Gastronomia

Redes de restaurantes se instalam no Tatuapé

Coco Bambu, Tantra e a pizzaria 1900 chegam ao bairro nobre da Zona Leste

Por: Raphael Martins

Ivo Bomfim – sócio Coco Bambu Anália Franco
Ivo Bomfim, sócio do Coco Bambu Anália Franco: clientela fiel (Foto: Fernando Moraes)

Até o ano passado, moradores do Tatuapé que quisessem jantar em um dos restaurantes bacanas da capital precisavam pegar o carro e percorrer cerca de 12 quilômetros, até as zonas Oeste e Sul. Ou seja, um trajeto de no mínimo meia hora. Nos últimos meses, no entanto, um fenômeno mudou esse panorama. Ávidos por conquistar um público de quase 100 000 pessoas, donos de grandes redes começaram a instalar filiais na região. De setembro de 2013 para cá, foram inauguradas unidades do brasileiro Coco Bambu, do asiático Tantra e da pizzaria 1900.

Mais recente delas, a filial da 1900 é a sétima loja da cadeia comandada por Giovanni Momo e sua família. O salão com 100 lugares começou a funcionar em maio, na Rua Itapura, em um imóvel que por mais de quinze anos abrigou a pizzaria Artesanal, fechada no ano passado. “Estávamos entre o Tatuapé e Santana, mas avaliamos que aqui teríamos mais potencial de crescimento, além de o ponto ser bem localizado”, diz o fundador. A via é a mais procurada pelo comércio, pois suas imediações concentram boa parte dos prédios de alto padrão do bairro. “É só olhar para as torres para ter noção do poder de compra que o pessoal tem neste lugar”, afirma Eric Thomas, chef e fundador do Tantra, que montou uma franquia na mesma rua, a apenas 50 metros da 1900. Mais antigo desse trio, o Coco Bambu Anália Franco já colhe os frutos do investimento. Tanto que o salão com 550 lugares na Rua Azevedo Soares ficou pequeno para tanta procura. “Em menos de um ano, o balanço financeiro põe em equilíbrio esta casa com a unidade do Itaim”, diz o sócio Ivo Bomfim. “Nosso cliente é mais fiel que o de estabelecimentos de uma região badalada. Aqui, ele chega a vir três vezes por semana.”

Tantra Tatuapé – salão
O Tantra da Rua Itapura: cardápio mais barato que o da matriz, na Vila Olímpia (Foto: Fernando Moraes)

O aquecimento do mercado favoreceu também os restaurantes nascidos no bairro. A doceria Condimento saltou do número 1525 para o 1400 na mesma Rua Itapura e passou a ocupar um imóvel de 200 metros quadrados, 65% maior que o anterior, para melhor atender quem busca as guloseimas de sua vitrine. Especializada nos docinhos gourmets, a Brigadeiro Dicunhada, na Rua Emílio Mallet, anexou a casa vizinha. Quando a reforma acabar, provavelmente em outubro, o local ganhará um salão com 36 lugares. O cardápio também será ampliado com itens salgados. Na Rua Demétrio Ribeiro, a Bendito Quindim expande-se em outro ramo. Até o fim do mês, deve inaugurar a rotisseria Bendito Braseiro a poucos metros do endereço original. Para dar conta dos negócios, a doceira e sócia Cátia Farias fechou uma filial que mantinha no Itaim fazia um ano. “Preferi apostar no meu público fiel”, diz. Essa intensa movimentação ainda atinge os maiorais do bairro. Os proprietários submeteram a churrascaria Bracia Parrilla a uma reforma. “Foram 45 dias de obras para atualizar o ambiente com 400 lugares”, detalha a sócia Carolina Warzée. Dos mesmos donos, o japonês Nahoe passa por uma renovação e deve ficar pronto em setembro. É a nova face gastronômica do Tatuapé se desenhando.

Brigadeiro Dicunhada
Brigadeiro Dicunhada: salgados e setenta receitas do doce (Foto: Leticia Moreira)

Culinária em crescimento

INAUGURAÇÕES

› 1900. Aberta em maio, é a primeira unidade na Zona Leste.

› Coco Bambu Anália Franco. A segunda casa paulistana de origem cearense funciona desde setembro de 2013.

› Tantra. Terceira franquia do restaurante asiático, o endereço está em atividade desde fevereiro.

EXPANSÕES

› Bendito Quindim. Promete abrir a rotisseria Bendito Braseiro até o fim do mês.

› Brigadeiro Dicunhada. Anexou o imóvel vizinho e seu tamanho dobrou.

› Condimento. Mudou-se para outro imóvel, com 200 metros quadrados.

REFORMA

› Bracia Parrilla. O ambiente de 1 500 metros quadrados foi todo reformado para se atualizar diante das novidades do bairro.

Fonte: VEJA SÃO PAULO