Polícia

Roger Abdelmassih: traído pela ostentação no Paraguai

Escutas telefônicas mostram que familiares ajudaram o ex-médico a manter sua vida de luxo

Por: Bela Megale, de Assunção, e Alana Rizzo - Atualizado em

No último domingo (17), o fazendeiro brasileiro Ricardo Galeano chegou ao restaurante San Pietro, um dos melhores de Assunção, em seu Mercedes preto E350, ao lado da mulher, Larissa Sacco. Sentaram-se à sua mesa habitual, a 32, que tinha uma bela vista para a rua e ficava sempre vaga para recebê-los, aparecessem ou não. “Don Ricardo”, como era conhecido por todos os funcionários, pediu de entrada um jamón de bellota espanhol e depois um risoto de mariscos. A mulher escolheu um peixe, para manter a forma, e os dois tomaram uma garrafa do argentino Zuccardi Malbec. Embora ele falasse mal o “portunhol” e ela só se comunicasse em português, faziam questão de ser atendidos pelo chef e proprietário, Fernando Ahlers, de 28 anos. A conta, de 900 000 guaranis (cerca de 500 reais), foi paga em dinheiro vivo, e sem gorjeta, como era prática do casal nos últimos três anos. Dois dias depois, “Don Ricardo” estava em todas as televisões paraguaias — e brasileiras também. Aquele senhor de 70 anos, com ar bonachão, era o ex- médico brasileiro Roger Abdelmassih, foragido havia três anos e sete meses. Ele foi condenado em 2010 a 278 anos de prisão por 52 estupros (e quatro tentativas) contra 39 mulheres, em geral suas pacientes.

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Se tivesse prestado atenção na vista de sua mesa, Roger talvez notasse a movimentação estranha. Desde o dia 9 de agosto, ele era vigiado por homens da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai e da Polícia Federal brasileira. Depois da prisão, o dono do restaurante e os garçons atentaram para os detalhes. Assim que ouvia alguém falar português, “Don Ricardo” pedia imediatamente a conta. A peruca, antes preta e depois acaju, não era vaidade, mas disfarce. “Eu não saía de casa sem peruca. Nem sem óculos. Ficava diferente do que eu era”, disse o ex-médico a policiais civis, segundo uma gravação da Rádio Estadão, quando chegou a São Paulo, na última quarta-feira. Nos dez dias anteriores, os policiais fizeram campana em frente à casa de 600 metros quadrados, com quatro quartos, jacuzzi, piscina, sauna e churrasqueira, e até uma cozinheira entre os empregados, entre os bairros de classe alta de San Cristóbal e Villa Morra. O contrato, de fevereiro de 2011, com valor inicial de 3 800 dólares mensais, indica que o Paraguai foi o primeiro destino de um dos foragidos mais procurados do Brasil assim que se escafedeu da Justiça, no início daquele ano.

A mais nova tentativa de encontrar Abdelmassih começou no fim de maio, quando uma operação da Polícia Civil de São Paulo encontrou em uma das fazendas do médico, em Avaré, documentos que davam pistas do esquema de sustentação financeira que financiava sua fuga. A partir da rede de amigos e familiares descoberta nesse dia, a polícia e o Ministério Público rastrearam o médico no Paraguai. A desconfiança de que esse era o paradeiro surgiu por meio de escutas feitas no telefone de Maria Stela Abdelmassih do Amaral, irmã do ex-médico. Nas conversas, ele contava sobre a menina, que estava no balé, e o menino, no inglês. Também falava sempre da igreja católica que frequentavam todo fim de semana, a Niño Jesus de Praga (o casal dava preferência às missas de domingo realizadas às 11 horas). Ali, ele se apresentava como investidor do ramo de laranjas e era conhecido por ajudar nas campanhas beneficentes de arrecadação de recursos. Além de falar constantemente com a irmã, mantinha contato telefônico com a cunhada Elaine Sacco Khouri, irmã de Larissa, e Dimas Campelo Maria, que seria caseiro da fazenda em Avaré onde foram apreendidos os documentos.

