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Roger Abdelmassih pagava 5 000 dólares em aluguel de mansão

Médico foi preso na tarde desta terça-feira (19) em Assunção, no Paraguai; ele estava devendo alguns pagamentos

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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O médico Roger Abdelmassih estava devendo o aluguel da casa em que vivia escondido havia três anos e meio em Assunção, no Paraguai. Ele pagava 5 000 dólares por mês pela casa no número 1 976 da Rua Guido Spano, na Villa Morra, um bairro de classe alta na capital paraguaia.

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Administrador da imobiliária Saturno, Miguel Portillo, disse que alugou a casa há quase quatro anos para um homem que se identificou como Ricardo Galeano. Era essa a identidade falsa que Abdelmassih usaria no Paraguai. Inicialmente, o aluguel era de 3 800 dólares. Mas, com o passar dos anos, foi reajustado para os atuais 5 000 dólares por mês.

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A casa pertence, segundo Portillo, a um espanhol. Ele não soube especificar quantos aluguéis Abdelmassih estava devendo. Ainda de acordo com ele, a mulher do médico, Larissa Maria Sacco, identificava-se como Lara Sacco. "Ela nunca assinava os papéis, era sempre o Ricardo (Abdelmassih)."

O casal vivia em Assunção e se dava bem com os vizinhos. A empregada de uma vizinha disse que o casal costumava passear com as crianças na rua e frequentava à noite o restaurante Uvaterra, na esquina da Rua Guido Spano. Abdelmassih e Larissa mantinham ainda uma babá, que cuidava dos meninos.

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Virgílio Carmona, morador de uma casa em frente à alugada pelo ex-médico, confirmou que o foragido morava ali havia mais de três anos. Abdelmassih usava um carro da marca Kia para se locomover pela cidade. "Eu não os conhecia bem", disse Carmona. O casal contribuía com 650 000 guaranis (cerca de 500 reais) por mês para pagar o salário do vigia da rua.

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Larissa deixou a casa na noite de terça-feira, dia 19. Antes, prometeu a Protillo que voltaria à Assunção em dez ou quinze dias para quitar a dívida. Pela manhã, funcionários da imobiliária faziam uma faxina na residência. "Não sabia que ele era uma pessoa condenada no Brasil. Vou pedir as chaves do imóvel de volta", afirmou Portillo. As informações são do Estadão Conteúdos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO