Comportamento

Conheça a rotina de blogueiras e musas fitness

Gabriela Pugliesi, Juju Salimeni, Karina Bacchi e outras celebridades que ganham até 200 000 reais por mês dando dicas de boa forma

Por: Ana Carolina Soares

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Gabriela Pugliesi: a "midas" do mercado (Foto: Fernando Moraes)

Os atletas costumam resumir o massacre diário a que submetem seu corpo nos treinos com a expressão “no pain, no gain”. Sem dor, sem vitórias. Categoria profissional em ascensão no universo esportivo da cidade, as musas fitness, como são chamadas as mulheres capazes de mobilizar multidões nas redes sociais com dicas de boa forma e de produtos de beleza, poderiam adotar um lema diferente: não existe almoço grátis. Expoente da área, a blogueira Gabriela Pugliesi, de 29 anos, não paga academia, intervenções estéticas, viagens, tratamentos em spa, roupas, sapatos, acessórios, joias, balada nem refeições. Nesse escambo da era digital, até a ração de seu pitbull Buda sai “na faixa”.

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Como moeda de troca, exibe os produtos e serviços na internet. Somente no Instagram possui cerca de 1,5 milhão de fãs. Nem tudo é permuta. As empresas vão atrás do público enorme que curte sua rotina, da foto em que aparece acordando em seu flat do Morumbi com o novo namorado ao vídeo que a mostra fazendo agachamento. Com ações patrocinadas (um post do tipo pode custar 10 000 reais), ela fatura mais de 100 000 reais por mês. Recomenda exercícios, dietas, suplementos, looks, academias, médicos, hotéis... “São novas ‘Midas’: os artigos que divulgam vendem como água”, explica Rafael Coca, sócio daa gência Spark Inc., especializada em publicidade digital.

As credenciais para esse trabalho? Ostentar um corpo musculoso e, na maioria das vezes, uma vasta cabeleira loira. A principal ferramenta de trabalho é o smartphone. Estudar seriamente nutrição e educação física? Isso elas não curtem. Gabriela estudou desenho industrial e trabalhava como gerente de um e-commerce. Em 2013, largou o salário de 5 000 reais. Hoje, ganha vinte vezes mais. Conquistou as pessoas nas redes sociais com fotos bonitas e hashtags como #bumbumnanuca. Na segunda quinzena deste mês, vai estrear na TV no quadro Desafiados do Caldeirão, do programa de Luciano Huck, na Globo. “Desde criança sonho em ser apresentadora”, conta.

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A concorrência no mercado de musa fitness é feroz e só aumenta. Os perfis que contabilizam o maior número de seguidores são os das webcelebridades que topam exibir o corpo e a vida pessoal como um reality show. A ex-panicat Juju Salimeni é campeã de faturamento (aproximadamente 200 000 reais por mês). Apresentadora assistente do Legendários, da Record, ela participou de uma série no programa que mostrava seu dia a dia até subir ao altar com o personal trainer Felipe Franco, no fim do mês passado, em São Paulo. Os dois “pagaram” flexão de braço até no quarto do casal.

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A ex-panicat Juju Salimeni: 6 milhões de seguidores no Instagram (Foto: Fernando Moraes)

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Na onda desse fenômeno, famosas acostumadas com os holofotes, como atrizes, modelos, apresentadoras e socialites, começaram a surfar às braçadas. “Sou acionista da TV Bahia e poderia ter um programa lá, mas ganho mais na internet”, afirma Carol Magalhães, neta do político Antonio Carlos Magalhães. Ela tentou as carreiras de modelo, atriz e apresentadora. “Malho muito e não como besteira, por causa da morte do meu pai”, conta. O ex-deputado Luís Eduardo Magalhães faleceu ao sofrer um infarto, aos 43 anos, em 1998. Atlético, ele corria 15 quilômetros todos os dias, mas não dispensava os prazeres da culinária baiana. “Peguei trauma. Hoje, acho melhor ser chamada de anoréxica que de gorda”, conta Carol. Nas redes sociais, suas costelas salientes no abdômen (a tal barriga negativa) e seus 10% de gordura corporal chamam atenção. “Sou saudável e capaz de correr uma maratona”, afirma.

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A atriz Karina Bacchi aderiu à moda há dois anos. Criou uma conta no Instagram e um blog nos quais ensina sua dieta e seu treino passo a passo. Entre as blogueiras de moda, Lalá Noleto foi a primeira a mudar de rumo. Achava-se enorme com 1,65 metro de altura e 64 quilos. Em 2011 entrou num spa. “Não poderia ficar longe das minhas fãs, então decidi postar meu dia a dia lá.” Nas fotos da hashtag #projetolalanoleto, só entram outras blogueiras e celebridades. “Quando coloco amigas ‘cheinhas’, o pessoal critica, diz que elas são feias, aí eu fico com vergonha e deleto o post”, justifica Lalá.

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Karina Bacchi: blog para descrever sua rotina de exercícios (Foto: Fabio Cerati)

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Mulheres bonitas, ambiciosas e competitivas disputando o mesmo espaço... Só podia dar em briga. No quesito barracos virtuais, Gabriela Pugliesi salta na frente de novo. Há dois meses, engatou um namoro com o modelo Erasmo Viana. Na última semana, eles assumiram a história em um post no Snapchat. A ex de Erasmo é Rachel Apollonio, estudante de engenharia e também musa fitness, que ficou furiosa ao ser passada para trás. A confusão se tornou pública. “É mais fácil pôr a culpa em mim do que admitir que foi deixada”, afirma Gabriela, no estilo “beijinho no ombro”. Antes de Erasmo, ela foi casada cinco anos com o personal trainer Thiago Pugliesi. Terminou esse relacionamento para ficar com Ricardo Barbato, professor de mahamudra ioga. Na época, o instrutor era marido da publicitária americana Leslie Richman. A gringa virou inimiga e concorrente de Gabriela: há dois meses, largou o emprego em Los Angeles e alugou um apartamento no bairro da Pompeia. Decidiu ser também musa fitness.

Um capítulo obscuro desse folhetim foi o fim do namoro de Gabriela com Barbato. Em uma tarde no início de agosto, ela despachou o muso de casa. Ele teve poucos minutos para fazer as malas e tirar cada sunga e boné do loft do Morumbi. “Ricardo traiu minha confiança. Não foi por dinheiro ou contratos”, limita-se a dizer Gabriela. Outra mulher dividindo o supino? “Não quero me estender. Ele não pode se projetar ainda mais às minhas custas.” Na quinta (1º) rolou um novo capítulo da novela. Barbato postou no Instagram uma foto em que aparece abraçado por duas loiras. E o clique aconteceu durante a última viagem romântica do ex-casal. Gabriela reagiu minutos depois, via Snapchat. “O que tem de gente babaca no mundo é incrível, às vezes a gente faz caridade na vida”, desabafou.

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As polêmicas das garotas dessa área não se limitam à vida amorosa. Valdir Fregolon, coordenador do Conselho Regional de Educação Física, diz que recebe pelo menos 100 denúncias por mês contra as blogueiras. “As pessoas que copiam esses treinos sem orientação podem desenvolver graves problemas”, alerta. Em agosto, nove fãs de Gabriela Pugliesi passaram mal depois de consumir uma farinha para secar barriga recomendada por ela. Denunciaram no Conar e a blogueira recebeu advertência do órgão. Gabriela conta que aprendeu com os erros. “Minha página é um diário. Não induzo ninguém a repetir o que faço.”

Há dois anos, a jornalista Maria Eugênia Bispo ficou paraplégica ao tentar copiar uma abdominal mirabolante das blogueiras. Passou por cirurgias e correu o risco de nunca mais andar. Depois de quatro meses, saiu de cadeira de rodas, mas até hoje se esforça para recuperar totalmente os movimentos. Maria Eugênia decidiu postar sua recuperação nas redes sociais. Fechou parceria com sua academia de ginástica e o centro de fisioterapia. Não paga os locais, em troca de mostrar exercícios de restabelecimento. Criou, dessa forma, uma nova categoria de musa fitness.

A "MIDAS" DO MERCADO

Gabriela Pugliesi

Formação: designer

Shape: 29 anos, 1,70 metro de altura, 60 quilos e 15% de gordura corporal

Seguidores: 1,5 milhão no Instagram

Faturamento: mais de 100 000 reais por mês. É considerada no mercado publicitário a principal formadora de opinião do ramo

Peso que carrega: ganhou o apelido de PuBliesi, por exagerar nos publiposts (anúncios no Instagram), além de se envolver em barracos com outras colegas. É acusada de “acabar” com um namoro e um casamento

Como se define: “Sou desencanada, instintiva e não tenho papas na língua”

DE MODELO A SARADA DE PLANTÃO

Karina Bacchi

Formação: atriz (não fez faculdade)

Shape: 38 anos, 1,67 metro de altura, 58 quilos e 11% de gordura corporal

Seguidores: 850 000 no Instagram

Faturamento: 28 000 reais por mês, aproximadamente

Peso que carrega: o de ter exagerado no Botox, além de ensinar séries de exercícios mesmo sem conhecimento técnico. Ela diz que nunca fez intervenção estética no rosto (“só uma lipo para perder barriga”) e que conta com a ajuda de profissionais da área para dar dicas em seu blog

Como se define: “Disciplinada. Como batata-doce até no café da manhã”

CINTURA FINA

Carol Magalhães

Formação: economista

Shape: 36 anos, 1,67 metro de altura, 51 quilos e 10% de gordura corporal

Seguidores: 310 000 no Instagram

Faturamento: até 100 000 reais por mês

Peso que carrega: é chamada por muitos de anoréxica

Como se define: “Sigo um padrão europeu e não acho bonito mulher grande ou muito sarada”

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Carol Magalhães: faturamento de até 100 000 reais por mês (Foto: Fernando Moraes )

DA MODA ÀS ACADEMIAS

Lalá Noleto

Formação: advogada

Shape: 31 anos, 1,65 metro de altura, 55 quilos e 15% de gordura corporal

Seguidores: 725 000 no Instagram

Faturamento: cerca de 100 000 reais por mês

Peso que carrega: é criticada por ter emagrecido demais. Devido à proporção entre acabeça e o corpo, ganhou o apelido de “minicraque da Coca-Cola” nas redes sociais

Como se define: “Perdi 10 quilos, mas sempre acho que preciso melhorar mais"

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Lalá Noleto: musa fitness após perder dez quilos (Foto: Fernando Moraes)

UMA BELEZA DE MÚSCULOS

Juju Salimeni

Formação: administradora de empresas

Shape: 29 anos, 1,69 metro de altura, 67 quilos e 12% de gordura corporal

Seguidores: 6 milhões no Instagram Faturamento: até 200 000 reais por mês com produtos populares

Peso que carrega: sua fama é ter aumentado os músculos com anabolizantes (ela nega)

Como se define: “Uma mulher brasileira, com coxona, pernão, bumbum grande...”

AUTOAJUDA EM TRAIÇÃO

Leslie Richman

Formação: publicitária

Shape: 28 anos, 1,72 metro de altura e 53 quilos (jura que nunca mediu sua gordura corporal)

Seguidores: 54 000 no Instagram

Faturamento: ainda busca o retorno dos 5 000 dólares investidos na mudança de Los Angeles para a capital paulista neste ano

Peso que carrega: a traição de seu ex-marido, Ricardo Barbato, com Gabriela Pugliesi se tornou pública. Depois do episódio, decidiu viver em São Paulo e entrar no mercado da rival

Como se define: “Sou forte em todos os sentidos. Passei por um baque e agora quero inspirar mulheres a dar a volta por cima e ficar lindas”

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Leslie Richaman: a americana se tornou rival de Gabriela Pugliesi (Foto: Nina Keller)

Dez passos para brilhar na área

1. Diga que foi gorda um dia (vale até mostrar a barriguinha de infância), mas já faça sua estreia nas redes ostentando um tanquinho

2. Mostre seus exercícios mais excêntricos: faça aeróbica de salto alto, pendure-se em barras de ferro, equilibre-se em pranchas...Quanto mais malabarismos, melhor

3. Poste todas as suas refeições. Ovos e quinoa são obrigatórios. Alimentos com glúten e lactose ficam de fora. Se algum seguidor se machucar ou passar mal, diga que sua rede social é um diário aberto e nunca estimulou ninguém a ser como você

4. Não tenha medo de se expor: mostre seu namorado com o abdômen trincado na sua cama, a viagem romântica, a malhação na academia ao lado de outras celebridades, a balada com os amigos saradões e saudáveis. Mas lembre-se: todos ali precisam seguir os padrões de beleza ou ser famosos

5. Nesse reality show das redes sociais, é possível acumular encrencas, como engatar um relacionamento com o bonitão de outra musa. Tudo bem. A mulher fatal e a webcelebridade traída recebem holofotes

6. O status de musa chega quando aterrissam presentinhos e convites na portaria. Pega bem exibir nas redes marcas famosas como Nike, Sephora, Arezzo... Você não vai receber dinheiro por isso, mas não vai precisar mais comprar tênis, maquiagens, sapatos...

7. Nunca esqueça de marcar colaboradores em hashtags: spa, hotel, companhia aérea, dermatologista, dentista, personal trainer, supermercado, pet shop, hortifrúti... Assim, nunca perderá “presentinhos”

8. Se a marca do “agradinho” for de qualidade duvidosa, só publique o post se caírem pelo menos 2 000 reais em sua conta bancária. Caso contrário, deixe os produtos no armário ou doe para amigas

9. Engravidou? Exiba uma barriga de gestante tanquinho. Mostre seu parto, seu bebê e volte aos treinos logo após sair do hospital

10. Perdeu um cliente, o namoradoou teve qualquer revés na vida?Poste algo como “no pain, no gain” comuma foto sua numa expressão triste.Beleza põe a mesa em todas as ocasiões

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  • Para manter vivo um produto ameaçado de extinção, estimular o consumo — sustentável, claro — é a melhor tática. Comprometido com essa bandeira, o Slow Food Brasil criou a Arca do Gosto, que reúne uma série de ingredientes nacionais a um passo de ser esquecidos. Na primeira edição do festival temático, que ocorre de quinta até o dia 18, catorze restaurantes paulistanos preparam receitas com alguns desses itens. Raridade por aqui, a farinha de peixe piracuí aparece no menu do Micaela. Premiado como chef revelação na última edição especial VEJA COMER & BEBER, Fábio Vieira utiliza essa massa feita a partir dos peixes acari e tamuatá torrados para moldar uma torta salgada, acompanhada de salada, por R$ 30,00. De 8 a 18/10/2015.
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  • Cozinha variada

    La Reina

    Rua Joaquim Antunes, 621, Pinheiros

    Sem avaliação
  • Hamburguerias

    Chip's Burger

    Rua Doutor César, 718, Santana

    Tel: (11) 2099 2803

    VejaSP
    8 avaliações

    Embora tenha preservado a decoração retrô com sofás de forro vermelho e uma jukebox no canto do salão, o empresário e dono Michel Kerlakian fez uma mudança radical na Chip’s Burger. Para reformular o cardápio da casa, que está em um imóvel menor na mesma rua, ele convidou o chef australiano Greigor Caisley, do 12 Burger e Bistro, em Pinheiros. Há pedidas como o osaka (R$ 33,99), composto de hambúrguer de 180 gramas, queijo cheddar inglês, mix de cogumelos com mel e shoyu, tomate e maionese de alho negro. O disco alto desenvolvido por Caisley leva cortes de gado das raças angus e wagyu, além de 20% de gordura. Uma pena que nem sempre a execução acerte o ponto pedido pelo cliente e a carne possa chegar meio ressecada. São novidades também duas entradas. Troque a cebola empanada pela batata frita rústica com páprica (R$ 19,99 cada uma).

    Preços checados em 19 de abril de 2016. 

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  • Em O Reizinho Mandão, adaptação do livro homônimo de Ruth Rocha dirigida por Roberto Lage, um grupo de contadores de histórias toma o palco. O espetáculo faz parte das comemorações dos cinquenta anos de carreira da escritora paulistana. Os três protagonistas, portadores de síndrome de Down, conseguem cativar a plateia. Difculdades de fala na atuação deles não chegam a prejudicar a encenação. Na trama, o Reizinho Mandão (Ariel Goldberg, do flme Colegas, de 2013) assume o trono logo após o seu pai morrer de “atchim”. O novo monarca, mimado pela rainha (papel de Luiza Novaes), começa a criar leis absurdas e, com exagero, a mandar todo mundo calar a boca. O silêncio acaba tomando conta do reino, porque os súditos desaprendem a falar e perdem a voz, literalmente. Quem consegue contornar a situação é a personagem Menina (Joana Mocarzel, que participou da novela Páginas da Vida, em 2006). Ela dá um chega para lá no reizinho com o conhecido ditado “cala boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu”. A cultura nordestina aparece como inspiração da peça, tanto na trilha sonora executada ao vivo pelo talentoso elenco, de interpretação delicada, quanto nos caprichados fgurinos criados por Lord Lu. Estreou em 19/9/2015. Até 22/11/2015.
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  • A Rua Apodi, número 69, foi o endereço em Belo Horizonte onde os artistas Cinthia Marcelle, Lais Myrrha, Marilá Dardot, Matheus Rocha Pitta e Sara Ramo conviveram entre 2003 e 2008. A amizade que cresceu entre eles no período contagiou a vida pessoal e a produção de cada um. Como resultado dessa interação, a galeria Pivô abre espaço para vídeos, instalações e fotografias dos cinco amigos, apresentados pela primeira vez. Eles mesmos assinam a curadoria e estabeleceram como único critério definir quais obras seriam postas lado a lado. Trata-se de uma mostra harmoniosa, de tom informal. Imagens de momentos descontraídos da turma, cartas trocadas e registros de performances formam um dos núcleos. Os outros ambientes são ocupados por itens como Desapego, de Marilá Dardot, que consiste em dois provadores e uma arara. A proposta é fazer com que o visitante experimente uma roupa e a leve para casa na condição de deixar a própria em troca. Teoria das Bordas, de Lais Myrrha, também exige interação do público. Composta de areia branca e preta, a instalação é transformada quando os grãos são pisados e misturados, ganhando a tonalidade cinza. De cores vibrantes, a foto O Conversador, de Cinthia Marcelle, causa estranheza ao mostrar um cavalo com a cabeça encoberta. Em uma das amplas salas, marcada pela construção singular do Edifício Copan - onde está localizada a galeria - duas obras abordam a questão da memória: em Compensação dos Erros, Lais Myrrha reescreve os números de um relógio digital durante uma hora. Cada novo número que ela desenha, um outro anterior é apagado, fazendo alusão ao tempo que se esvai. No segundo trabalho, Diário, Marilá Dardot escreve uma má notícia sobre um muro, mas a tinta é apagada instantaneamente. O mesmo ato foi feito e gravado entre os dias 8 e 31 de janeiro deste ano, com a manchete escolhida nos jornais da data. A performance faz alusão aos inúmeros acontecimentos do cotidiano que logo são apagados da memória coletiva com a chegada de um próximo evento. De 19/9/2015 até 7/11/2015.
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  • Não é preciso muito esforço para entender as motivações do encenador Roberto Alvim em torno de Júlio César, obra-prima política de William Shakespeare. Basta passar os olhos pelo noticiário e prestar bastante atenção na dramaturgia do espetáculo para perceber as conexões possíveis com a realidade, ainda mais a brasileira. Com adaptação e direção de Alvim, Caesar — Como Construir um Império estabelece uma oportuna representação ao colocar todos os personagens nas mãos de dois atores, Caco Ciocler e Carmo Dalla Vecchia. Na trama, o governante romano Júlio César se torna alvo de uma intensa conspiração e, durante uma sessão do senado, é apunhalado por Brutus, que justifica o homicídio como forma de derrubar um tirano. Aclamado como o salvador da democracia, o assassino perde a aura de herói pouco depois, quando novos interessados em redesenhar as alianças entram em ação. Com o revezamento de personagens, a alternância de objetivos se torna ainda mais bem representadas porque existe uma dificuldade natural na identificação do intérprete, reforçada intencionalmente pela dupla. Ciocler e Dalla Vecchia podem ser César, Brutos, Cássio ou Marco Antônio, de acordo com o registro vocal, foco de luz ou postura. No fundo, o significado é o mesmo: a complexa tarefa de reconhecer quem está no poder e entender suas reais intenções. Elemento fundamental da encenação, a trilha sonora original de Vladimir Safatle confere contornos trágicos, como uma segunda voz dos personagens, e quem embarcar na leitura proposta por Alvim estará diante de uma peça dos nossos tempos. Estreou em 18/9/2015. Até 25/10/2015.
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  • Instant Article

    Melhores peças em cartaz

    Atualizado em: 25.Nov.2016

    Veja algumas montagens que valem o ingresso
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  • Comédia

    Ãrrã
    VejaSP
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    O título não diz muito — e talvez seja essa mesma a ideia. Ãrrã é o nome da comédia escrita e dirigida por Vinícius Calderoni, recheio da trilogia iniciada com Não nem Nada, apresentada por quatro atores no ano passado, e que promete ainda uma peça para seis intérpretes. Dessa vez, a dupla Luciana Paes e Thiago Amaral testa incansavelmente a versatilidade se transformando em múltiplos personagens, dos mais singelos aos mais complexos, em uma tentativa de espelhar o cotidiano. Eles surgem como espectadores que assistem a um concerto, um casal em um bar durante o primeiro encontro ou em um irônico duelo de entrevistado e entrevistador. Quando abrem mão de qualquer vínculo realista, o resultado surpreende bem mais, como na interpretação de Amaral para um homem capaz de estabelecer uma íntima relação com a voz do GPS de seu carro ou na representação de Luciana para um cachorro. Calderoni cruza histórias e tipos, entre a diversão e o riso incômodo, perseguindo um viés psicológico de cada personagem. Como crônica contemporânea, a montagem não alcança o mesmo impacto de Não nem Nada, porém apoia-se no  talento da dupla protagonista como trunfo. Luciana e Amaral pertencem aquele time cada vez mais raro de atores em que a simples presença no palco já faz justifica o programa. Estreou em 17/9/2015. Até 18/12/2015.
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  • Monólogo dramático

    BR-Trans
    VejaSP
    1 avaliação
    Dirigido pelo gaúcha Jezebel De Carli e protagonizado pelo ator cearense Silvero Pereira, o monólogo dramático BR-Trans colheu elogios em diversos festivais nos últimos dois anos e se transformou em cult para muitos. Em uma pesquisa, Pereira colheu histórias em comunidades transexuais de várias partes do país transformadas em dramaturgia ao lado de Jezebel. No palco, o protagonista narra esses relatos na pele de Gisele Almodóvar, seu alter ego, alerta para o preconceito e a violência física sofridos por travestis, transformistas e transexuais e enfileira clichês como referência ao escritor Caio Fernando Abreu e dublagem da cantora Maria Bethânia. É possível entender a simpatia gerada pela montagem, principalmente se for estabelecido um olhar distanciado em relação ao que é visto no palco e próximo ao da denúncia social. Como teatro, no entanto, BR-Trans não potencializa o que seria ser seu diferencial: ultrapassar as plateias segmentadas.  Até 18/10/2015. De volta a São Paulo, a peça ganha sessões gratuitas neste sábado (13/8) e domingo (14/8/2016).
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  • Devido a um tratamento para insuficência renal, Gilberto Gil cancelou um show no Rio em agosto. Mas a agenda paulistana para Dois Amigos, Um Século de Música, turnê que iniciou com Caetano Veloso no ano passado, continua de pé. No espetáculo, eles devem mostrar trinta composições de ambos, entre Coração Vagabundo, Tropicália, Expresso 2222 e Drão. Dias 16 e 17/9/2016.
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  • Favorito dos fãs do gênero indie rock, o Popload Festival começa na sexta (7/10), no Urban Stage, com apresentações esgotadas de Liniker e os Caramelows e Céu. Mas ainda dá para garantir o ingresso para os shows de sábado (8/10) da brasileira Ava Rocha e dos nova-iorquinos do Ratatat, conhecidos por misturar o som dos sintetizadores com os instrumentos do rock. A big band Bixiga 70 entra no lugar do trio Battles, que precisou cancelar a viagem ao país. Com sua formação original, o quarteto inglês The Libertines traz a turnê do último disco, Anthems for Doomed Youth (2015). Atração mais esperada, o Wilco, de Chicago, mostra o décimo disco da banda, Schmilco (2016). No domingo (9/10), às 19h, eles também sobem ao palco do Auditório Ibirapuera, com ingressos bem mais em conta, a R$ 20,00. Dias 7 e 8/10/2016.
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  • Ação / Aventura

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    VejaSP
    4 avaliações
    Se for para encarar Perdido em Marte como uma ficção científica brincalhona, assumindo que o protagonista tem um pé do MacGyver e o outro de Robinson Crusoe e está ali para divertir a plateia, temos uma aventura espacial prazerosa. Mas será que estar sozinho num planeta distante da Terra é tão fácil assim? Preocupado em suavizar a narrativa, o diretor Ridley Scott (de Blade Runner e Alien) não mergulha na agonia de Mark Watney (interpretado por Matt Damon), um astronauta abandonado em Marte durante uma missão liderada por Melissa Lewis (Jessica Chastain). Após uma tempestade de areia e um acidente, ele é dado como morto pelos colegas da Nasa, que retornam à Terra. Como sobreviver num lugar sem as condições básicas? Tão solitário quanto Tom Hanks em Náufrago, Watney tem ideias mirabolantes como usar as próprias fezes para fazer adubo e, dessa maneira, cultivar batatas e aproveitar um crucifixo para criar fogo. Tudo num clima alto-astral, como se o exílio forçado não o afetasse psicologicamente. A tensão só aparece (ao espectador e ao protagonista) quando, num balé espacial espetacular, a tripulação volta para tentar resgatá-lo. As piadas em excesso (algumas fora de hora) e o jeito engraçadinho dos personagens, com tiradas espertas em situações-limite, esvaziam o drama inerente ao herói esquecido. Isso não tira o mérito da fita, que oferece à plateia imagens deslumbrantes em 3D. Detalhe: o fato de Perdido em Marte ser lançado na semana em que a Nasa anunciou a descoberta de água no planeta vermelho, coincidência ou não, serve como uma propulsão e tanto. Estreou em 1º/10/2015.
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  • Versão transportada para os cinemas da série de TV protagonizada por Paulo Gustavo, Vai que Cola é uma comédia desleixada, que parece ter sido feita às pressas, com piadas requentadas e atuações que pedem a todo custo uma gargalhada do espectador. Ainda bem que o próprio Paulo Gustavo tira sarro do filme, fazendo autocrítica entre uma cena e outra, o que, no entanto, não é capaz de salvar a trama. Ele interpreta Valdomiro, sócio de uma companhia de engenharia que se mete em falcatruas, perde a cobertura no Leblon e vai parar numa pensão no Méier. No local, moram Dona Jô (Catarina Abdalla), a dona do pedaço, o espalhafatoso Ferdinando (Marcus Majella), que adora se vestir de mulher, um casal de conveniência (Emiliano D’Ávila e Samantha Schmütz) e as amigas Velna (Fiorella Mattheis) e Terezinha (Cacau Protásio), além de Wilson (Fernando Caruso), o faz-tudo do subúrbio. Por meio de mais uma malandragem, Valdomiro consegue reaver o luxuoso apartamento e levar, a contragosto, toda a turma para desfilar de grã-finos no Leblon. Estreou em 1º/10/2015.
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  • O diretor chileno Pablo Larraín vai direto ao ponto em O Clube: ao enfocar a rotina de padres num centro de penitência, deixa claro como a Igreja Católica está doente. No local, que mais parece uma colônia de férias para idosos, quatro sacerdotes acusados de crimes como pedofilia e homicídio vivem numa boa: bebendo à noite, jogando cartas e apostando em corridas de cães, de olho no dinheiro que as disputas podem render. Quando sobra tempo, eles rezam. Todos escondem passados terríveis, revelados apenas quando um religioso mais jovem (Marcelo Alonso) chega para botar ordem na casa. Mas até que ponto ele não será corrompido pela hipocrisia e pela perversidade dos outros? Aumenta a tensão em torno do abrigo a presença constante de uma das vítimas de abuso. Larraín não alivia e faz uma crítica perturbadora de um tema tabu, normalmente escondido debaixo da batina. Estreou em 1º/10/2015.
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  • Paraíso no Oceano (Haiyang Tiantang) China, 2010, 96 min, legendas em espanhol).  Direção: Xue Xiaolu. Elenco: Jet Li, Wen Zhang e outros.  Empregado exemplar de um aquário precisa cuidar do filho com autismo. Ao descobrir que está com câncer em estágio avançado, o homem se preocupa com o futuro do menino. Dias 10 e 12/05, às 15h. Fundo nas Nuvens (Deep in Clouds) China, 2010, 93 min, legendas em espanhol.  Direção: Liu Jie. Elenco: Wang Puze, Na Zhenye, Ji A'di e outros.  Em um vilarejo ribeirinho, rapaz não pode se casar com a garota que ama por conta da tradição Lisu. O irmão dela é preso e seu pai tenta casar a jovem com alguém influente a fim de conseguir a soltura do rapaz.. Dia 10/05, às 17h; 11/05, 15h. Momento Eterno (Jiang Ai) China, 2011, 103 min, legendas em espanhol.  Direção: Zhang Yibai. Elenco: Li Yapeng, Xu Jinglei, Wang Xuebing e outros.  Dois amantes se encontram em três situações diferentes de suas vidas e em lugares também distintos: Beijing, Shanghai e França. Dia 10/05, às 19h; 13/05, às 15h. Andando Para a Escola (Walking to School)  China, 2009, 90 min.  Direção: Peng Jiahuang e Peng Chen. Elenco: Ding Jiali, A Na Mu Ling, Cao Xiwen e outros.  Crianças desfavorecidas chinesas enfrentam grandes dificuldades para ir à escola. Entre elas, um irmão observa a irmã mais velha a caminho das aulas enquanto ele aguarda ansiosamente sua vez. Dia 11/05, às 17h. A Árvore do Amor (Shan Zha Shu Zhi Lian) China, 2010, 114 min.  Direção: Zhang Yimou. Elenco: Zhou Dongyu, Dou Xiao, Yu Xinbo e outros. Após ver seu pai ser preso pelo governo da China, garota é mandada para o campo a fim de passar por um período de reeducação durante a Revolução Cultural. Preocupada com o futuro de sua família, ela adota um comportamento prudente até se apaixonar pelo filho de um oficial. Dia 11/05, às 19h. Detetive Dee e o Mistério da Chama do Fantasma (Di Renjie)  China/Hong Kong, 2010, 119 min.  Direção: Tsui Hark. Elenco: Andy Lau, Carina Lau, Li Bingbing e outros.  Detetive exilado é recrutado para resolver uma série de mortes misteriosas que ameaçam retardar a coroação da primeira imperatriz da China. Dia 12/05, às 17h. O Piano de Fábrica (Gang De Qin)  China, 2010, 119 min.  Direção: Zhang Meng. Elenco: Qin Hailu, Shin-Yeong Jang, Wang Qianyuan e outros.  Apaixonado por música, metalúrgico toca acordeão numa banda. Sua vida sofre reviravoltas quando a mulher desaparecida retorna depois de anos sem dar notícias, pedindo o divórcio e a custódia da filha. Dia 12/05, às 19h. O Monte de Buda (Guan Yin Shan)  China, 2010, 100 min.  Direção: Li Yu. Elenco: Sylvia Chang, Fan Bingbing, Bo-Lin Chen e outros.  Três jovens residentes de Chengdu lutam para ganhar a vida fazendo bicos. Quando o apartamento onde moram recebe uma ordem de demolição, eles são obrigados a alugar o quarto de um cantor da Ópera de Beijing, que está de luto pela morte do filho. Dia 13/05, às 17h.
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  • Comédia dramática

    O Preço da Fama
    VejaSP
    Sem avaliação
    Três meses depois da morte de Charlie Chaplin, ocorrida no Natal de 1977 em Vevey, na Suíça, dois imigrantes pobres (um búlgaro e um polonês) decidiram ir até o cemitério onde ele estava enterrado, furtar o caixão com o corpo do comediante e pedir um resgate à família. Essa história verídica, mas quase anedótica de tão inusitada, serviu de inspiração ao diretor francês Xavier Beauvois (de Homens e Deuses) em O Preço da Fama. Apesar de se apoiar nas informações fornecidas pela polícia suíça, o cineasta não se preocupou em fazer uma reconstituição fiel do crime, mas acertou o tom ao criar um saboroso conto tragicômico. No papel do espertalhão Eddy, o ator Benoît Poelvoorde atua como se evocasse a cada cena os personagens vagabundos de Chaplin. Ele sai da prisão e vai morar na casa do amigo Osman (Roschdy Zem), que divide a atenção entre a filha (Séli Gmach) e a mulher (Nadine Labaki), prostrada numa cama de hospital. Ao verem o noticiário da morte de Chaplin pela TV e se darem conta de que os parentes moram numa mansão nas redondezas, os dois colegas planejam sequestrar o corpo do famoso ator. Seria, para eles, a chance de sair da penúria. Mas, de tão amadores, mal conseguem engrossar a voz no telefone para pedir o resgate. De patacoada em patacoada, Xavier filma a trama como uma bela (e estranha) homenagem a um dos maiores astros do cinema. Estreou em 1º/10/2015.
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  • Aviso aos navegantes: embora contenha trechos do best-seller de Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe vai além do romance. E talvez seu deslize esteja, justamente, na pretensão de ter uma história maior. Produção francesa dirigida pelo americano Mark Osborne (do primeiro Kung Fu Panda), a animação, com uma beleza tão arrebatadora quanto poética, é um primor esteticamente. Enquanto os tempos modernos ganharam técnica em 3D, a trajetória do personagem do livro foi feita em stop motion (quadro a quadro). A trama começa divertida focando uma menina treinada pela mãe para ingressar numa prestigiada escola. Como ela não passa no teste, as duas se mudam para um condomínio e, durante as férias de verão, a garota será obrigada a estudar muito e seguir regras severas. Seu metódico cotidiano, contudo, sofre uma reviravolta quando ela conhece o vizinho da casa ao lado. O idoso mora sozinho e tenta convencer a criança a ser sua amiga. Ela resiste, mas, aos poucos, se interessa pela história contada pelo velho. Nela, seu novo companheiro relembra a vida de aviador e como conheceu, no deserto, o pequeno príncipe, habitante único de um planeta um pouco maior do que ele. No vaivém dos dois contos, o enredo principal (a inusitada amizade dos protagonistas) perde o fôlego. Para o público infantil, o desenho tem ingenuidade e pureza para satisfazer os menorzinhos, embora a duração seja longa e o ritmo, às vezes, lento. Adultos também podem curtir, caso ainda tenham uma criança chorona dentro de si. Estreou em 20/8/2015.
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  • Sim, A Possessão do Mal é mais um filme de terror que envolve um corpo tomado pelo demônio. A premissa, convenhamos, não é original, tampouco a opção de usar câmeras amadoras, em nome do realismo, para registrar fenômenos sobrenaturais. Mesmo assim, o diretor David Jung garante alguns sustos de arrepiar a espinha. A história é manjada: Michael King (Shane Johnson) é um pai de família cético (o alvo preferido) e atormentado pela morte da esposa. Ele resolve desafiar as forças malignas e se coloca como cobaia da própria experiência. Enquanto não está trancado em casa, na companhia da filha (Ella Anderson), Michael visita padres, médiuns e enfrenta rituais satânicos, agindo como um caçador de mitos. O desfecho, claro, não é dos melhores. Estreou em 1º/10/2015.
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  • A mostra O Maior Ator do Brasil — 100 Anos de Grande Othelo celebra o centenário do humorista, famoso por atuar nas comédias produzidas pela companhia Atlântida. A programação conta com 23 filmes, entre eles Macunaíma, de 1969, com exibição no sábado (10), às 16h, no Caixa Belas Artes. De 8 a 21/10/2015. Confira a programação: Quinta, 8 de outubro 16h - Garota Enxuta (1959), de J.B. Tanko 18h30 - Sebastião Prata ou, Bem Dizendo, Grande Otelo (1971), de Ronaldo Foster e Murilo Salles Sessão seguida de debate com o tema Grande Othelo: Eu Sou a Cultura Brasileira, com a participação de Mario Prata, filho de Grande Othelo, dos curadores Breno Lira Gomes e João Monteiro. Grátis Sexta, 9 de outubro 16h - Os Três Cangaceiros (1961), de Victor Lima 18h30 - O Barão Otelo no Barato dos Bilhões (1971), de Miguel Borges Sábado, 10 de outubro 16h - Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade 18h30 - Rio Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos 23h30 - O Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias Domingo, 11 de outubro 16h - Mulheres à Vista (1959), de J.B. Tanko 18h30 - Os Herdeiros (1969), de Cacá Diegues Segunda, 12 de outubro 16h - Tudo é Brasil (1997), de Rogério Sganzerla 18h30 - Matar ou Correr (1954), de Carlos Manga Terça, 13 de outubro 16h - Onde Estás Felicidade? (1939), de Mesquitinha 18h30 - Samba em Berlim (1943), de Luiz de Barros Quarta, 14 de outubro 16h - Brasa Adormecida (1985), de Djalma Limongi Batista 18h30 - Lúcio Flávio, Passageiro da Agonia (1977), de Hector Babenco Quinta,15 de outubro 16h - O Barão Otelo no Barato dos Bilhões (1971), de Miguel Borges 18h30 - A Baronesa Transviada (1957), de Anselmo Duarte Sexta, 16 de outubro 16h - Romance Proibido (1944), de Adhemar Gonzaga 18h30 - Natal da Portela (1988), de Paulo César Saraceni Sábado, 17 de outubro 16h - Um Candango na Belacap (1961), de Roberto Farias 18h30 - O Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias 23h30 - A Família do Barulho (1970), de Júlio Bressane Domingo, 18 de outubro 16h - Nem Tudo É Verdade (1985), de Rogerio Sganzerla Sessão seguida de masterclass O Maior Ator do Brasil: Quando Grande Othelo encontrou com Orson Welles, com Helena Ignez. Grátis 18h30 - Matar ou Correr (1954), de Carlos Manga Segunda, 19 de outubro 16h - A Linguagem de Orson Welles (1990), de Rogério Sganzerla 18h30 - Mulheres à Vista (1959), de J.B. Tanko Terça, 20 de outubro 16h - A Baronesa Transviada (1957), de Anselmo Duarte 18h30 - Um Candango na Belacap (1961), de Roberto Farias Quarta, 21 de outubro 16h - Rio Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos 18h30 - Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade
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  • Livrarias

    O velho campeão

    Atualizado em: 2.Out.2015

Fonte: VEJA SÃO PAULO