Cidade

Respeite o horário da coleta de seu bairro

Lixo tem horário certo para ser deixado na rua — desrespeito à regra municipal pode render multa de 50 reais

Por: Mariana Barros e Manuela Nogueira - Atualizado em

Lixo nos Jardins - capa 2200
Rua Queluz, nos Jardins: sacos na calçada mais de uma hora antes do permitido (Foto: Fernando Moraes)

Desde abril do ano passado, os paulistanos precisam ficar atentos ao horário do recolhimento do lixo. De acordo com a lei sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab, quando o caminhão passa durante o dia os sacos só podem ser deixados na rua com, no máximo, duas horas de antecedência. No caso de coleta noturna, apenas a partir das 18 horas. Os horários em que os caminhões circulam pelas ruas da capital são divulgados nos sites da prefeitura e das empresas coletoras (Ecourbis e Loga). Quem não seguir a regra está sujeito a multa de 50 reais. O objetivo da lei é deixar detritos expostos às chuvas pelo menor tempo possível e, assim, evitar que causem enchentes, agravem os alagamentos e entupam bueiros.

Ao circular por bairros nobres como Jardins, Itaim, Pinheiros e Perdizes, a reportagem de VEJA SÃO PAULO encontrou diversos condomínios, casas e estabelecimentos comerciais em flagrante desrespeito à lei. Nos locais visitados, os caminhões passam sempre à noite — ou seja, os sacos só deveriam ser deixados na rua a partir das 18 horas. Mas podiam ser vistos nas calçadas sob sol a pino. Na Rua Jesuíno Arruda, no Itaim, por exemplo, encontramos lixeiras abarrotadas em frente a quatro prédios residenciais. Em todos, zeladores e porteiros disseram que o faxineiro estava em férias, que havia saído mais cedo ou mesmo se confundido com o horário. A foto acima, tirada no dia 3, ao lado de um condomínio de alto padrão na Rua Queluz, nos Jardins, é um exemplo do descaso com a lei e com o meio ambiente. Além de exposto por volta das 16h30, o lixo bloqueava a passagem de pedestres. “Acho horrível, uma falta de respeito”, diz a administradora Julia Gomes, que costuma passar pelo local para visitar sua avó. “Ninguém merece esse cheiro.”

Fonte: VEJA SÃO PAULO