As melhores exposições de 2015

Saiba quais foram as cinco mostras mais destacadas da cidade

Por: Julia Flamingo

A Paisagem na Arte: 1690-1998
Tela de John Dickson Innes (Foto: Tate Images)

O paulistanos têm cada vez mais opções de boas exposições, novas galerias e badaladas feiras para visitar. O cenário das artes plásticas em São Paulo não para de aumentar, e a fama da cidade como um pólo da arte contemporânea se espalha como uma onda pelo mundo.

Em 2015, mostras internacionais atraíram visitantes dos quatro cantos da cidade. A melhor delas a exposição da sérvia Marina Abramovic, uma pioneira da performance mundial. Terra Comunal reuniu mais de 100 000 visitantes no Sesc Pompeia. O Método Marina Abramovic foi, sem dúvidas, o destaque da programação: uma experiência de duas horas e meia na qual os visitantes eram forçados a se desligar do estresse da cidade e se focar numa espécie de introspecção.

Picasso e a Modernidade Espanhola
Pintura (Cabeça e aranha), de Joan Miró i Ferrà (1925) (Foto: Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid © Successión Miró, Miró, Joan/ AUTVIS, Brasil, 2015.)

Picasso e a Modernidade Espanhola, no CCBB, foi uma reunião de grandes pintores espanhóis, que tomaram os cinco andares da instituição. O troféu da mostra mais diferente do ano vai para Máquina Tadeusz Kantor. O Sesc Consolação foi transforado num cenário de teatro, repleto de andaimes e caixas, que configuravam a cenografia que o próprio dramaturgo polonês usava em suas peças. A mostra conseguiu dar conta de sua produção multifacetada - que abarcava happenings, pintura, desenho, escultura e teatro - e, ainda, soube apresentar de forma orgânica algumas das performances criadas por ele.

Masp
Cavaletes de vidro no segundo andar do prédio fazem as obras "flutuarem" pelo espaço (Foto: Tomás Arthuzzi)

Paisagem na Arte, na Pinacoteca, apresentou a construção cultural da presença da paisagem na arte inglesa através dos séculos. Era sempre uma novidade passear pela coleção trazida diretamente da instituição britânica Tate - mesmo para quem chegou a ir duas ou três vezes à mostra. Os cavaletes do Masp fecharam o ano com chave de outro: a instituição trouxe de volta a expografia original de Lina Bo Bardi, que faz flutuar quadros dos mestres da arte mundial, como Van Gogh, Matisse, Almeida Júnior e Portinari.

Fonte: VEJA SÃO PAULO