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Sangria e clericot são bebidas geladas e suculentas que invadem verão

Esses drinques típicos europeus feitos de vinho tinto, branco ou espumante ganham versões até com saquê

Por: Monique Paoletti - Atualizado em

Sangria e clericot são as bebidas geladas e suculentas que invadem o verão Foto 2
Sangria e clericot do bar e restaurante Praça São Lourenço (Foto: Divulgação)

Quem achou que os vinhos sairiam de cena neste calor escaldante, enganou-se. Os drinques eleitos para o verão são a sangria e o clericot, feitos basicamente deste fermentado, frutas e bastante gelo. E, apesar de parecer novidade, esses refrescos alcoólicos são figurinhas carimbadas no mundo da coquetelaria – e foram criados pelo povo que mais consome vinho no mundo: os europeus.

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A sangria é típica espanhola, feita com vinho tinto seco e também muito consumida pelos portugueses. Já o clericot é de origem francesa. Porém, alguns contam a história de que o drinque foi inventado por ingleses que moravam em Punjab, na Índia, para amenizar o calor. O fato é que, hoje, o clericot é praticamente uma bebida típica da Argentina e Uruguai - mais precisamente da cidade de Punta Del Este.

Como São Paulo tem (quase) de tudo, não podemos dizer que nossos protagonistas são a última novidade por aqui. Restaurantes como o espanhol Don Curro e o argentino Bárbaro tem essas delícias no cardápio há quase uma década – e fazem muito sucesso. “Em um sábado vendemos 30 jarras de clericot só no almoço. É quase um efeito psicológico: os clientes veem na mesa ao lado e querem também”, diz Márcia Freitas, proprietária do mediterrâneo O Pote do Rei.

Variações

E foi só o mundo gastronômico sacar essa tendência para começar a pipocar várias releituras e toques pessoais nesses drinques “Uso uma pitadinha de Ricard (uma bebida francesa à base de anis), canela em pau, hortelã e o mínimo possível de açúcar”, diz Márcia Freitas. No italiano Zucco a parte alcoólica do clericot fica por conta do prosseco, assim como no francês Bistrô Charlô, que leva espumante rosé.

Até restaurantes de tendências completamente longínquas das mediterrâneas deram um jeitinho de incrementá-los no cardápio. No tailandês Marakuthai, por exemplo, tem opções de sangrias com saquê, como a versão com lichia, suco de tangerina e pera (R$ 40) – e até uma sangria azul, que leva saquê, carambola, Curaçao Blue e frutas (R$ 40). No japonês Nakasa a sangria também entrou no cardápio trocando o vinho pelo saquê.

E como estamos falando de bebidas, os bares não poderiam ficar de fora da onda. Dos mais arrumadinhos aos descolados a sangria e o clericot conquistaram seus lugares. No bar Praça São Lourenço e no classudo Radio Café, esta opção faz o maior sucesso entre o público exigente.

Abaixo, fizemos uma seleção de ótimos lugares para degustá-los e, se você quiser reproduzir em casa, há quatro receitas dos bons restaurantes da cidade. Se tiver dúvida de qual vinho usar, fica a dica: “Tanto para o clericot quanto para a sangria, tem de ser um vinho seco. Não pode ser muito doce por causa do açúcar, das frutas e licores e, se for usar espumante, tem de ser brut” diz Alejandra Seoane, proprietária dos argentinos Bárbaro e Che Bárbaro.

  • Clericot do Che Bárbaro

    Atualizado em: 7.Dez.2010

  • Sangria de saquê do Marakuthai

    Atualizado em: 7.Dez.2010

  • Sangria do Torero Valese

    Atualizado em: 7.Dez.2010

  • Espanhóis

    Torero Valese

    Avenida Horácio Lafer, 638, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3168 7917

    VejaSP
    15 avaliações

    Um refúgio espanhol no burburinho do Itaim. Assim é o bar de Juliano Valese e, por isso, atrai tantos casais a fim de um tête-à--tête. No menu, há tapas, como a de queijo manchego com redução de jerez (R$ 33,90) e os anéis de lula (R$ 31,90). À paella marinera (R$ 76,90) somam-se opções um pouco menos óbvias, entre elas a fideuá de polvo, tomate e espuma de limão-siciliano (R$ 75,90). Quanto aos drinques, o negroni (R$ 28,00) ganha uma versão “de España”, com cava no lugar de gim — não tão boa quanto a original, mas funciona.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Rádio Café

