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Fotos mostram resgate após queda de helicóptero que matou filho de Alckmin

Cinco pessoas morreram na tragédia. Aeronáutica terminou neste sábado (4) recolhimento das peças e tentará remontar aeronave para investigar causas.

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Thomaz Alckmin
Thomaz Alckmin (à esq.) com os irmãos, Sophia e Geraldo (Foto: Reprodução/Facebook)

O acidente de helicóptero que matou na quinta-feira (2) cinco pessoas em Carapicuíba, entre eles Thomaz Alckmin, filho caçula do governador paulista Geraldo Alckmin, motivou uma grande mobilização de bombeiros. Imagens feitas em celular mostram as buscas pelas vítimas e pelas peças da aeronave, em uma operação de resgate que durou horas.

Essas fotos estão circulando em grupos de Whatsapp e pela web. Algumas, muito chocantes, mostram parcialmente alguns corpos no acidente.

Nenhum dos ocupantes da aeronave sobreviveu. Não houve, porém, vítimas nas duas casas atingidas pelo helicóptero, no condomínio Fazendinha, em Carapicuíba. Em uma delas, havia crianças, segundo contou o caseiro do imóvel a VEJA SÃO PAULO.

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Busca no local do acidente de helicóptero, na quinta-feira (2) (Foto: Reprodução/WhasApp)
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Além de Thomaz Alckmin, três mecânicos e um piloto morreram no acidente (Foto: Reprodução/WhasApp)
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Além do filho do governador, tragédia matou três mecânicos e um piloto (Foto: Reprodução/WhasApp)

Além de Thomaz, de 31 anos, que era piloto profissional, mas não estava conduzindo a aeronave, morreram no acidente o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves, 53, e os mecânicos Paulo Henrique Moraes, 42, Erick Martinho, 36, e Leandro Souza, 34. Todos participavam de um voo-teste após manutenção do veículo.

Os peritos da Aeronáutica terminaram de recolher hoje (4), por volta das 9h, as peças do helicóptero em que morreu Thomaz Alckmin, filho do governador Geraldo Alckmin (PSDB), e outras quatro pessoas, em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Agora, eles vão tentar reconstruir a aeronave dentro de uma área do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que fica no Campo de Marte, junto ao Instituto de Criminalística do governo estadual. O trabalho de recuperação chegou a ser suspenso na sexta-feira (3) por causa da quantidade de gasolina espalhada na área dos escombros. O Corpo de Bombeiros teve de ir ao local para "lavar" a área.

Até ontem, as empresas Helipark e Seripatri não tinham se pronunciado oficialmente sobre como havia sido realizada a manutenção da aeronave, antes da decolagem. Um dos pontos de maior atenção seriam as pás do helicóptero.

O helicóptero em que os cinco tripulantes morreram estava em teste, após passar por manutenção e balanceamento. A polícia confirmou ter encontrado três pás, o que reforça a principal suspeita de que o equipamento se desfez no ar. Um vídeo feito por vizinhos mostra uma das partes do aparelho se soltando durante a queda. Segundo afirmaram peritos da Aeronáutica, a queda foi "incrivelmente vertical".

Thomaz Alckmin
Foto feita pela mulher de Thomaz mostra o rapaz pilotando um helicóptero (Foto: Reprodução/Instagram)

Acidente incomum

"A pá desprendeu da cabeça do rotor e isso não é comum. Pode ter quebrado o parafuso de fixação, pode ter faltado o pino de segurança, são suposições. Mas uma das possibilidades mais prováveis para soltar a pá é a falta do pino, que pode ter ocorrido por falha humana, por não ter sido preso direito, ou porque o material veio com defeito", disse anteontem (2) o piloto Gustavo Penna, 33, que conhecia Thomaz Alckmin havia 6 meses.

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(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO