Sociedade

Rico Mansur: Don Juan em tempo integral

Recém-separado de mais uma namorada famosa, ele mata os homens de inveja e as mulheres de curiosidade com seu extenso currículo amoroso

Por: Alvaro Leme - Atualizado em

Menina! Soube a última do Rico Mansur? Não, conta tudo!... Ficou com a Isabeli Fontana, aquela modelo casada até outro dia com o Henri Castelli, acredita? Desmentido por seus supostos protagonistas, o diálogo acima dominou algumas rodinhas badaladas nas últimas semanas. É o tipo de história que fermenta a fama de sedutor de Ricardo Mansur Filho, o Rico, dono de um dos currículos de ex-namoradas mais invejados de São Paulo. Jogador de pólo que virou celebridade e empresário, ele tem em seu rol de conquistas um verdadeiro elenco de desfile: Letícia Birkheuer (com quem dividia os lençóis até três semanas atrás), Luana Piovani, Gisele Bündchen, Isabella Fiorentino... Só para falar dos romances assumidos. "Fiquei com outras que ninguém soube, e nunca vou contar", diz, sem receio de soar convencido. Afinal, o que é que ele tem? De largada, uma bela estampa. Moreno, 32 anos e corpo atlético, Mansur chama atenção quando chega a uma festa ou a um evento. Incremente tais atributos com um estilo rústico de butique: barba por fazer, cabelos propositalmente desgrenhados e figurino casual-chique. Além de outro, digamos, ingrediente. "Já tive mulheres que reclamavam por não acompanhar meu ritmo. Tem de rolar sexo todo dia", afirma ele. "Mais de uma vez." Procuradas por Veja São Paulo, suas ex-namoradas não toparam dar depoimento sobre o incansável Mansur, que, pelo que se vê, é o maior garoto-propaganda de si mesmo. Ele jura por seus tacos de pólo que não trai as mulheres. Mas, quando elas ligam e o celular cai na caixa postal, beiram um ataque de nervos. Uma de suas histórias comentadas pela cidade – e desmentidas por ele – diz respeito ao fim de seu noivado com a modelo Isabella Fiorentino. A poucos meses do altar, ele teria ficado com sua melhor amiga (e sócia, imagine!). Isabella descobriu e terminou tudo, para tristeza da mãe dele, Patrícia Rollo. "É a nora dos meus sonhos", confessa ela. Vocação de galã à parte, Mansur é um fruto do que se convencionou chamar de "a era das celebridades". Há alguns anos, era reconhecido nos salões da elite paulistana por ser o herdeiro do Mappin e da Mesbla. Ou melhor, por ser o filho do notório Ricardo Mansur, que de magnata do varejo com patrimônio estimado em 500 milhões de dólares passara a acusado de falência fraudulenta das extintas redes de lojas que comandava. Mesmo formado em administração, Ricardinho não tinha ligação com os negócios da família. Ainda assim, nas poucas saídas a que se arriscava, costumava ser agredido com gritos de "ladrão!" e outros insultos. Teve seu passaporte apreendido pela Justiça e cortou relações com o pai, com quem reatou posteriormente. "Foi um golpe duro", lembra Claudemir Siquini, presidente da Confederação Brasileira de Pólo. "Ele ficou quase um ano sem jogar direito." Foi o pólo, aliás, a alavanca de Mansur para virar a mesa. Em 2002, procurou Aluisio Ribeiro de Lima, que trabalhava com marketing esportivo, para tentar descolar um patrocínio e se profissionalizar no esporte. No ano seguinte, uma marca de champanhe topou desembolsar 500.000 reais ao longo de doze meses. Justo nessa época, a imprensa começava a persegui-lo por causa de seu namoro com a deusa das deusas, Gisele Bündchen. Apesar de ser hoje um dos três melhores polistas profissionais brasileiros, Mansur tem uma complicada equação a solucionar caso queira voltar ao topo do ranking nacional: como dar conta de treinos e da vida social cada vez mais movimentada? Dono de 25% do Cafe de la Musique, no Itaim, ele bate cartão no restaurante quase diariamente. Também é sócio da grife V.Rom – levou 15% da empresa para emprestar sua imagem de boa-pinta à marca, que movimenta por ano 4 milhões de reais. E ainda tenta tornar-se ator (seu projeto, no momento, é participar de um seriado num canal pago). "É um aluno dedicadíssimo", diz sua professora, a preparadora de elenco Fátima Toledo. Imerso em glamour, sempre acompanhado de famosos e de mulheres deslumbrantes, Mansur fica uma arara quando alguém o classifica de playboy. "Odeio ser chamado de algo que não sou", explica. Apesar de resistir um tantinho a falar das namoradas, não evita comentar como as ganhou. "Trato todas com educação", conta. "Mas não sou do tipo que desce do carro para abrir porta." Quer mais? "Tem de saber a hora que vai ligar, quantas vezes e para dizer o quê. No início, é importante não ser uma pessoa muito dada. Mulher nunca está 100% conquistada."

Fonte: VEJA SÃO PAULO