Roger Abdelmassih
A mansão em área nobre: aluguel mensal de 5 000 dólares (Foto: Ivan Pacheco)

O “Dia D” para a confirmação de que se tratava mesmo do médico foragido foi a terça-feira da semana anterior, dia 12, data de aniversário de 3 anos do casal de gêmeos, Jorge e Maria. Os policiais cruzaram a provável data de nascimento das crianças — afinal, a fuga ocorreu quando Larissa ainda estava grávida — e a idade dos aniversariantes. A mulher do médico foi até a comemoração discreta na escolinha bilíngue Maria’s Preschool, e aí os agentes tiveram certeza de que era mesmo Abdelmassih quem se escondia naquela casa. Uma semana depois, os policiais abordaram os dois na rua, logo depois que eles deixaram os gêmeos na instituição infantil, a quatro quadras da casa deles.

Prenderam Abdelmassih, mas deixaram Larissa livre. Na conversa que teve com os policiais em São Paulo, o médico disse que o cerco aos dois se fechou depois que a foto dela apareceu em VEJA. Em julho, a revista publicou uma reportagem que mostrava como o médico financiava sua fuga e escapava do rastreamento da polícia. “Quem me pegou foi o rapaz da Polícia Federal. Diz ele ter informação até da igreja, de uma ‘cliente’ que me viu, mas principalmente depois da VEJA, que estampou muito o rosto da Larissa.”

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A descoberta de Abdelmassih no Paraguai foi uma surpresa, porque a principal hipótese era que ele tivesse escapado para o Líbano, por ter cidadania também do país do Oriente Médio. Segundo investigadores, a escolha do país vizinho levou em conta a facilidade de comprar proteção e a proximidade com familiares. O plano inicial era usar o país como uma ponte para o Líbano ou a Itália, mas a tranquilidade em Assunção e as dificuldades, financeiras e logísticas, para continuar a fuga fizeram com que o casal se fixasse no Paraguai. Uma das suspeitas dos investigadores brasileiros e paraguaios é que policiais corruptos e autori- Pelé e Assíria em 1996, no nascimento de gêmeos: celebridades no portfólio antonio milena dades paraguaias ajudassem o casal.

Antes de Abdelmassih cair em desgraça, um dos seus 8 000 clientes foi o paraguaio Nicolás Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol. Mas o médico diz que não teve ajuda dele. “Sempre fui muito querido. Mas não o procurei, para não constrangê-lo.” As autoridades não acreditam na história de que não houve ajuda. Afirma o diretor da Secretaria Antidrogas paraguaia, Luis Rojas: “Ele tem contatos influentes, muito influentes”.

Roger Abdelmassih
O casal caminhando em Assunção: certeza de impunidade (Foto: Polícia Paraguaia)

O médico foi imediatamente deportado para o Brasil e chegou a Foz do Iguaçu, no Paraná, no fim da tarde de terça-feira (19). Não dava sinais do que até então era uma das principais preocupações, a de que estivesse deprimido a ponto de tentar o suicídio. Em conversas com familiares, ele dizia ter uma arma e ameaçava se matar caso fosse preso, de acordo com investigadores. Na quarta-feira, foi transferido para São Paulo, onde está preso em Tremembé, no interior do estado, numa cela de 15 metros quadrados. Trata-se do mesmo presídio onde ele ficou de agosto a dezembro de 2009, quando foi liberado por uma liminar do Supremo Tribunal Federal.

A policiais civis, no Aeroporto de Congonhas, o ex-médico disse que partiu da mulher a ideia de fugir. A jornada teria, então, começado por Presidente Prudente, no interior paulista, onde parentes de Abdelmassih têm um haras. De lá, seguiu para Assunção. De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo, que deu início em maio deste ano ao rastreamento de pistas que culminou na prisão, a rede de proteção de Abdelmassih era “sofisticada”. “Ele não usava o método rústico de simplesmente abrir uma conta em nome de um laranja e pegar dinheiro dali, mas um sistema que envolvia pessoa jurídica, simulação de contratos e remessa de quantias em pequenos montantes”, descreve o promotor Luiz Henrique Cardoso Dal Poz. “Por isso, podemos afirmar que ele tinha uma equipe, um núcleo duro que ficava no Brasil cuidando dessa estrutura.” Após casar com Larissa, em 2010, o médico abriu uma empresa de fachada, a Colamar, em nome de sua mulher e da irmã dela, Elaine. A função dessa firma era intermediar os negócios da Agropecuária Sovikajumi, de propriedade de Abdelmassih. No Brasil, a cunhada Elaine era a responsável por encaminhar as remessas de dinheiro para a conta pessoal de Larissa. “Tinha gente de confiança e também técnicos que entendiam dos meandros financeiros.” Os envolvidos podem ser processados por crimes como favorecimento pessoal, fraude bancária e falsidade documental.

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A Promotoria sustenta que o ex-médico nunca morou na fazenda de Avaré, mas mantinha o lugar como uma espécie de depósito de objetos pessoais e alguns documentos — que se transformaram em pistas para a polícia. Era a base para o bando trabalhar e para que ele e Larissa visitassem a família. No local, segundo Dal Poz, não havia sinais de que alguém efetivamente vivia ali. “Um fugitivo é muito cuidadoso no começo. Mas, depois de dois, três anos, começa a relaxar. E ele deixou rastros.” Nessa trilha, segundo os investigadores, foi fundamental a participação de mulheres vítimas de Abdelmassih. Elas se mobilizaram para encontrar, especialmente, pessoas próximas à família de Larissa.

Roger Abdelmassih
(Foto: VEJA SÃO PAULO)

A relação da jovem, bonita e bem-sucedida, com o ex-médico intriga até quem a conhece bem. Nascida em Jaboticabal, a mais nova entre quatro irmãs tinha tudo para seguir uma carreira brilhante. Aos 29 anos, passou no concurso da Procuradoria da República e foi nomeada para assumir o cargo em Dourados, em Mato Grosso do Sul. De acordo com antigos colegas de trabalho, era uma pessoa agradável, de fácil convivência e conhecida pelos gostos sofisticados — seu fraco eram bolsas de grife internacional. Ela conheceu Abdelmassih durante o tratamento a que se submeteu para engravidar de um ex-namorado, em meados de 2008. O romance teve duas celebrações católicas. A primeira, uma bênção de um padre, na casa dele, com apenas cinquenta convidados, entre eles seus advogados José Luis de Oliveira Lima e Márcio Thomaz Bastos, no caso ainda hoje. A outra foi um casamento na paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja, na Alameda Franca, nos Jardins, depois que o Tribunal Ecleciástico anulou seu primeiro enlace, com Sônia, que faleceu em 2008.

Nessa época, seu círculo de amizades tinha se tornado muito restrito — a apresentadora Luciana Gimenez e Marcelo de Carvalho, dono da Rede TV!, eram dos poucos casais com quem se encontrava com certa frequência. Vicente e Soraya, filhos adotivos do médico que trabalhavam com ele na clínica na Avenida Brasil, romperam com o pai — o rapaz não tinha uma boa relação com ele fazia tempo. Os dois são sócios na Embryo Fetus, com sede na mesma Avenida Brasil. “Temos vida independente, e assim desejamos seguir, com dignidade e respeito”, declararam em nota conjunta após a prisão do pai.

Roger Abdelmassih
Com Roberto Carlos, em festa que comemorou os mais de 5 000 bebês nascidos: suspeita de que métodos ilegais no tratamento explicavam a produtividade (Foto: Rogerio Lacanna)

Antes de fugir, Larissa havia engravidado, mas perdeu o bebê de algumas semanas após sofrer uma hemorragia. Já Roger Abdelmassih passou por problemas de saúde durante os anos em fuga — teve duas vezes diverticulite, inflamação no intestino grosso, em 2012 e no início deste ano. Nessas ocasiões, sempre foi tratado em casa. Atualmente, toma remédios para o coração. Essa condição deve ser usada pelos advogados de defesa, que aguardam a resposta à apelação junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo contra a decisão que o condenou. Abdelmassih afirma ser inocente e reclama de falta de provas. Na Penitenciária Masculina de Tremembé II, onde estão presos como Alexandre Nardoni, Antonio Pimenta Neves e os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, ele deve passar dez dias em uma cela especial, sob observação. Será submetido a exames clínicos e psicológicos, além de entrevistas com os diretores da unidade. Só depois desse período é que seguirá para uma cela comum, que vai dividir com outros seis presos. “Espero que ali ele passe tudo o que nos fez passar”, diz a estilista Vanuzia Lopes.

A vida boa em Assunção

Como era a rotina de Abdelmassih e Larissa na capital paraguaia

Mansão e carrões

› A casa em Vila Morra, um dos bairros mais nobres da cidade, tinha jacuzzi, piscina e quatro quartos. Na garagem, havia um Mercedes preto E350 e um Kia Carnival

Restaurantes

› Um dos prediletos era o requintado San Pietro. O casal gastava cerca de 500 reais a cada visita, sempre regada a bons vinhos

Escola das crianças

› Os gêmeos Jorge e Maria frequentavam o jardim de infância bilíngue Maria’s Preschool, onde a mensalidade é de 172 dólares pelo período de seis horas

A igreja Niño Jesus de Praga

› O casal frequentava as missas aos domingos, às 11h. Ali, ele se apresentava como investidor do ramo de laranjas e era conhecido por ajudar nas campanhas beneficentes

Colaboraram Nataly Costa e Juliana Deodoro

 

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  • Cozinha variada

    Kaá

    Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 279, Vila Nova Conceição

    Tel: (11) 3045 0043

    VejaSP
    13 avaliações

    Falta constância à cozinha que funciona no belíssimo salão de pé-direito alto e com o jardim vertical mais impressionante da cidade. Mesmo com o chef executivo Massimo Barletti à frente do menu (o francês Laurent Suaudeau saiu recentemente), acontecem falhas como um lombo de bacalhau conftado salgado demais, servido com batata, tomate-cereja e azeitona no caldo de vôngole (R$ 87,00). É muito melhor a costela de angus guarnecida de risoto de açafrão (R$ 74,00). Para a sobremesa, peça uma versão de tarte tatin feita com pera e creme de amêndoa (R$ 25,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bar-balada

    The Sailor

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2776 , Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3044 4032 ou (11) 3811 9793

    VejaSP
    32 avaliações

    Do predinho de três andares, o piso térreo é o mais concorrido. Ali, em um palco emoldurado por cortina vermelha, bandas de pop rock botam todo mundo para dançar (e paquerar). O mezanino, de onde também dá para assistir aos shows, funciona como área vip. O último andar é dotado de um terraço com vista para os prediões da Avenida Faria Lima. Seja qual for o ambiente, a caneca de chope Brahma (R$ 13,00) é a pedida principal. Também saem alguns drinques e bons hambúrgueres como o captain (R$ 38,50) — um disco de 180 gramas de carne com queijo gruyère, radicchio e cebola no pão preto.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Terraço Itália, Skull bra e outras casas
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  • Rotisserias

    Brodo

    Rua Comendador Miguel Calfat, 295, Vila Olímpia

    Tel: (11) 2892 2002 ou (11) 2892 2001

    VejaSP
    12 avaliações

    Pouco a pouco, a rotisseria Brodo foi virando um restaurante. As receitas para viagem ficaram restritas a um pequeno freezer, enquanto o horário de funcionamento aumentou –agora também é servido jantar de quinta a sábado. Do menu noturno, vale pedir o molhadinho risoto de linguiça defumada e edamame embrulhado em folhas de couve (R$ 43,00). Antes, a berinjela à parmigiana revela-se uma boa entrada (R$ 22,10). Hit do endereço,o trio de raviólis de brigadeiro frito vem acompanhado de sorvete de nata e calda de doce de leite (R$ 9,40).

    Preços checados em 26 de julho de 2016.

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  • Esta encenação é salpicada de assuntos comuns ao universo infantil contemporâneo. O lobo sofre bullying e ainda na escola ganha o apelido de “Lobo Mau” e desde então começa a agir como tal. Chapeuzinho, a heroína travessa que vai pela estrada errada, percebe que não agiu certo ao desobedecer a sua mãe e se arrepende. A vovó, que na versão dos irmãos Grimm é devorada pelo Lobo, usa sua esperteza e consegue fugir. O resultado da adaptação fica divertido e além de tudo educativo. De 17/5 a 26/6/2016.
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  • A cena alternativa de psy, tecno e vertentes do house se concentra no festival Electrance, que tem duração prevista de vinte horas — das 22h de sábado (30/8) até as 18h de domingo (31/8). Ao todo, 47 DJs (21 deles internacionais) foram escalados para as duas tendas na 9ª edição da festa. Do time brasileiro, sobressaem Mau Mau e Anderson Noise. Vale ainda conferir os estrangeiros Skazi, de Israel, Magda, da Polônia, e Jay Lumen, da Hungria. Skatistas e bikers se apresentam nas rampas instaladas no espaço, enquanto rola a música. Arvorismo, tirolesa e slackline estão entre as atrações para o público aproveitar.
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  • As ideias preconcebidas que os estrangeiros têm sobre o suposto exotismo dos países tropicais são o tema da divertida e inteligente mostra Os Trópicos. O curador, Tobi Maier, é um alemão que já viajou bastante pelo Brasil e partiu de Tristes Trópicos, livro escrito em 1955 por Lévi-Strauss, sobre excursões por sociedades indígenas, para organizar a montagem. “Eu queria relacionar a publicação com a arte contemporânea”, diz. Maier selecionou um ensaio fotográfico e uma série de colagens, além de reservar duas salas para vídeos. O filme Hinterland, da francesa Marie Voignier, apresenta um surreal resort construído em um antigo centro de exposições na gelada Alemanha. Nas cenas, sempre faz calor e a decoração compõe-se de coqueiros e piscinas, mas a iluminação artificial e o teto de metal permanecem visíveis. O suíço Olaf Breuning interpreta o pior estereótipo do turista deslumbrado em outro vídeo, Home 2, que inclui passagens nas quais joga dinheiro para crianças africanas pobres. Fotografias da Grécia antiga recebem aplicações de folhas de árvores amazônicas no trabalho do alemão Christoph Keller. Quem quer se aprofundar no tema, tem à disposição no espaço uma pequena biblioteca. De 2/8/2014. Até 28/9/2014.
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  • O musical de Claudio Botelho e Charles Möeller usa as canções de Chico Buarque para contar as histórias de uma trupe de teatro. Desta vez, Botelho assume ainda o papel do dono da companhia, que ao lado da mulher (Marya Bravo) viaja com suas apresentações por cidades. Com Gabi Porto, Rodrigo Cirne, Estrela Blanco, Felipe Tavolaro, Carol Bezerra e Thuany Parente. Na trilha, Calabar, Gota d’Água e Roda Viva. Estreou em 8/8/2014. Até 31/5/2015.
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  • Conta-se que, quando perguntado sobre o que achou de Bitches Brew, revolucionário disco de jazz fusion que Miles Davis lançou no início dos anos 70, o pianista e baixista Charles Mingus disse ter gostado de tudo, menos da exígua presença do trompete de Davis. Um dos músicos que participaram daquele registro, o elétrico pianista americano Chick Corea também costuma dar espaço aos instrumentistas com os quais trabalha. Prova disso é The Vigil (2013), álbum que ele vem apresentar nesta semana. A guitarra de Charles Altura desponta triunfante em Portals to Forever e a bateria inquieta de Marcus Gilmore é o que dá  liga a Legacy. No show, juntam-se ao entrosado trio o saxofonista Tim Garland, que esteve presente na gravação do CD, o baixista cubano Carlitos Del Puerto e o venezuelano Luisito Quintero, na percussão. A última passagem de Corea pela cidade foi em 2012, como atração do BMW Jazz Festival. Dia 30/8/2014.
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  • Antes de ter se tornado conhecida internacionalmente ao participar, em 1996, do Buena Vista Social Club, a cubana Omara Portuondo, de 83 anos, já era considerada uma lenda em sua terra natal. Depois de passar pela cidade com o grupo em 2013, a cantora volta para mostrar as faixas de seu primeiro disco-solo, Magia Negra (1959). Amparada por piano, contrabaixo, percussão e bateria, ela entoa Noche Cubana, El Hombre que Se Fué e No Hagas Caso, que estão entre as canções que a fizeram ser comparada a Billie Holiday. Chan Chan e Dos Gardenias, composições que ela cantou ao lado do Buena Vista Social Club, também não devem faltar. Dia 30/8/2014.
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  • Sylvester Stallone descobriu a fórmula e agora dá-lhe mais do mesmo em Os Mercenários 3. O primeiro episódio foi um fiasco, mas se deu muito bem nas bilheterias. No segundo, Stallone acertou na receita de juntar ação e humor ao voltar a unir velhos nomes do gênero, como Chuck Norris e Jean-Claude Van Damme. Quis inovar neste terceiro longa-metragem da franquia, e o resultado ficou frouxo nos risos e genérico na aventura. A sequência inicial, por exemplo, é um pretexto para “ressuscitar” o astro Wesley Snipes, que está preso quando a trupe de Barney Ross (Stallone) o resgata. Do bando de mercenários veteranos, fazem parte Lee (Jason Statham), Gunnar (Dolph Lundgren), Road (Randy Couture) e Caesar (Terry Crews). Mas, para a nova missão — procurar um ex-parceiro que virou traficante de armas (papel de Mel Gibson) —, Ross dispensa os antigos colegas e sai pelo mundo recrutando sangue novo. Entre eles estão os atores Kellan Lutz e Glen Powell. Stallone queria contentar a plateia jovem colocando os bonitões na linha de frente, mas não deu certo. A graça vem, justamente, do (re)encontro de gente da velha guarda, como Arnold Schwarzenegger, Harrison Ford (substituindo Bruce Willis) e Antonio Banderas, responsável pelas melhores tiradas. Contudo, com um roteiro anêmico e cenas de explosão datadas da década de 80, o museu de novidades de Stallone deve fazer sucesso e engordar seu cofrinho — um quarto capítulo já está a caminho. Estreou em 21/8/2014.
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  • Quando os nazistas invadiram a Polônia, em 1939, o judeu Julio Gartner tinha 15 anos. Ao fim da II Guerra, ele pesava 30 quilos. O documentário apresenta a história desse homem, que chegou ao Brasil no fim da década de 40, aqui se casou e teve dois filhos e quatro netos. Para lembrar o passado, Gartner, acompanhado da jovem também de origem judaica Marina Kagan, volta à Europa para uma amarga jornada. De Cracóvia, cidade em que morava com a família, Gartner retorna ao interior polonês, onde se refugiou durante algum tempo. Lá, ao acaso, reencontra um velho camponês. A saudosista conversa entre eles é um dos pontos altos da fita. Gartner e Marina ainda visitam campos de concentração, como o de Auschwitz. Levado sem sentimentalismo e tendo um personagem de memória de aço, o filme se ampara em informações e entrevistas reveladoras. Consegue, assim, um feito raro: por meio de um registro pessoal, dá conta de retomar com originalidade um assunto já muito explorado. Estreou em 21/8/2014.
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  • No princípio, era uma beleza. Annie (Cameron Diaz) e Jay (Jason Segel) transavam alucinadamente — e as divertidas primeiras cenas da comédia demonstram que não havia dia, horário nem lugar. Eles se casaram, tiveram dois garotos, os anos passaram e... o sexo esfriou. Tudo por causa da falta de tempo e dos filhos (sempre eles). Certo dia, Annie decide acertar os ponteiros e manda as crianças para a casa dos pais a fim de ter uma noite de amor. Destreinado, o casal só consegue apimentar a relação fazendo um vídeo caseiro com posições sexuais tiradas de um livro. A confusão se inicia no dia seguinte. Jay possui o hábito de dar iPads usados a parentes e amigos e descobre que o tal “sex tape” foi compartilhado com todos eles. O roteiro põe os protagonistas atrás das pessoas antes que elas vejam o filminho proibido. Nessa jornada, a visita à mansão do personagem de Rob Lowe se destaca pelo comportamento inusitado do dono da propriedade. Diretor de Professora sem Classe (igualmente estrelado por Cameron), Jake Kasdan acerta no tom de seu novo trabalho. Sem apelar para a vulgaridade, algo quase inimaginável num enredo do gênero, há cenas de tirar a seriedade de qualquer um. Lá no finzinho, a trama acena com um alerta moralista — mas só até surgirem as hilariantes sequências sexuais vistas apenas pelos personagens. Estreou em 21/8/2014.
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  • O afegão Atiq Rahimi, diretor do drama, escreveu o livro que inspira também uma peça homônima em cartaz no Centro Cultural São Paulo. Ele foi ainda responsável pelo roteiro, em parceria com o experiente Jean-Claude Carrière (A Insustentável Leveza do Ser). O drama é barra-pesada. Num país de língua árabe, a guerra faz vítimas diariamente. Nesse cenário caótico, uma bela mulher (papel de Golshifteh Farahani) cuida pacientemente de seu marido (Hamid Djavadan). Ele foi atingido por uma bala no pescoço, está em coma e é alimentado por uma sonda com água e açúcar. A esposa lamenta a situação de forma desesperadora, sobretudo porque, além de não ter dinheiro, possui duas filhas pequenas para criar. Um dia, decidida a mudar o rumo da história, vai atrás de uma tia. Um panorama realista de densidade avassaladora ganha, nos minutos finais, uma confissão feminista de deixar o mundo islâmico de olhos arregalados. Não à toa, Atiq Rahimi vive refugiado na França desde a década de 80. Estreou em 21/8/2014.
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  • Parceiros afetivos e profissionais, os franceses Ruben Amar e Lola Bessis chegam ao primeiro longa após seis curtas-metragens. A comédia dramática trata de duas pessoas em busca de independência. Vinda de Paris e filha de uma renomada artista plástica, Lilas (papel da diretora) quer encontrar uma galeria para expor seus trabalhos em videoarte, apesar de estar com o visto vencido. Por meio da ajuda de uma amiga, a jovem se hospeda por uns dias no apartamento de Leeward (Dustin Guy Defa), um trintão casado com uma enfermeira e pai da adorável Maggie (Olivia Costello). Músico de talento, Leeward nunca gravou um CD e, anticapitalista, se recusa a fazer jingles publicitários. No roteiro dos próprios realizadores, há um arguto registro sobre a importância do amadurecimento. Enquanto Lilas pretende escapar da proteção materna, Leeward ainda vive à sombra da família judaica. Típica produção do cinema independente, o filme escapa da previsibilidade, além de expor dramas de fácil identificação com o espectador. Estreou em 21/8/2014.
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  • Baptiste (Pierre Rochefort) não gosta de amarras e, por isso, prefere trabalhar como professor substituto pelas escolas da França. Num fim de semana, comovido com a situação do aluno Mathias (Mathias Brezot), resolve acolher o garoto em sua casa. O pai do menino foi viajar e Baptiste decide ir para uma praia no sul do país atrás da mãe de Mathias. Lá, encontra Sandra (Louise Bourgoin), uma jovem batalhadora que faz bico de garçonete num restaurante à beira-mar. Solteiros e disponíveis, Sandra e Baptiste sentem-se atraídos. O drama romântico, sétimo longa-metragem dirigido pela atriz Nicole Garcia, mostra força pelo desempenho dos protagonistas. Louise, graciosa em A Garota de Mônaco e As Múmias do Faraó, tem aqui um parceiro à altura. Filho da realizadora com o também ator Jean Rochefort, Pierre Rochefort, em seu primeiro grande papel no cinema, é uma ótima revelação. Mas o roteiro, promissor de início, toma o caminho do folhetim por meio de situações pouco convincentes. Estreou em 21/8/2014.
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  • Autoajuda

    Atualizado em: 21.Ago.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO