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Especial

Os bares mais badalados da Vila Madalena

Alguns são famosos pelo chope, como o Astor. Já São Cristovão e Sabiá atraem por seu ambiente descontraído. Entre esses endereços, certamente um faz o seu estilo

11.out.2012 | Atualizada em 5.jul.2014 por Redação VEJA SÃO PAULO

Área boêmia mais famosa da cidade e ponto de encontro dos torcedores durante a Copa do Mundo, a Vila Madalena não tem preconceitos: abriga todas as turmas. Sejam casais, que namoram nos cantinhos do Madeleine, ou os desencanados botequeiros frequentadores do Empanadas, todos encontram nas ladeiras do bairro um lugar para chamar de seu. Há também um reduto para os aficionados por drinques: o SubAstor, que levou os prêmios de melhor carta de coquetéis e de melhor barman no especial "Comer & Beber" 2013-2014 (leia mais clicando aqui).Para quem está perdido em meio a tantas opções, confira aqui o que cada casa oferece de melhor e boa balada!

Astor: clima boêmio dos anos 50
Astor: clima boêmio dos anos 50
(Foto: Cida Souza)

Astor: seduz a clientela com um ambiente que remete ao clima boêmio dos anos 50. No cardápio, encontram-se canapé frio de salmão e os filés de corte alto, como o ao molho de mostarda de Dijon acompanhado de batata frita estufadinha, feita na casa. De colarinho cremoso, o chope (Brahma) faz bonito. A carta de drinques conta com seis versões de gim-tônica criadas por Edgard Bueno da Costa, um dos sócios. Um deles combina o gim espanhol Mare a azeitona, tomilho, manjericão e alecrim.

Bar do Seu Zé: nessa casa da Vila Madalena, quem manda é a simplicidade. Um cearense de Jucás, batizado Ananias Bezerra de Souza, montou um “negocinho” bem-sucedido. Vende ótimas empanadas e cervejas em garrafa. O botequim já havia conquistado fama pela qualidade de seus salgados chilenos, a única opção para comer no cardápio. Por anos funcionou na Rua Cardeal Arcoverde. Despejado em fevereiro, seu Ananias buscou abrigo em outro ponto do bairro boêmio e aproveitou para melhorar o visual. Das dezoito possibilidades de recheio das empanadas, a de carne é a melhor.

Bierboxx: área agradável, com guarda-sóis, fica logo na entrada
Bierboxx: área agradável, com guarda-sóis, fica logo na entrada
(Foto: Fernando Moraes)

Bierboxx: seu chamariz é a oferta de cervejas, de mais de 150 rótulos. Entre eles a trapista belga Chimay Red. Fique ligado: rolam bossa nova, blues, jazz e rock ao vivo nas noites de quinta a sábado.

Boteco Coutinho: estão na preferência da clientela várias marcas de cerveja nacionais e importadas, a exemplo da alemã de trigo Franziskaner. Da irregular cozinha, prefira as pizzas já cortadas para aperitivo, como a pomodoro (mussarela de búfala, tomate seco e manjericão).

Boteco São Bento: em julho de 2012, mudou o fornecedor de chope. Agora, no lugar de Sol, Kaiser e Heineken, correm pelas serpentinas Brahma, Brahma Black e Stella Artois. Um potente equipamento de refrigeração garante a bebida sempre bem gelada, mesmo quando a casa está cheia.

Canto Madalena: o cardápio é focado na cozinha brasileira. Prove os pastéis de carne-seca com catupiry e de bobó de camarão. Também atiça o apetite o mexidinho mineiro, uma mistura de pernil, carne-seca, linguiça toscana, arroz, feijão, queijo branco, ovo e couve. A lista de bebidas inclui chope (Brahma) e quase 200 rótulos de cachaça, como a mineira Vale Verde.

Cervejaria Patriarca: a costela assada no bafo é a principal atração da cozinha. Uma de suas três versões, a chamada bento gonçalves vem acompanhada de cebola ao mel e shoyu, feijão-preto, salada de rúcula, farinha de mandioca e pão francês e serve duas pessoas. Para acompanhar, cerveja, entre elas Original e Serramalte. Nas demais unidades os preços variam.

Companhia da Cerveja: nos fundos, uma supergeladeira de dez portas tem capacidade para refrigerar 2 000 garrafas. Entre as marcas disponíveis, encontram-se as nacionais Bohemia, Original e Serramalte, a argentina Quilmes e a belga Leffe Blond. Rolam MPB, pop rock e samba ao vivo de quinta a domingo.

O ambiente do piso superior do D'Artur, com o palquinho ao fundo: clima de casa
O ambiente do piso superior do D'Artur, com o palquinho ao fundo: clima de casa
(Foto: Fernando Moraes)
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Dedo de La Chica: ele está lá e pode passar batido, mesmo que suas paredes sejam pintadas de vermelho e que o público se espalhe pelo lado de fora. O Dedo de la Chica é um bar-restaurante mexicano diferente das casas do gênero. Esqueça os ambientes escuros, lotados e com música alta. Ali dá para curtir receitas de sabor caseiro no sossego. Prove uma dupla certeira: as flautitas, tortilhas de milho crocantes recheadas de frango ou carne, junto da margarita clássica, ambas muito benfeitas

Empanadas: convivem ali desde engravatados e grupinhos de amigas de faculdade até desencanados chegados num papo-cabeça. Em comum, todos fazem questão de cerveja na mesa (Bohemia, Original e Serramalte). Mantido em estufas sobre os balcões, o salgado que dá nome ao bar pode ser provado em nove versões. A melhor delas é a de carne, com azeitona preta e uva-passa.

O ambiente do Filial: intenso movimento durante toda a madrugada
O ambiente do Filial: intenso movimento durante toda a madrugada
(Foto: Mario Rodrigues)

Filial: apesar da profusão de bares, a Vila Madalena tem poucos endereços com horário de funcionamento que avança a madrugada. O mais famoso deles é o Filial, cujo sucesso estimulou seus donos a abrir mais duas casas ali perto — o Genésio (bem em frente) e o Genial (na Rua Girassol). Decorado por garrafas de cachaças e outras bebidas, além de caricaturas de artistas da MPB, o salão de piso quadriculado costuma atrair boêmios, jornalistas, publicitários e culturetes. Para acompanhar o chope (Brahma), de colarinho regulamentar, a cozinha faz bonito no cremoso bolinho de arroz com formato de croquete e na alheira, embutido típico português preparado na chapa.

Galinheiro Grill: o endereço, que começou como uma loja de 30 metros quadrados, ampliou suas dependências à medida que seu saboroso frango assado conquistou os paulistanos. Atualmente, seus recortados salões com estilo de boteco comportam 420 pessoas sentadas. Mesmo assim, há espera nos concorridos almoços de fim de semana. Para acompanhar o galeto, vai bem a polenta frita salpicada de parmesão. A oferta de cervejas inclui Original, Norteña e Franziskaner.

Genésio: dos três botecos mantidos pelos irmãos Altman na Vila Madalena, este é hoje o que faz mais sucesso, com constante espera para conseguir uma mesa. A exemplo dos endereços-coligados (o Filial, bem em frente, e o Genial, na Rua Girassol), recebe um público descolado e tem cozinha aberta até altas horas. O cardápio atira para todo o lado e inclui desde pizzas individuais e panini assados no forno a lenha até massas, pratos variados e petiscos, como a polenta de colher coberta por molho de tomate, azeitona preta e manjericão. Garçons nem sempre ágeis abastecem as conversas com muitas rodadas de chope (Brahma).

Ambiente com estilo de boteco: boas receitas servidas até a madrugada
Ambiente com estilo de boteco: boas receitas servidas até a madrugada
(Foto: Fernando Moraes)

Genial: dos mesmos donos do Filial e do Genésio, ambos também na Vila Madalena, difere-se pelo ambiente mais espaçoso e por ter um mote na decoração — com caricaturas e quadrinhos que enfocam geniais como Carlos Gardel, Noel Rosa, Frank Sinatra e Fiódor Dostoiévski. Por outro lado, lembra as casas coligadas pelo cardápio variado, o horário de funcionamento que avança a madrugada e o chope (Brahma) de colarinho alto. Três boas pedidas da cozinha recaem sobre o caldinho de mandioquinha, camarão e gorgonzola, as cremosas croquetas (croquete à moda espanhola) de cordeiro e alho-poró e o prato da mãe (arroz, feijão, batata frita, ovo frito e bife de filé-mignon).

Grazie a Dio!: clima super agitado
Grazie a Dio!: clima super agitado
(Foto: João Sal)

Grazie a Dio!: bandas como Sambasonics e Clube do Balanço têm lugar cativo na programação, para alegria do público jovem que costuma lotar o pedaço. A agenda vai do samba ao soul, com incursões pela MPB. Um corredor lateral facilitou a circulação do público e agilizou o serviço da cozinha e dos dois bares. Para descontrair, há cervejas como Stella Artois e Bohemia. Recarregue as baterias com pedidas como o arancini siciliani, um bolinho de risoto recheado de carne moída e queijo.

A concorrida tarde de fim de semana do Jacaré Grill: polo de azaração para maiores de 40 anos
A concorrida tarde de fim de semana do Jacaré Grill: polo de azaração para maiores de 40 anos
(Foto: Divulgação)

Jacaré Grill: comandado há 22 anos por Marcelo Silvestre, o “Jacaré”, é hoje um dos botecos mais famosos da Vila Madalena. Com ambiente simples (mas não descuidado) e cerveja sempre no ponto, virou um conhecido ponto de encontro de turmas com mais de 40 anos, sobretudo nas tardes de sábado e domingo. Para tabelar com as geladas (Bohemia, Original, Serramalte, Stella Artois, Norteña e Patricia, entre outras), servidas em balde de gelo, escolha um dos tentadores assados na churrasqueira. Dica: a picanha fatiada, bem macia, acompanhada de arroz biro-biro. Antes, experimente as samossas, pastéis triangulares com recheio de carne e curry.

Madeleine: no ambiente à meia-luz, apresentam-se competentes formações, como o trio Hammond Grooves (às quintas), do guitarrista Daniel Daibem. A carta de vinhos soma 101 rótulos, caso do espumante Madeleine Brut, elaborado com exclusividade para a casa pela gaúcha Pizzato. Alguns petiscos são preparados no forno a lenha, a exemplo dos pastelinhos — pastéis de massa de pizza que podem ganhar recheios como queijo meia-cura, tomate e manjericão e carne temperada com especiarias.

Melograno: cervejas nacionais e importadas
Melograno: cervejas nacionais e importadas
(Foto: Fernando Moraes)

Melograno: tem a carta de cervejas assinada pela mestre cervejeira Cilene Saorin e pelo americano Randy Mosher, autor de três livros sobre a produção da bebida. Na lista, os rótulos são organizados por estilo. Uma boa pedida é a india pale ale escocesa Brew Dog Punk IPA. Para acompanhar, prove a cebola assada no forno a lenha recheada de quatro queijos.

Mercearia São Pedro: fundado em 1968, este histórico pé-sujo da Vila Madalena virou um hypado ponto de encontros de escritores, jornalistas, cineastas, músicos e boêmios em geral. Decorada por pôsteres de filmes, como o impactante drama iraniano A Separação, sua varandona fica lotada de gente sedenta por uma cervejinha. Não deixe, porém, de visitar a parte interna, onde são vendidos livros e DVDs e obras de Jorge Luis Borges, Thomas Mann e Dostoievski, entre outros gigantes da literatura, dividem espaço nas prateleiras com muitas garrafas de bebida.

Mundial:é o bar mais bonito da família Altman, proprietária de outros ícones (Filial, Genésio, Genial) da Vila Madalena. De arquitetura caprichada, tem paredes de concreto, vigas de ferro e tubulações de ar e elétricas aparentes. O piso, todo de madeira, e as mesas com tampo de fórmica verde fazendo par para cadeiras estilosas criam um contraponto e deixam o ambiente mais aconchegante. O cardápio é vasto, e parte dos petiscos passeia por saladas, sanduíches e pratos mais substanciosos. Seu principal atrativo são os vários tipos de pastel: quatro de feira, dezesseis criações próprias e seis especiais, que vão de guiozas a samosas (os pasteizinhos indianos). Para beber, garçons passam despejando nas mesas, mesmo sem ninguém pedir, o bom chope Brahma.

Nola Bar: basta entrar na casa para ter certeza de que esse é um lugar de alma rock’n’roll. Luz difusa, móveis antigos e escuros e funcionários tatuados com visual moderno dão o tom por ali. Hits do gênero dos anos 80 e 90 rolam em alto volume. O menu do chef Teko Rodrigues (sempre de roupa preta) traz carnes exóticas e hambúrgueres como atrações. Bem executado, o polpetão leva um bifão de fraldinha e carne de porco moídas com recheio de queijo prato. Ganha a companhia de tomate grelhado, maionese de wasabi e alface. Há ainda o hambúrguer de jacaré, montado com queijo prato, cebola caramelizada e pimenta. Bolinhos com a carne do réptil e de avestruz também estão disponíveis. Para beber, o drinque da casa combina vodca, xarope de maçã, club soda, fatias de kiwi e gengibre. Bem suave, lembra um refresco e faz boa parceria com os sandubas. Uma acertada seleção de cervejas e destilados completa a oferta etílica.

Pé de Manga: cinquenta mesas ao ar livre
Pé de Manga: cinquenta mesas ao ar livre
(Foto: Raul Zito)

Pé de Manga: numa espaçosa esquina, conquista pelo cenário. A maioria de suas mesas, à noite iluminadas por velas, ficam espalhadas numa deliciosa área ao ar livre ajardinada, sob a copa de três mangueiras centenárias. Ali, turmas de amigos e casais bebericam cervejas em garrafa de quase 1 litro (Stella Artois, Norteña e Quilmes) e caipirinhas, a exemplo da paulista (vodca importada, kiwi, hortelã e mel).

Salão colorido do Peixaria Bar e Venda: mesas, cadeiras e objetos foram garimpados em todo o país
Salão colorido do Peixaria Bar e Venda: mesas, cadeiras e objetos foram garimpados em todo o país
(Foto: Mario Rodrigues)

Peixaria Bar e Venda: em um casarão na esquina das ruas Fidalga e Inácio Pereira da Rocha, na Vila Madalena, o proprietário Cicero Castilho resolveu erguer um refúgio praiano. Durante oito meses, garimpou objetos em diversos cantos do país e se esmerou em criar um salão agradável e colorido. Aberto no Dia de Iemanjá (o último 2 de fevereiro), o bar apresenta um extenso cardápio baseado nos filhos do mar. A ideia de combinar a peixaria com a possibilidade de grelhar os pescados ali mesmo não poderia ser mais charmosa, ainda mais com o bonito braseiro montado dentro de uma canoa coberta por areia. Em porção de oito unidades, os bolinhos de paella são sequinhos por fora, fartos no recheio e saborosos.

Piratininga: neste já clássico endereço da Vila, o cenário não poderia ser mais convidativo aos casais. Compõem sua atmosfera romântica a iluminação difusa, a decoração que evoca uma São Paulo do passado e a música ao vivo (MPB, bossa nova e jazz), que ecoa em volume moderado do mezanino. Além disso, suas mesas pequenas e redondas favorecem uma conversa bem de pertinho. Na hora de beber, recorra às boas caipirinhas do barman Passarinho, entre elas a de tangerina com lima-da-pérsia. Podem ser preparadas com vodca nacional ou as importadas Absolut (sueca) e Stolichnaya (russa). Quem preferir partilhar uma garrafa de vinho, encontra na pequena carta o tinto italiano Caldora Yume Montepulciano D’Abruzzo 2007. Da cozinha, prove as coxinhas de frango com um toque de catupiry.

Platibanda: seu estilo bem despojado faz lembrar o dos botecos da Vila Madalena do passado e agrada em cheio a um público mais alternativo, disposto a beber uma cervejinha sem frescura. Entre os petiscos para acompanhar as loirinhas Bohemia, Original, Serramalte e Norteña estão a polenta mole coberta por molho à bolonhesa e as minicoxinhas com massa de abóbora e recheio de carne-seca. Também fazem sucesso pratos individuais de sabor caseiro e bom preço, a exemplo do filé de pescada ao molho de camarão com arroz e purê de batata e o bife de miolo de alcatra acebolado, com arroz, feijão e farofa.

Roda Viva: no piso superior de um sobrado, é um dos poucos cantinhos para curtir MPB no esquema voz-e-violão da Vila. Enfeitam as paredes capas de LPs e fotos de artistas nacionais, com destaque especial para Chico Buarque — paixão da proprietária, Tatyana Gomes. O clima nostálgico fica completo quando o público, formado por jovens em idade universitária, solta a voz embalado pelas cervejas, em garrafa de 600 mililitros. Títulos de músicas de Chico batizam as reduzidas opções do cardápio, a exemplo do joana francesa, bolinho de massa de mandioca e recheio de carne-seca desfiada. Atenção: não são aceitos cartões de débito nem de crédito.

O ambiente bem iluminado e cercado por janelões: no Sabiá
O ambiente bem iluminado e cercado por janelões: no Sabiá
(Foto: Mario Rodrigues)

Sabiá: dos mesmos donos do Ó do Borogodó, em Pinheiros, o boteco conquista pela simplicidade e pela cozinha. Minimalista, seu salão impacta justamente por ter poucos elementos cênicos. Destaca-se uma das paredes, coberta por um painel gráfico em preto e branco do artista Sergio Fabris. À frente das panelas, a chef Graziela Tavares apresenta sugestões como o caldinho de abóbora com um discreto toque de curry e gengibre; a moela e a língua cozidas; e marinada de abobrinha laminada, servida com torradinhas de broa portuguesa. Dos pratos, vale provar o peixe amazônico no pappilote. Traz uma posta de filhote ou pirarucu em crosta de castanha-do-pará, assada no forno com legumes. Acompanha cumbucas de arroz branco e farofa de banana. Para beber, há o bom chope da Eisenbahn, nas versões claro e pale ale.

Salim: especializado em receitas árabes, o boteco possui um extenso salão de esquina, com azulejos brancos nas paredes e grandes janelões. O tempero vem da família da libanesa Najla Rabay, mãe do proprietário Nelson Farias. No balcão de acepipes, é possível fartar-se de babaganuche, homus, quibes e miniesfihas, entre outras sugestões. Entre as opções a la carte estão a cafta, de formato redondo, e o michui de frango, com tomate, cebola e pimentão intercalados no espeto. Cervejas geladas (Original, Bohemia e Serramalte) acompanham as pedidas.

Salve Jorge: caricaturas de Jorges famosos, como dos músicos Ben Jor e Aragão, dão o mote da decoração da casa, que já foi uma das mais concorridas da Rua Aspicuelta. Da churrasqueira salta o meio-galeto, acompanhado de farofa, vinagrete e uma opção de guarnição. Também chama atenção o extenso balcão refrigerado, que comporta até 600 garrafas de cerveja, como Original, Bohemia e Serramalte. A novidade do cardápio são as caipirinhas com picolé: a capadócia leva cachaça, caju, lichia e sorvete de abacaxi.

Samba: do nome à ambientação, a casa respira o gênero musical eternizado por Cartola, Carlos Cachaça e tantos outros bambas. Eles estão homenageados num grande painel, que reúne sambistas e gente anônima em cenas do cotidiano suburbano. De quarta a sábado à noite, e também na feijoada de sábado à tarde, a roda de samba toca de partido alto a pagode. Constam no simples cardápio as empadas de palmito e camarão, que desmancham na boca. Irregular, o chope (Brahma) pode ser substituído pelas long necks Stella Artois e Brahma Malzbier.

São Cristovão: eleito pelo júri de VEJA SÃO PAULO o melhor boteco da cidade em 2009, continua a ser um dos bares mais legais da Vila Madalena. Ao contrário de outros lugares da Rua Aspicuelta, mantém sua personalidade e o público descolado. É impossível não se deslumbrar com a decoração temática futebolística, que reúne fotos históricas, escudos, flâmulas e caricaturas. Numa das cenas, Carlos Alberto Torres, capitão do Tri, beija a Taça Jules Rimet. Outra imagem lembra a expulsão de Maradona, então com 21 anos, no jogo contra o Brasil, na Copa de 1982. Para tabelar com o chope (Brahma), convoque o delicioso croquete de calabresa com um toque picante ou a alheira grelhada. Serve bons pratos, como o filé ao molho de mostarda de Dijon, com batatas rústicas e arroz.

SubAstor: para tomar bons drinques
SubAstor: para tomar bons drinques
(Foto: Veja São Paulo)

SubAstor: sem ligação com a rua, faz o gênero speakeasy — como eram chamados os bares clandestinos da época da Lei Seca americana. Para descobrir o ambiente, animado por faixas de rock, soul e jazz, é preciso atravessar o salão do Astor e descer três lances de escada. No balcão ou nas poltronas, delicie-se com a carta de coquetéis. O beet by bit vem numa taça de vinho enrolada em papel-manteiga. Combina o aperitivo italiano Aperol com xarope de beterraba mais sucos de limão-siciliano e grapefruite espumante.

Umbabarauma: com nome inspirado na música de Jorge Ben Jor, este é um lugar frequentado por gente jovem e descolada. Há mesas convidativas para reunir os amigos. Bonito em sua simplicidade, o salão tem paredes brancas, algumas de tijolinho aparente pintado e uma delas com um painel que retrata uma partida de futebol. O chope vem da Cervejaria Riopretana e fica guardado em um freezer horizontal. Três versões se alternam nos dois bicos: pilsen, ale e black. No cardápio, há pratos robustos, sanduíches e petiscos. Não deixe de provar o bolinho de arroz e o escondidinho de paleta suína, ambos cheios de sabor. Completam a oferta etílica cervejas, destilados e drinques benfeitos, caso do aoki, preparado com suco de laranja, água tônica, Campari e pimenta dedo-de-moça.

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