direção, na Cinemateca. A programação apresenta filmes realizados por diretoras estrangeiras de cinematografias, tendências e épocas diversas.
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  • Entre os dias 04 de março a 1º de abril, a Cinemateca Brasileira realiza uma exposição e uma mostra de cinema em homenagem à Marilyn Monroe. A mostra de cinema traz os principais filmes da atriz: "O Inventor da Mocidade" (1952), de Howard Hawks; "Quanto Mais Quente Melhor" (1959), de Billy Wilder; "A Malvada" (1950), de Joseph L. Mankiewicz; "Os Desajustados" (1961), de John Huston; "O Pecado Mora ao Lado" (1955), de Billy Wilder; "Os Homens Preferem as Louras" (1953), de Howard Hawks, e "Torrentes de Paixão" (1952), de Henry Hathaway. De 04/03 a 25/03. Grátis.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: Inspirada no projeto homônimo criado por Leon Cakoff (1948-2011) e Renata de Almeida, a mostra Os Filmes da Minha Vida baseia-se no terceiro volume da série de livros, lançado pela Imprensa Oficial em novembro de 2011, logo após a 35ª edição da Mostra Internacional. A publicação traz dez depoimentos, entre eles os dos cineastas Fernando Meirelles, Wim Wenders e Arnaldo Jabor e os dos críticos Miguel Barbieri Jr., de VEJA SÃO PAULO, e Luiz Zanin Oricchio, do jornal O Estado de S. Paulo. Pegando carona nos filmes que fizeram a cabeça dos experts, o MIS organizou o ciclo de dezessete longas-metragens. Serão exibidas fitas de Fellini (“Amarcord” e “Oito e Meio”), Kurosawa (“Os Sete Samurais”), Coppola (“O Fundo do Coração”), Woody Allen (“Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”), Antonioni (“O Passageiro: Profissão Repórter”) e um dos melhores trabalhos de Marlon Brand, “em Uma Rua Chamada Pecado”. Anote na agenda: dia 8, tem vez o magnífico “Crepúsculo dos Deuses”, com Gloria Swanson, dirigido por Billy Wilder. R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia-entrada). De 01/03 a 08/03.
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  • Resenha por Tatiane Rosset: Adaptação de Dario Uzam para o conto de Charles Perrault. A Cia. Articularte conta a história de Polegar, interpretado por Luiza Andrade e também representado por um boneco manipulado pela atriz. Ele é um pequeno menino que aprende com seu pai (Paulo Mendonça) alguns golpes de capoeira. Sonhando em tornar-se um dos guerreiros do rei, parte para a floresta, onde enfrenta perigosas provas. Luta contra criaturas da floresta e encontra o Rato Cinzento (Renato Bego), do qual faz sua montaria. Para o desafio final, uma malvada feiticeira (Letycia Simões) se transforma em uma aranha gigante e prepara uma emboscada para o valente garoto. Bem elaborado, o visual da montagem, composto de bonecos grandes e fantasias, dá a impressão de que o protagonista é realmente pequenino, e o elenco interage bem com essa escolha de elementos cenográficos. Tanagra Andria completa a trupe e Luciana Grillo e Marília Calderón fazem a sonoplastia da peça ao vivo. Estreou em 02/07/2011. Prorrogado até 08/04/2012.
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  • Resenha por Tatiane Rosset: De Verônica Gerchman. Fundadora da Cia. Truks de Animação em 1990, ao lado de Henrique Sitchin e Cláudio Saltini, a bonequeira Verônica Gerchman apresenta agora a primeira peça infantil de seu próprio grupo, o Morpheus Teatro. Com a mesma destreza dos trabalhos da Truks, a autora e diretora do espetáculo e os atores-manipuladores João Araujo, Yuri de Franco, Luana de Lucca e Dani Boni manipulam os protagonistas da trama: Florência e Rodolfo, duas crianças que se conhecem em um tanque de areia. Enquanto a boneca ruiva é extrovertida, o menino mostra-se tímido e curioso. Aos poucos eles se tornam amigos e passam a vivenciar histórias inventadas na hora — a caça a um tesouro ou o resgate de uma princesa presa na torre de um castelo, por exemplo. Simples como um jogo infantil, a montagem prima pelos movimentos realistas e pela graciosa expressão e dublagem das figuras. Encanta a cena na qual Rodolfo corre pela areia: até o efeito de câmera lenta é representado. Embora aparentes, com o decorrer da peça a plateia passa a ignorar os manipuladores — e os bonecos ganham vida própria. Estreou em 08/08/2010. Até 26/08/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Com curadoria de Guido Clemente, professor da Universidade de Florença, a mostra reúne 370 relíquias que nunca saíram da Itália provenientes de instituições importantes, entre elas a Galeria Uffizi, de Florença, e o Museu Nacional Romano. Há na seleção joias, mosaicos, esculturas, vestimentas e outros objetos que desvendam a trajetória do império surgido um século antes de Cristo. Dividida em quatro núcleos, a mostra aborda desde o impacto de líderes poderosos, a exemplo de Augusto, Nero e César, até as peculiaridades do dia a dia dos moradores, seus métodos de trabalho e hábitos religiosos. Sobressaem as estátuas de deuses como Fortuna, Júpiter, Marte e Vênus, embora anônimos também apareçam retratados. Foram trazidas três paredes com afrescos de Pompeia. E não ficaram de fora peças de uso diário. Elas surpreendem pela atualidade da forma: são anéis, talheres, pinças, lanternas, bisturis e um anzol de pesca. Até 22/04/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO