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Além da selfie: para ver a Bienal em 90 minutos

Confira uma seleção de catorze obras, marcadas em mapa, para quem quiser se aprofundar na exposição

Por: Laura Ming - Atualizado em

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Um dos eventos de arte mais importantes da cidade, a Bienal de São Paulo, em sua 31º edição, apresenta 250 obras de mais de 100 artistas a partir deste sábado (6). Para quem tem mais de um hora para visitar a exposição, preparamos um roteiro composto de catorze trabalhos. Em seguida, é possível localizá-los num mapa que reproduz os três andares do local.

 

1. Map, de Qiu Zhijie

Formado em caligrafia, o artista chinês usa sua habilidade para desenhar mapas à mão. Logo na entrada da Bienal há um enorme mapa imaginário no qual são apresentadas as ideias curatoriais e artísticas da exposição.

2. Sem título, de Éder Oliveira

Fotos de criminosos que estamparam as páginas de jornais foram reproduzidas em pinturas gigantes em uma tentativa de humanizar esses personagens, normalmente marginalizados nos cadernos de polícia. O trabalho é do paraense Éder Oliveira.

3. Wonderland, de Halil Altindere

O vídeo do artista turco apresenta um grupo de hip-hop, de óculos escuros e gel no cabelo, que denuncia a destruição de comunidades pobres no centro de Istambul para dar lugar a empreendimentos imobiliários.

4. Cities by the River, de Anna Boghiguian          

Nesta sala estão reunidos desenhos e pinturas da artista nascida no Egito que abrodam a desigualdade social. O especial aqui é a instalação central, feita de colmeias e favos de mel que exalam no local um cheiro adocicado.

31a Bienal de São Paulo
Cidades à margem do Rio de Anna Boghiguian (Foto: Anna Boghiguian)

5. Casa de Caboclo, de Arthur Scovino

O artista montou uma casa inspirada no caboclo, entidade da umbanda e do candomblé que se apresenta como indígena e irá se mudar para ela durante a Bienal. As salas e corredores foram decorados, por onde o público poderá passear e interagir com a performance de Scovino.

6. Martírio, de Thiago Martins de Melo

Duas belas telas do artista maranhense tratam do homem amazônico. Esculturas de índios e cabeças decapitadas completam a instalação.

7. Spear e outros trabalhos, de Edward Krasínski

Bem diferente dos outros trabalhos expostos, as esculturas do artista polonês, feitas a partir de objetos do cotidiano, estão dispostas em uma sala escura com iluminação caprichada, que lembra os museus tradicionais.

8. Letters to the Reader, de Walid Raad

Um dos artistas mais importantes do Líbano, Raad fez uma série de painéis coloridos dispostos em fileira ao longo de um corredor, a partir de paredes pré-fabricadas. Em cada um, ele recortou um desenho diferente inspirado em obras árabes.

9. Histórias de Aprendizagem, de Voluspa Jarpa

A instalação, composta de arquivos da CIA e do regime militar brasileiro impressos em papel transparente e pendurados em linhas diagonais, cria um belo efeito nos corredores da Bienal. Quem observar de perto verá que os documentos têm tarjas pretas – correspondentes aos trechos censurados pelo governo.

10. Invention, de Mark Lewis

Uma escada rolante coberta com uma estrutura de vidro leva à sala onde os vídeos do artista canadense são exibidos. Neles é possível reconhecer edifícios famosos de São Paulo,  como a vertiginosa escada do Copan e a Praça do Patriarca vista da Galeria do Rock.  

11. Meeting Point e outros trabalhos, de Bruno Pacheco

Aglomerações humanas são o tema dessa série de telas. Os trabalhos em cartaz representam manifestações políticas ou confraternizações, deixando o público como observador desses eventos.

12. AfroUFO, de Tiago Borges e Yonamine

A nave espacial prateada, criação dos artistas, é um óvni que teria vindo do futuro e traz referências desse tempo. Dentro, há diversas imagens de Jesus pichadas com spray neon.

13. Los incontados: um tríptico, de Mapa Teatro Laboratório de Artistas

A instalação barulhenta com ares de fim de festa é formada por três espaços em que o visitante pode observar o que sobrou da farra ou ser participante do ambiente abandonado.

14. Inferno, de Yael Bartana

Inspirada no fim trágico dos dois templos de Salomão que já foram construídos em Israel, a artista israelense produziu um filme que mostra o edifício da Igreja Universal sendo demolido. Os melhores momentos você pode ver aqui.

Mapa Bienal 90 minutos
Roteiro de 90 minutos (Foto: Simone Yamamoto)

Fonte: VEJA SÃO PAULO