Na roupa ninguém mexe

Restart: "Nunca abandonamos o colorido"

Banda desmente boatos sobre troca de figurino e lança o seu segundo CD, "Geração Z", em show no HSBC Brasil neste domingo (23)

Por: Catarina Cicarelli - Atualizado em

Restart
Restart: o CD é novo, mas as roupas continuam coloridas como sempre (Foto: Divulgação)

Pouco depois do anúncio de lançamento do novo álbum, “Geração Z”, começaram os rumores de que o Restart abandonaria uma de suas características mais marcantes: as roupas coloridas. Os boatos, no entanto, eram falsos. “Nunca falamos que abandonamos o colorido”, diz Pe Lu, guitarrista e vocalista da banda.

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Já o novo CD traz novidades como a influência da música country pop de Keith Urban e Rascal Flatts. O álbum chegará às lojas em novembro, mas os fãs poderão conferir as músicas no site do grupo a partir das 21h de sexta (21).

Já no domingo (23), os garotos sobem no palco do HSBC Brasil para fazer o show de lançamento oficial do disco. São ao todo dez faixas, entre elas o reggae “Matemática” e a música “Nunca Vai Ter Fim”, com a já citada inspiração country.

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Em entrevista à VEJINHA.COM, Pe Lu fala mais sobre o novo projeto da banda:

VEJA SÃO PAULO — É verdade que vocês decidiram abandonar uma de suas características mais marcantes: as roupas coloridas?

Pe Lu — Não, longe disso! Na verdade divulgamos uma das fotos do novo projeto e estamos com roupas mais sóbrias. Nunca falamos que abandonamos o colorido, foi apenas uma foto. Não nos prendemos em colorido, preto e branco, usamos o que nos faz bem no momento.

VEJA SÃO PAULO — O que é a “Geração Z”, que dá nome ao novo álbum?

Pe Lu — É a galera que nasceu de 1992 pra frente. É uma geração marcada pela multifuncionalidade, que mexe em computador, tablet, celular e TV ao mesmo tempo. Que está sempre conectada e tem fome de informação. Apesar de sermos um pouco mais velhos, somos influenciados o tempo todo por essa geração.

VEJA SÃO PAULO — Vocês continuam dentro do gênero happy rock ou pretendem seguir linhas diferentes com o novo álbum?

Pe Lu — Nós criamos o happy rock, portanto, não saímos do gênero. Pra ser sincero, criamos o estilo exatamente para não nos "generalizarem" e podermos continuar fazendo o que desse vontade de fazer, seja isso o que for.

VEJA SÃO PAULO — É difícil mudar depois de ter feito tanto sucesso com um estilo específico? Acham possível mudar sem perder os fãs?

Pe Lu — Amadurecemos e isso se reflete na nossa música. Nossos fãs estão crescendo com a gente, então, acho que não vai ter um choque. Como eu disse, estamos orgulhosos do CD e esperamos que nossos fãs — e talvez quem não seja fã — dêem uma chance pra banda.

VEJA SÃO PAULO — Quais foram as principais influências no trabalho novo?

Pe Lu — Estávamos escutando muito country. Artistas como Keith Urban, John Mayer e Rascal Flatts. Ao mesmo tempo, revisitamos bandas que marcaram nossa adolescência, como Blink 182, Foo Fighters e afins. O CD é uma mistura de tudo. Cada faixa soa muito diferente da outra e isso é demais.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO