Política

Grupo anti-Dilma hostiliza líder de movimento anti-Dilma

Marcello Reis, do Revoltados ON LINE, foi cercado por manifestantes e chamado de “petista” e “comunista”

Por: Rogério Dias - Atualizado em

Marcello Reis
Marcello Reis: líder do Revoltados ONLINE (Foto: Reprodução)

O líder de um dos grupos pró-impeachment que estava na Avenida Paulista na noite de quinta (17) foi alvo de crítica de manifestantes que também pedem a saída da presidente Dilma Rousseff da Presidência.

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Marcello Reis, do Revoltados ONLINE, precisou ser escoltado por policiais. Ele chegou a ser cercado e chamado de "petista" e "comunista". O Revoltados é um dos movimentos mais críticos ao governo Dilma. O perfil da agremiação no Facebook conta com mais de 1,5 milhão de seguidores.

Reis foi cercado pelos manifestantes após pedir que eles se retirassem da Avenida Paulista. Ele pedia que os integrantes se dispersassem para cumprir o artigo 5º da Constituição - o item veta que manifestantes "frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local".  

Os manifestantes anti-Dilma, porém, não aderiram à proposta e optaram por continuar ocupando a avenida, que só foi liberada na manhã desta sexta-feira quando a Tropa de Choque usou jatos de água e bombas de gás para dispersar o ato.

“Foram meia dúzia de pessoas irresponsáveis que estão tendo um enfrentamento com o PT, e isso é contra a política do Revoltados. O PT fez todas as formas legais para a realização do ato na Paulista e o enfrentamento não favoreceria ninguém, a não ser o próprio PT. Mas às vezes uma pequena minoria de pessoas se infiltra nesses movimentos populares e tentam a todo custo o enfrentamento com o PT pedindo a volta da ditadura militar”, afirmou Reis.

Desde a noite de quarta, quando veiculada a nomeaçao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil, uma multidão tomou a via em protesto.

Nesta sexta (18), o Partido dos Trabalhadores, a CUT, e a Frente Brasil Popular agendar ato pró-governo. A manifestação está prevista para começar às 16h na Paulista, com concentração no vão livre do Masp. 

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO