Saúde

Santa Casa vai inaugurar unidade para crianças em estágio terminal

Serviço semelhante em Itaquera começou a receber pacientes no fim de janeiro

Por: Angela Pinho

santa casa hospice
Maquete do prédio em construção na Rua Marquês de Itu: fachada de casa de 1896 que ficava no terreno será mantida (Foto: Divulgação)

A Santa Casa de São Paulo está construindo uma unidade para receber crianças com doenças em estágio terminal e suas famílias. O prédio, na Rua Marquês de Itu, em Santa Cecília, no centro, terá oito pavimentos e deverá ficar pronto até o fim do ano. Na semana passada, reportagem de VEJA SÃO PAULO mostrou a chegada do primeiro paciente a um serviço semelhante em Itaquera gerido pela Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (Tucca).

As duas instituições são chamadas de “hospices”. A palavra designa uma filosofia de tratamento que busca minimizar o sofrimento de pacientes sem chance de cura.  O objetivo é dar suporte médico em um ambiente o mais parecido possível com uma residência.

O novo centro terá capacidade para hospedar em tempo integral até seis crianças com suas famílias. Elas receberão tratamento para alívio da dor e terão acompanhamento de uma equipe formada por médicos, enfermeiros, assistente social, psicóloga e terapeuta ocupacional. Quando os profissionais avaliarem que o paciente pode estar vivendo suas últimas horas, ele será levado ao chamado “quarto do fim da vida”: um aposento no térreo com vista para um jardim e ao lado de uma capela. A estrutura é inspirada na Helen & Douglas House, na Inglaterra, pioneira nesse tipo de serviço.

A unidade é financiada pela campanha Cupom é Vida (www.cupomevida.org.br), por meio da qual recursos do programa Nota Fiscal Paulista são direcionados à Santa Casa. Enquanto o prédio do hospice não fica pronto, os pequenos pacientes estão sendo atendidos na Unidade de Tratamento da Dor e Cuidados Paliativos Infantil. Por ali passam cerca de setenta crianças por mês. A responsável pelo centro é a médica Ana Paula Souza Vieira Santos. Ela começou a se interessar pelo tema em 2009, quando trabalhava como anestesiologista e teve que ajudar uma criança em fase terminal com dor. “A finalidade é oferecer ao paciente suporte físico, emocional, social e espiritual”, diz.

Fonte: VEJA SÃO PAULO