Segurança

Número de assaltos cresce em São Paulo

Em maio, foram registrados 14 716 casos contra 10 373 em igual período do ano anterior 

Por: Redação VEJA SÃO PAULO

Fernando Grella, secretário de Segurança Pública
Fernando Grella, secretário de Segurança Pública: reforço com cargos novos e bônus de produtividade (Foto: Mario Rodrigues)

O número de roubos na capital paulista cresceu 42% e maio em relação ao mesmo mês do ano passado. O dado consta de relatório divulgado nesta quarta-feira (25) pela Secretaria da Segurança Pública. Ao todo foram 14 716 casos contra 10 373.

 “Os roubos têm poder imenso na sensação de insegurança da população, por isso estamos investindo na contratação e formação de policiais”, disse o secretario da Segurança, Fernando Grella, citando que 2 850 cargos estão sendo criados na Polícia Civil e 2 900 da Militar.

O estudo mostra que quase metade dos roubos são feitos a pedestres, com um percentual de 46,7% dos casos. Os celulares estão presentes em 57,7% dos casos registrados e os documentos em 54%, nos primeiros cinco meses deste ano. Cerca de 25%  mostram ainda que os furtos são praticados a veículos. Os estabelecimentos comerciais estão em seguida, presentes em 7,11% dos boletins de ocorrência registrados.

Questionado sobre a dificuldade em reduzir o número de roubos na cidade, o secretário apelou para o cenário nacional. "Isso não é uma dificuldade de São Paulo. Minas Gerais, Rio de Janeiro Espírito Santo e Rio Grande do Sul também vivem essa alta. As polícias não estão conseguindo diminuir esses tipos de crime.".

Em relação aos homicídios, o documento mostra alta de 6,38% em maio, com 350 casos ante 329 no mesmo período do ano passado. Contudo, há uma queda acumulada de 0,9% desde janeiro, de 1 881 casos nos primeiros cinco meses de 2013 para 1.864 no mesmo período deste ano.

O perfil de roubos é elaborado pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) a partir dos dados do Registro Digital de Ocorrências (RDO), que disponibiliza as informações dos boletins de ocorrência analisados individualmente pelos analistas da CAP para serem classificados.

Fonte: VEJA SÃO PAULO