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Confira as melhores pedidas da Sanduweek e evite as roubadas

O evento ocorre em mais de trinta restaurantes, bares e lanchonetes até domingo (23)

Por: Helena Galante, Saulo Yassuda e Sophia Braun - Atualizado em

Deliqatê - Sanduweek
Deliqatê: sanduíche de fraldinha com salada coleslaw (Foto: Sophia Braun)

Entre segunda (17) e terça (18), os repórteres de VEJA SÃO PAULO comeram catorze lanches de sete casas que participam da Sanduweek. Nem todas as sugestões, porém, agradaram. Confira as melhores pedidas e saiba quais sanduíches evitar para não cair em roubadas.

O evento ocorre em mais de trinta restaurantes, bares e lanchonetes até domingo (23). Cada estabelecimento propõe uma receita ao preço fixo de 15 reais e outra, mais incrementada, sem limite de preço.

Brado - Sanduweek 2014
Brado: sanduba com lagosta em maionese aromática (Foto: Felipe Reis)

■ Brado: tem um ambiente agradável, sobretudo pela varanda aberta para a rua. Peça uma taça de vinho da casa enquanto aguarda os sanduíches chegarem à mesa.

O sanduíche baratinho, de 15 reais:  tem sabor bem caseirinho. Um filé de frango de crosta crocante recheia a ciabatta junto com mussarela derretida e folha de rúcula. O molho de tomate, apenas pincelado, dá um toque a mais.

O sanduíche mais caro, de 42 reais:  pesa no bolso e só vale a pena para quem amar lagosta. O fruto do bar em cubos é misturado a maionese e ervas, ficando melenquento, e recheia um pão de leite adocicado e deliciosamente tostado com manteiga. É bem difícil de comer, já que se desfaz com facilidade. Vem com fritas gordinhas.

Deliqatê - Sanduweek
Deliqatê: a versão com ovos e maionese (Foto: Sophia Braun)

Deliqatê: o festival está fazendo tanto sucesso nesta graciosa casa de sanduíches que a versão de siri ao creme de limão-siciliano com palmito grelhado, molho de tomate e folhas verdes na focaccia (28 reais) vendeu mais de 200 unidades na última terça (18). Resultado: o estoque havia acabado quando a reportagem chegou para almoçar. Foram porvadas as outras duas opções de lanche.

O sanduíche baratinho, de 15 reais: apesar da combinação atraente, o pão de miga coberto por salada de ovos com picles de pepino, semente de mostarda, cebola- roxa, pimentão assado e maionese perde pontos pela quantidade exagerada de ingredientes. O molho, que lembra um bernaise menos encorpado, deixou o sanduba muito pesado. A apresentação do prato também somou pontos negativos.  

O sanduíche mais caro, de 24 reais: os nove reais pagos a mais pela fraldinha marinada no missô (beeem mal passada) com espinafre ao shoyu e gergelim mais tomates frescos na ciabatta valem a pena. Além de ser equilibrada e bem servida, a pedida dá direito um acompanhamento, que pode ser salada verde, coleslaw e batata ao iogurte.

Empório Sagarana  - Sanduweek
Empório Sagarana: lanche com costelinha (Foto: Felipe Reis)

Empório Sagarana: válido só na unidade da Vila Romana, o festival tem atraído muitos clientes. O resultado é um atendimento bem confuso e o estoque de algumas cervejas pop, como a Birits, esgotado.

O sanduíche baratinho, de 15 reais: a descrição é uma das mais apetitosas da seleção. O resultado final da combinação, porém, fica pesado. Em cima de fatias excessivamente grossas de alheira portuguesa, o queijo da Serra da Canastra chega a sumir. Ponto positivo, o ovo frito tem a gema laranja molinha no centro.

O sanduíche mais caro, de 28 reais: aqui, vale mais a pena desembolsar o dobro da grana por essa opção. Curiosamente, a costelinha de porco ganha leveza pelo tempero de gengibre e melado de cana e a adição de rúcula e vinagrete. O pão chamado semi-italiano também é uma delícia.

Jet Lag - sanduweek
Sanduíche de kobe beef do Jet Lag Pub: exclusivo para a Sanduweek (Foto: Felipe Reis)

Jet Lag Pub: o bar tem a aviação como temática e vai ganhando clima de balada com o cair da noite. Se quiser apenas comer, chegue cedo. E não deixe de pedir um pint de Guinness para acompanhar.

O sanduíche baratinho, de 15 reais:  não chega a ser light, mas é mais leve que muito sanduba por aí. A ciabatta leva no recheio abobrinha e berinjela grelhadas, mussarela de búfala, tomate, miniagrião e crisps de alho-poró. Só a mostarda de lichia e pimenta-biquinho que era imperceptível.

O sanduíche mais caro, de 55 reais:  caríssimo, mas gostoso. Parece um churrasquinho de padoca chique, mas a carne é a nobre kobe beef, extraída do gado wagyu, bem macia. Apesar de gostosos, os cogumelos shiitake refogados e o queijo emmental derretido acabaram apagando o sabor da nobre carne.

MAB  - Sanduweek
MAB: aroma de azeite trufado mostra-se enjoativo (Foto: Felipe Reis)

M.A.B Gastronomia: no almoço, o cardápio do restaurante é focado nos grelhados e lanches. Uma boa sugestão fixa é o hot-dog coberto por purê de batata gratinado com queijo.

O sanduíche baratinho, de 15 reais: sabe aquele rosbife fininho, bem fininho, cortado na máquina de frios? Ele aparece aqui numa camada pouco generosa, com cebola caramelada, rúcula e um toque bem discreto de mostarda com mel. Para acompanhar, as batatas fritas são melhores que a salada, resumida à alface picada.

O sanduíche mais caro, de 35 reais: dá para notar o capricho no ovo frito de gema mole em cima do presunto cru e do queijo gruyère, que aparece junto da alface frisée. Mas o tal “americano chique” fica enjoativo demais pelo aroma do azeite trufado.

PJ Clarke's - Sanduweek
PJ Clarke's: o BLT leva apenas bacon, alface e tomate (Foto: Sophia Braun)

PJ Clarke's: a promoção é válida nas duas unidades, no Itaim Bibi e nos Jardins. Se quiser pedir algum prato do cardápio à la carte, esteja preparado para pagar caro pelos extras (das porções às bebidas).

O sanduíche baratinho, de 15 reais: embora a receita clássica do sanduíche conhecido como BLT (bacon, letuce and tomato, em inglês) não leve hambúrguer na receita, a versão desta hamburgueria ficou sem graça. Um pouco mais de bacon deixaria o sanduíche, que leva ainda alface e tomate, mais enorpado e interessante. O pão, por sua vez, merece elogios: servido grelhado, fica crocante e com sabor de tostado.

O sanduíche mais caro, de 25 reais: a versão vegetariana do BLT leva abobrinha e ovo no lugar do bacon. A falta de recheio se repete aqui, o que não explica o preço dez reais mais caro.

Rothko  - Sanduweek
Rothko: clima de bar com cardápio de restaurante (Foto: Felipe Reis)

Rothko: o clima meio de bar, meio de restaurante, confunde um pouco nesse endereço aberto só para o jantar durante a semana. Para dar uma cara de refeição completa, peça antes a salada cobb com uma fatia de bacon torrado, ovo poché sobre uma torrada, folhas e cebola roxa.

O sanduíche baratinho, de 15 reais: é para quem gosta mesmo de porco. Além da barriga macia, há pedaços muito crocantes de torresmo combinados ao vinagrete de maçã-verde e à rúcula. Com tanto sabor, o tempero do pão de curry passa quase despercebido.

O sanduíche mais caro, de 28 reais: não tenha medo da língua bovina. Bem feita, como é o caso aqui, ela fica ótima. Para completar, basta cebola flambada, tomate sem pele nem semente e folhas de mostarda.

Ruaa  - Sanduweek
Ruaa: com filé de frango orgânico (Foto: Felipe Reis)

Ruaa: o serviço estabanado atrapalha um pouco a refeição, é verdade. Mas os lanches estão entre os melhores. Enquanto aguarda, peça uma porção de fritas rústicas com ketchup acrescido de azeitonas pretas.

O sanduíche baratinho, de 15 reais: são nacos grandes de rosbife de fraldinha bem rosado no centro, incrementados com chutney de tomate e maionese da casa. No preço estão inclusos chips de mandioquinha

O sanduíche mais caro, de 27 reais: filé de frango não precisa ser sem graça. Essa versão da ave orgânica vem empanada em quinoa, coberta por queijo brie e molho pesto dos dois lados do pão. Não dispense a geleia de pimenta, mais picante que as versões encontradas por aí.

Fonte: VEJA SÃO PAULO