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Após roubo e agressão, remadora Bianca Miarka pede policiamento na USP

Atleta do Botafogo foi espancada por dois assaltantes em frente à universidade na manhã de domingo (28)

Por: VEJA SÃO PAULO

A remadora e ex-judoca Bianca Miarka foi agredida durante um roubo na manhã de domingo (28), perto do câmpus da USP no Butantã, na Zona Oeste. Ela reagiu ao assalto, tentou desarmar um dos bandidos e foi espancada. Após o incidente, a atleta, que já foi aluna da universidade, começou uma campanha em suas redes sociais por mais policiamento. "Até quando precisaremos de um mártir social para melhorar a segurança e o policiamento nas regiões ao redor da USP e na própria Cidade Universitária? Quantos corpos terão que ser encontrados?", escreveu.

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Bianca seguia para a raia da USP na manhã de domingo quando foi abordada por dois assaltantes em uma moto do lado de fora do câmpus. Armado, um dos criminosos pediu a mochila que ela carregava. Ex-judoca, a atleta desarmou o homem. O comparsa partiu para cima dela e a atingiu com o capacete. "Eu tive sorte de ter praticado 25 anos de esportes de combates, o que serviu para minha defesa para desarmar o bandido e mesmo assim estou com diversas lesões."

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Após a divulgação do assalto, Bianca começou uma campanha por mais policiamento na região da USP. Ela afirma ter amigos dos dois lados - a favor e contra a presença de policiais no câmpus. "Nossos pais não enfrentaram a guerra que temos hoje. Nossa causa deve ser direcionada ao desarmamento, à redução de violência e melhora da segurança não só na USP, como em toda região. A USP não garante sua segurança. Por mais que a guarda seja prestativa, ela não anda armada e não tem o mesmo poder de autoridade para prender bandidos."

Segurança

Na última terça-feira (23), o corpo do estudante Victor Hugo Santos, de 20 anos, foi encontrado na raia da USP. O jovem estava desaparecido desde o dia 19, quando esteve em uma festa no velódromo da universidade. Os pais do garoto pretendem processar a USP, além da empresa de segurança e dos organizadores da festa por omissão. Uma das alegações é de que não há câmeras de segurança dentro do câmpus para inibir e ajudar na identificação de criminosos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO