Restaurantes

Msanè acerta na qualidade dos cortes, mas derrapa nas guarnições

Com grelha ao estilo argentino, a casa trabalha com carnes de primeira preparadas no ponto pedido

Por: Arnaldo Lorençato - Atualizado em

Ojo de bife do restaurante Msanè
Ojo de bife do restaurante Msanè: opção caprichada (Foto: Fernando Moraes)

Reunidas em um reduzido cardápio, as carnes de sotaque argentino do Msanè, aberto em janeiro, são de primeira e saltam da grelha no ponto pedido. Entre as melhores opções está o ojo de bife, extraído do centro do contrafilé, de notável maciez. Consistente como deve ser, o vacío, ou fraldinha, revela-se igualmente apetitoso.

Qualquer um dos pedidos sai por R$ 32,00 (porção de 220 gramas) e R$ 39,00 (320 gramas), de segunda a sexta; e R$ 42,00 e R$ 49,00, aos sábados e domingos. Outra opção sem erro que funciona tanto como prato principal (os mesmos preços acima) quanto como entrada (nesse caso, só aos fins de semana, por R$ 45,00), a costelinha de porco ao molho barbecue desmancha-se ao toque da faca.

Costelinha de porco ao molho barbecue do restaurante Msanè
Costelinha de porco ao molho barbecue: a carne desmancha-se ao toque da faca (Foto: Fernando Moraes)

A proposta do restaurante é ser uma churrascaria diferente na apresentação das guarnições. Sempre em quatro opções, elas são oferecidas em rodízio e servidas continuamente pelos garçons. O sistema não chega a ser original. Essa história começou no Rio de Janeiro com o CT Boucherie, do chef francês Claude Troisgros.

Ao tentar reproduzir o modelo, a casa paulistana tropeça na qualidade dos acompanhamentos, trocados todos os dias. Das opções provadas, somente o mix de sete cereais se mostrou equilibrado. O tabule, por exemplo, compunha-se quase que somente de trigo e estava insosso.

Cai bem com as carnes o tinto argentino Amalaya 2010 (R$ 69,00), produzido na região de Salta a partir de uma mistura de sete uvas. No encerramento, a melhor escolha é o crumble de banana morninho e coroado com uma bola de sorvete de creme Diletto (R$ 13,00).

Fonte: VEJA SÃO PAULO