Senado

Romeu Tuma

Conversas informais passaram a ser sua principal estratégia de contato com o eleitorado

Por: Mariana Barros - Atualizado em

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Romeu Tuma aposta na imagem de xerife (Foto: Dida Sampaio/Agência Estado)

Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)

Suplentes

Antonio Carbonari Netto (PTB) e Murilo Campos (PTB)

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História política

Depois de trabalhar no Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Dops) e de dirigir a Polícia Federal no governo Collor, em 1994 foi eleito senador pelo PL, com 5,5 milhões de votos. Perdeu a eleição para a prefeitura de São Paulo em 2000 e voltou a se eleger senador, em mandato que termina neste ano.

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Patrimônio declarado

4,2 milhões de reais, incluindo uma casa no Jardim Luzitânia avaliada em 746 000 reais, uma casa na Avenida República do Líbano avaliada em 280 000 reais e aplicações no Banco do Brasil no valor de 1,1 milhão de reais.

Em plena campanha de reeleição, Romeu Tuma, 78 anos, foi internado no Hospital Sírio-Libanês. Oficialmente, ele trata de uma afonia. Extraoficialmente, porém, o senador estaria sofrendo de insuficiência cardíaca. Até o encerramento desta edição, ele permanecia hospitalizado, enquanto seus suplentes se alternavam nos compromissos de campanha. “Temos preferido nos reunir com pequenos grupos”, diz o segundo suplente, Murilo Campos (PTB). Como não integra nenhuma coligação, Tuma tinha dificuldades para realizar comícios e carreatas. Por isso, as conversas informais passaram a ser sua principal estratégia de contato com o eleitorado. Se por um lado isso complicou a agenda, por outro foi encarado como estratégia para angariar o voto dos eleitores que não querem escolher dois candidatos de uma mesma chapa. “Tuma é o senador do segundo voto”, aposta Campos. Ser candidato temático também é estratégico — no caso de Tuma, a bandeira é a segurança. Essa imagem de xerife, no entanto, se contrapôs ao escândalo que envolveu seu filho Romeu Tuma Junior. Secretário de Justiça no governo federal, ele foi exonerado em junho por seu envolvimento com o chinês Li Kwok Kwen, o Paulo Li, que está preso por contrabando.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO