Reestreias

“Música para Cortar os Pulsos” faz nova temporada em São Paulo

Outros dois espetáculos retornam aos teatros da capital

Por: Bruna Buzzo - Atualizado em

Música para cortar os pulsos - com Marisol Ribeiro no papel de Isabela
Marisol Ribeiro: atriz vive Isabela na nova temporada de "Música para Cortar os Pulsos" (Foto: Rafael Gomes/Divulgação)

A peça “Música para Cortar os Pulsos” reestreia nesta sexta (7) no Teatro Augusta. O drama trata do amor pela voz de três personagens: Isabela, Felipe e Ricardo. A última temporada do espetáculo em São Paulo traz uma novidade no elenco: a atriz Marisol Ribeiro substituiu Mayara Constantino no papel de Isabela.

Além de Marisol, Fábio Lucindo e Victor Mendes completam o elenco. Os três vivem jovens na casa dos 20 anos que falam sobre paixão, desejo, separação e perda. Marisol conta que já conhecia o texto, de autoria do também diretor Rafael Gomes: “Eu vi a primeira montagem e fiquei apaixonada. Saí mexida do teatro porque há uma identificação muito grande do público com a peça.”

A sintonia foi tanta que quando soube que Mayara Constantino não poderia participar da nova temporada, Marisol procurou a produção para fazer um teste. “Soube que iam abrir um casting para a personagem e participei de uma leitura. Fui atrás mesmo!”, revela.

Confira outras duas peças que reestreiam em São Paulo:

  • Tímido e com a fala atropelada, o ator paulistano Nilton Bicudo, de 46 anos, esperou duas décadas de carreira para enfrentar o palco sozinho. Pela primeira vez em um monólogo, ele mostra uma desenvoltura capaz de tirar proveito de sua personalidade retraída. Na tragicomédia escrita por Fauzi Arap, Bicudo vive um contador separado da mulher, pai de dois filhos e endividado até o último dos poucos fios de cabelo. Em cima da hora, o sujeito é convidado para ministrar uma palestra sobre drogas em troca de um cachê. Apesar de não ter preparo algum, improvisa e usa a crise pessoal como tema. Dirigido por Elias Andreato, o protagonista se vale das tiradas críticas do texto e surpreende com um estilo de humor cada vez mais raro, o de parecer engraçado sem se esforçar. Em uma linha próxima à que consagrou o comediante e cineasta americano Woody Allen, o intérprete leva o público a pensar que ele debocha de si mesmo e, estreitando o limite entre ator e personagem, garante a empatia. Estreou em 08/05/2012. Até 12/12/2012.
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  • Dramaturgia e direção de João Paulo Lorenzon. Indicado ao Prêmio Shell de melhor ator, Lorenzon inspirou-se no universo e em fragmentos de escritos do argentino Jorge Luis Borges (1899-1986). Em cena aparece um homem perdido, que mistura tempo e espaço, discutindo temas como memória e esquecimento, luz e cegueira, a morte da mulher amada e a dificuldade de seguir a vida. A montagem resulta um tanto restrita. É necessário conhecimento sobre a obra de Borges para mergulhar na proposta. Muitas vezes, a beleza dos textos torna-se complementar ao virtuosismo exibido por Lorenzon. Em outras, entretanto, o exagero desvaloriza a performance. Estreou em 21/05/2012. Até 30/04/2013.
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  • De Rafael Gomes. Dividido em dez cenas, o drama mostra o universo de três personagens em torno dos 20 anos, mas é capaz de comover espectadores de faixa etária mais ampla. Sensível e sem pieguice, três atores — Marisol Ribeiro, Fábio Lucindo e Victor Mendes — discorrem, em monólogos, sobre paixão, desejo, separação, perda e impasses típicos da juventude, que atualmente parecem comuns ao cotidiano de muita gente de 30 ou 40. Estreou em 07/10/2010. Até 11/04/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO