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Sala da Sogra faz coquetéis fora do circuito

Em Mirandópolis, espaço surpreende com drinques bem executados e boas receitas

Por: Fabio Wright

Bar da Sogra
O pequenino salão: simplicidade (Foto: Mario Rodrigues)

Quem costuma julgar um lugar pela aparência certamente passará batido pelo Sala da Sogra. Não deveria. Fora do circuito boêmio, a casa instalada num imóvel estreito na Rua Luís Góis, em Mirandópolis (região da Vila Mariana), não possui um ambiente sedutor. Praticamente sem decoração, dispõe de um salão bem simples, precedido por uma varanda à beira da calçada. Seus maiores atributos estão na cozinha e, principalmente, no bar. Trata-se de um inesperado lugar para beber coquetéis clássicos e modernos. Foi aberto no ano passado pelo chef Marlon Sakamoto e pelo barman Gilliard Carneiro, o Gil. Antes de se tornarem sócios, eles trabalharam juntos no bar Escape, no Itaim. O motivo do curioso nome: o ponto que o endereço ocupa pertence à sogra de Sakamoto.

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Drinques Bar da Sogra - 2225
Drinques da casa: mojito com tangerina e o kiwi basil martini (Foto: Mario Rodrigues)

Executados com capricho, os drinques têm o preparo supervisionado pelo próprio Gil. Entre eles está o mojito especial (R$ 15,00). Nessa versão, a bebida à base de rum e hortelã é complementada por suco de laranja, gomos de tangerina e gelo triturado. Também agradou o kiwi basil martini (R$ 14,00), outra criação dele. Equilibrado e cítrico na medida, mistura vodca, kiwi, licor limoncello, folhas de manjericão, suco de limão e xarope de açúcar. No acabamento, recebe pimenta-preta polvilhada. Para acompanhar, a cozinha expede boas receitas, caso do consistente caldinho de feijão (R$ 10,00), servido no copo americano, e dos pastéis de shiitake (R$ 22,00; oito unidades), de massa leve. Ainda mais tentadores são os camarões crocantes (R$ 42,00). A porção reúne oito camarões-rosa empanados em farinha oriental guarnecidos de molho agridoce de mel, laranja e limões taiti e siciliano. Duas vezes por semana, há música ao vivo, com um trio de chorinho às terças e MPB no esquema voz e violão às sextas.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO