Mistérios da Cidade

Conheça cinco roteiros do além na capital

Canal de vídeos e livros apontam os melhores locais para sentir calafrios em São Paulo

Por: Mauricio Xavier [com reportagem de de Alessandra Freitas, Felipe Neves e Gabriela Boccaccio]

Edifício Joelma
Milhares de pessoas acompanharam o resgate de vítimas do incêndio no Edifício Joelma, em 1974 (Foto: (Arquivo/Veja SP))

Para aproveitar a ocorrência de duas sextas-feiras 13 nos meses de fevereiro e março, o canal de vídeos de terror Lenda Urbana lançou a websérie #SPAssombrada, com cinco episódios sobre locais na capital supostamente habitados por espíritos. Apresentados pelo personagem Milho Wonka, os espaços incluem o Cemitério da Consolação e o Edifício Martinelli. Na mesma linha de roteiros sobrenaturais, o ator Rogério Cantoni acaba de publicar o livro Seu Fantasma, Seu Guia. Narrada por Ângelo, uma alma penada com dotes turísticos, a obra indica os melhores (ou piores) locais de São Paulo para sentir calafrios e procurar assombrações (abaixo, alguns).

Casa de Dona Yayá 

A rica mulher que dá nome ao local, na Rua Major Diogo, na Bela Vista, passou quarenta anos reclusa por causa de uma esquizofrenia, até morrer, em 1961. Dizem que seu espírito aparece hoje mexendo no portão.

Castelinho da Rua Apa

Relatos de vozes pedindo socorro na sombria construção do centro remetem ao assassinato da década de 30. Dois irmãos trocaram tiros e acertaram também a mãe. Os três morreram.

Cemitério da Consolação

Figuras ilustres enterradas ali, como Monteiro Lobato, Tarsila do Amaral e a marquesa de Santos, teriam o costume de fazer aparições de surpresa na necrópole.

Edifício Joelma

Palco do incêndio que matou quase 200 pessoas (foto), o terreno na Rua Santo Antônio, no centro, sediou outra tragédia, o “crime do poço”. Nos anos 40, o professor Paulo Ferreira de Camargo atirou na mãe e nas duas irmãs, jogou-as em um fosso da casa que havia ali e se matou.

Edifício Martinelli

As aparições frequentes no prédio da Rua São Bento seriam de uma ex-funcionária morta, que usaria sua máquina de escrever, e do menino Davilson, atirado no poço do elevador nos anos 40.

Fonte: VEJA SÃO PAULO