    Rua Oscar Freire, 187, Cerqueira César

    Sem avaliação
  • Cozinha variada

    Praça São Lourenço

    Rua Casa do Ator, 608, Vila Olímpia

    Tel: (11) 3053 9300

    VejaSP
    17 avaliações

    Nos dias de sol, é o jardim arborizado que atrai primeiro as atenções do público que vem atrás do bufê de almoço (R$ 62,00, de segunda a sexta; R$ 107,00, nos sábados; R$ 116,00, nos domingos e feriados). De positivo, aparecem pedidas como a maminha braseada, a maçã ao curry e a couve- -for gratinada. Uma ou outra opção, no entanto, precisa de revisão, caso da salada de tomate, cebola-roxa e coentro, que costuma trazer folhas de rúcula murchas. No jantar, o lugar oferece apenas sugestões à la carte.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Japoneses

    Nakasa

    Rua Da Consolação, 3147, Cerqueira César

    Sem avaliação
  • Carnes

    Bárbaro

    Rua Doutor Sodré, 241, Vila Olímpia

    Tel: (11) 3845 7743

    VejaSP
    3 avaliações

    O salão de paredes vermelhas e um ou outro quadrinho que remete ao tango não tem nada de mais. O que vale a pena ali são as carnes grelhadas à moda argentina, caso do biscuit (R$ 76,00, 360 gramas), em bifes bem marcados pela grelha e molhados no interior. Para acompanhar, peça uma salada simples e bem fresca de alface, tomate e cebola (R$ 22,00 a meia) ou a papa quimérica, bolinho de batata com requeijão e bacon (R$ 24,00 a dupla). Comum toque de sal, a porção de churro grossinho é acompanhada de doce de leite escuro (R$ 20,00). A casa tem uma filial na Vila Madalena com o nome de Che Bárbaro (Rua Harmonia, 277, ☎ 2691-7628).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cozinha contemporânea

    Marakuthai

    Alameda Itu, 1618, Cerqueira César

    Tel: (11) 3062 7556 ou (11) 3061 1015

    VejaSP
    9 avaliações

    A elétrica chef Renata Vanzetto até tenta segurar a onda no número de ampliações e mudanças de seus restaurantes, mas não consegue. Além de mudar a localização do Ema, ela trocou o endereço do Marakuthai no Itaim — da extinta loja da TOG para uma casa charmosa na Rua Pais de Araújo. Comece pelo khiri khiri (R$ 29,00), o bolinho de camarão em crosta de castanha-de-caju com molhinho de pimenta e saquê. Passado na farinha de milho crocante, o filé de saint--peter é servido junto de purê de batata-doce trufado (de leve) e tomate assado (R$ 69,00). Outra opção, disponível tanto no almoço quanto no jantar: menu degustação de R$ 125,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Carnes

    Che Bárbaro

    Rua Harmonia, 277, Vila Madalena

    Tel: (11) 2691 7628

    VejaSP
    2 avaliações

    Endereço movimentado, descende de uma casa da Vila Olímpia. Duas das melhores opções são o bife ancho em peça alta (R$ 78,00) e o fraldão de ótima textura (R$ 76,00).

    Preços checados em 14 de junho de 2016.

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  • Espanhóis

    Don Curro (mudou de nome para Don Curro a la Sabrina)

    Rua Alves Guimarães, 230, Pinheiros

    10 avaliações
  • Italianos

    Zucco

    Rua Haddock Lobo, 1416, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3897 0666

    VejaSP
    2 avaliações

    Durante o almoço no MorumbiShopping, é possível se servir do caprichado bufê de saladas e depois pedir um prato executivo (de R$ 48,00 a R$ 64,00, sem sobremesa) como o risoto de linguiça artesanal, o filé-mignon empanado e gratinado com mussarela de búfala e a pescada-cambucu grelhada com molho de manteiga e alcaparra acompanhada de purê de mandioquinha. Do forno a lenha sai ainda um entrecôte em crosta de cogumelos com capellini na manteiga com folhas de sálvia. Boa notícia para os diabéticos: a pirâmide de chocolate meio amargo e branco sem açúcar (R$ 29,00 na unidade dos Jardins; R$ 22,00 no Morumbi) é uma delícia.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cozinha contemporânea

    Boa Bistrô

    Rua Padre João Manuel, 950, Cerqueira César

    Sem avaliação
  • Mediterrâneos

    O Pote do Rei (mudou de nome para O Pote)

    Rua Joaquim Antunes, 224, Pinheiros

    2 avaliações

Fonte: VEJA SÃO PAULO