Negócios

Dono de baladas de sucesso investe agora em um restaurante

Renato Ratier amplia sua rede de empreendimentos na cidade

Por: VEJA SÃO PAULO

 

 

renato ratier
Renato Ratier: o empresário no Bossa (Foto: Mario Rodrigues)

Enquanto a maioria das novas baladas se rende ao pop e à música eletrônica comercial para atrair o público, como os manjados David Guetta e Avicii, o veterano D-Edge, na Barra Funda, mantém o perfil alternativo da época em que abriu as portas, em 2003. Continua com as segundas roqueiras e quintas, sextas e sábados reservados às playlists de nomes internacionais do meio underground. Atualmente, chega a arrastar uma média de 16 000 pessoas por mês para as suas pistas revestidas de LED. Por trás da empreitada está Renato Ratier.

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Nos últimos anos, o empresário aproveitou o sucesso do endereço para investir em diferentes áreas. Possui hoje na capital uma grife de roupas de moda urbana com referências country e uma agência de turismo especializada em roteiros de moda, música e cultura. Fora de São Paulo, administra um bar em Campo Grande, Mato Grossodo Sul, e é sócio do Warung Beach Club, casa noturna em Itajaí, Santa Catarina. Há um mês, Ratier, de 43 anos, expandiuo seu grupo de negócios para o mercado gastronômico com a inauguração do restaurante Bossa, no Jardim Paulista.

Bossa restaurante Renato Ratier
Bossa: restaurante de cozinha contemporânea aberto em fevereiro nos Jardins (Foto: Mario Rodrigues)

O lugar, construído com um investimento decerca de 6 milhões de reais, lembra um contêiner de madeira e tem o projeto arquitetônico assinado por Muti Randolph, o mesmo profissional que desenhou o D-Edge. O cardápio, com receitas contemporâneas, ficou aos cuidados de William Ribeiro, eleito chef revelação na edição especial COMER & BEBER de VEJA SÃOPAULO em 2010, quando trabalhava no mediterrâneo O Pote do Rei. “Preparamosmais de 100 cardápios, e o Renato experimentou todos os pratos até chegarmos ao menu ideal”, conta Ribeiro.

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A pista do D-Edge: público fiel à música eletrônica (Foto: Raul Zito)

Entre aspedidas da casa, há uma versão de pratofeito, o velho PF, com macarronada e carne de panela, e um steak de bife kobe com arroz à bráz. “Demorei uns cinco anos para tomar a decisão de montar o Bossa”, afirma Ratier. “Não gosto de fazer as coisas de forma atropelada. Tudo tem um tempo de maturação.” Até o fim domês, o mezanino do local vai ganhar umestúdio de música. No imóvel vizinho, o empresário aproveitou para abrir uma loja da Ratier, sua grife de roupas.

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Nascido na capital, ele se mudou para Campo Grande com os pais aos 5 anos. No fim da adolescência, começou a faculdade de zootecnia e desistiu do curso. Foi aos Estados Unidos para estudar design, mas acabou caindo na balada. Viajou por vários países atrás das melhores noitadas.“Quando voltei para o Brasil, tinha know -how suficiente para montar a minha própria balada”, diz.

Ele vive hoje em uma cobertura dúplex em Perdizes, decorada com itens como chifres e chapéus de cowboy, mas viaja quase todo fim de semana para Mato Grosso do Sul. “Minha família vive por lá”, explica. É casado desde 1998 com a decoradora Fernanda Martins, com quem tem dois filhos: Pedro, 16, e Guilherme,11. Nessas visitas, Ratier aproveita para checar os negócios que envolvem suas três fazendas na cidade.

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Nas propriedades, cria gado e mantém plantações de cana-de-açúcar e soja. Em São Paulo, o quartel-general de seu grupo fica em um escritório dentro da D-Edge. Ao todo há 45 empregados envolvidos nas diversas frentes de negócios. Não bastasse a administração de empresas de tantas áreas, ele cuida ainda da própria carreira artística. Trabalha como DJ profissional desde 1996 e, atualmente, faz uma média de oito apresentações por mês. Nessas ocasiões, cobra um cachê de cerca de12 000 reais.

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 Warung Beach Club:a boate, em Itajaí, em Santa Catarina, reúne os fãs de músicaeletrônica. Ratier tornou-se sócio da casa em 2011 (Foto: Divulgação)

Já tocou inclusive fora do Brasil, em países como Japão, Holanda e Alemanha.“Fazendo tanta coisa ao mesmo tempo, é difícil ter uma rotina”, conta Ratier. Às vezes, ele precisa desmarcar uma reunião na parte da manhã porque se apresentoudurante a madrugada e tem de dormir. “Aprendi a respeitar meu corpo. Se estou cansado, vou descansar”, justifica. A agenda tende a ficar ainda mais complicada. Até o término deste mês, o Bossa passará a funcionar 24 horas, com café da manhã. No fim do ano, o empresário vai inaugurar um hotel-butique na casa ao lado. “Quando for convidar os DJs internacionais, já terei onde hospedá-los”, explica. ■

Baladas Variadas

Alguns dos principais negócios do empresário Renato Ratier

› Bossa: restaurante decozinha contemporânea abertoem fevereiro nos Jardins

› D-Edge: inauguradaem 2003, a casa noturna,na Barra Funda, recebe cercade 16 000 pessoas por mês

› D-Travel: a agênciade turismo, que operadesde 2013, venderoteiros customizadosde música e cultura

› Ratier: a marca de roupascriada em dezembro misturareferências do countrycom o estilo urbano

› Warung Beach Club: a boate, em Itajaí, em SantaCatarina, reúne os fãs de músicaeletrônica. Ratier tornou-sesócio da casa em 2011

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO