Roteiro

Saiba onde comprar bons quitutes árabes como quibes e esfihas

Conheça doze endereços que vendem salgados típicos servidos em ambientes informais ou feitos para levar para casa

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Imi Raia - esfiha
Imi Raia: esfihas montadas na hora do pedido (Foto: Fernando Moraes)

Originalmente uma especialidade dos restaurantes típicos, os salgados árabes já são itens comuns nos bares e lanchonetes da cidade. Eles repousam em vitrines ou estufas ao lado de coxinhas, pães de queijo, croquetes e mais lanches triviais.

Alguns endereços, porém, especializaram-se em servir apenas quitutes libaneses em ambientes informais ou para levar para casa. Funcionando também como delivery desde 2008, a Confeitaria Catedral, tradicional casa no Paraíso, reabriu em dezembro em Moema.

Apesar do que o nome indica, os doces ficam em segundo plano no cardápio. O público busca principalmente as esfihas, como a folhada de queijo mussarela e salsinha (R$ 4,90) e a aberta de coalhada seca regada com um fio de azeite (R$ 3,30), e o quibe frito incrementado por nozes (R$ 4,80).

Boa opção para quem quer encomendar uma grande quantidade de salgadinhos, o premiado Arábia dispõe de uma loja de fábrica na Vila Olímpia onde as esfihas para coquetel custam R$ 1,00 a unidade. 

Abaixo outros endereços que vendem bons salgados árabes. Confira ainda um glossário com os termos mais recorrentes nos cardápios:

Confeitaria Catedral
Confeitaria Catedral: esfiha aberta de coalhada (Foto: Ricardo D'Angelo)

Arabíe: instalada em um pequeno salão no Itaim, serve apetitosas especialidades árabes. O dia todo há na estufa esfiha de carne, pimenta síria e bastrmá (um tipo de carne curada; R$ 5,50) e queijo mussarela (R$ 3,90). Assadas na hora, as versões folhadas são ainda melhores. Prove a de ricota umedecida com coalhada com salsinha (R$ 5,90).

Art Esfiha: as irmãs, Márcia, Maria Angela e Rosa Abbud fazem esfihas de massa macia dourada no topo e recheios saborosos. Agradam as versões fechadas tradicionais de carne e ricota (R$ 3,90 a unidade). A aberta de abobrinha com alho-poró (R$ 4,10) entra em cartaz apenas às terças. 

Casa Libanesa: neste endereço bem simples, as esfihas são montadas e assadas na hora. As abertas podem receber seis tipos de recheio, a exemplo de ricota (R$ 4,80) e carne de cordeiro (R$ 6,40). Há maior variedade das fechadas, que ganham até sabores “abrasileirados” como frango com catupiry e bauruzinho (R$ 4,80 cada).

Cedro do Líbano: tira do forno apetitosos salgados, caso das esfihas fechadas de queijo mussarela, ricota com hortelã e calabresa (R$ 5,50 cada uma), além da tradicional de carne (R$ 4,40).

Effendi: tem jeitão de padaria de bairro, mas a especialidade são as esfihas assadas na hora. Montada na massa fina, a aberta de queijo é enriquecida por bastrmá (R$ 4,60), carne bovina curada típica da Armênia. A fechada de espinafre (R$ 4,20) lembra a forma de uma bala, com as pontas torcidas.

Rosima
Rosima: quibe frito recheado de carne moída (Foto: Sheila Oliveira)

Jaber: quem chega assim que a fornada acaba de sair prova esfihas abertas de ricota, mussarela e queijo de minas temperados com cebola, salsa e azeite (R$ 3,80) e de carne (R$ 3,50) ainda quentinhas.

Maxifour Café: na unidade de Moema, sirva-se do bufê por quilo (R$ 60,00) ou escolha pratos típicos à la carte. A esfiha aberta de carne ou ricota custa R$ 6,00.

Raful: antes de chegarem à estufa, as esfihas recém-saídas do forno circulam pelo salão em bandejas. Além da tradicional aberta de carne (R$ 3,30), vai bem uma versão em massa folhada crocante recheada de ricota temperada (R$ 4,00). Prove também o quibe frito preenchido com coalhada (R$ 4,50).

Rosima: elabora receitas árabes há mais de quarenta anos. Vão bem a esfiha aberta de carne na massa folhada (R$ 5,00) e a fechada de verdura (R$ 3,80). Outra boa opção: quibe frito com recheio de carne moída (R$ 4,50).

GLOSSÁRIO:

Ataíf: espécie de crepe árabe, massa feita com farinha, leite e fermento fresco, geralmente recheado de nozes ou nata

Babaganuche: pasta à base de berinjela

Baklava: massa folhada, recheada geralmente de pistache, nozes ou caju

Burma: macarrãozinho recheado com pistache, nozes ou caju

Cafta: espeto de carne moída

Chanclich: queijo árabe

Chawarma: carne, normalmente de cordeiro, assada em um espeto vertical e servida enrolada em pão árabe. Também entendido como kebab.

Faláfel: bolinhos fritos de fava e grão-de-bico ao molho de gergelim

Halawi: doce árabe de gergelim

Homus: pasta de grão-de-bico

Malabie: espécie de manjar com almíscar (miski) coberto com geleia de damasco

Sumac: tipo de condimento ácido e avermelhado, obtido da fruta de mesmo nome

Tahine: molho de gergelim

Zátar: especiaria  muito apreciada no Líbano, constituída pela mistura moída de tomilho seco em pó, sumac e sementes de gergelim

Fonte: VEJA SÃO PAULO