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Recife: para comer, beber e se divertir sem gastar muito

Do passeio em Boa Viagem às prévias de Carnaval, selecionamos 25 programas em conta que fazem da capital pernambucana um ótimo destino de férias

Por: Redação Veja Cidades - Atualizado em

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Como qualquer outra cidade do litoral nordestino, o Recife pode dar aos visitantes desavisados a impressão de que proporcionará uma estadia toda preenchida por idas à praia, regadas a água de coco e caipirinha. O clima quente, com temperatura média de 35 graus Celsius no verão, e o descanso nas areias de Boa Viagem estão, é verdade, garantidos no pacote – não à toa, 80% dos hotéis locais concentram-se nos arredores da orla. Há, no entanto, atributos muito mais marcantes no município, a maioria deles, inclusive, distante da brisa do oceano e bem acessível ao bolso.

A três horas de voo de São Paulo, a capital pernambucana tem na atmosfera cultural seu principal trunfo. Basta atravessar a ponte sobre o simbólico Rio Capibaribe para chegar às ruas estreitas do Recife Antigo, margeadas por sobrados coloridos e tomadas pela animada multidão que acompanha os blocos em época de Carnaval. Ali, entre inúmeras atrações históricas, foram inaugurados no início de 2014 dois endereços imperdíveis: o centro cultural Paço do Frevo e o museu Cais do Sertão, ambos dedicados à preservação das tradições do Estado, com ingressos que, aliás, não ultrapassam 10 reais.

Essa grande capital de mais de 1,5 milhão de habitantes ainda revela um vibrante cenário boêmio e gastronômico, recheado de estabelecimentos que mantêm vivas as inúmeras receitas típicas pernambucanas. Experimentar a substanciosa buchada de bode do Seu Luna e levar o bolo de rolo da Casa dos Frios como suvenir, por exemplo, fazem parte de qualquer tour turístico – e não custam mais do que 50 reais cada um. No roteiro a seguir, selecionamos 25 programas como esses: bons, baratos e indispensáveis em uma viagem ao Recife.

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Ciclofaixa de Turismo e Lazer: passeio grátis aos domingos (Foto: Ligia Skowronski)

1. Passear de bicicleta: desde março de 2013, a cidade tem um bom programa grátis aos domingos: pedalar pelos quase 40 quilômetros da Ciclofaixa de Turismo e Lazer, montada entre 7h e 16h. O trajeto interliga o Marco Zero, no Recife Antigo, às zonas Oeste, Norte e Sul e atravessa pontos turísticos, como o Parque da Jaqueira e a Praia de Boa Viagem. Para atender aos ciclistas, os serviços de aluguel de bikes não param de se propagar. A Rocha Locadora (Telefone: 81 8836-2530) monta estande no Parque Dona Lindu aos domingos, das 7h às 17h. Já a Loca Bike monta seus pontos no Parque da Jaqueira de quarta a sexta, das 15h às 20h, e aos sábados e domingos, a partir das 8h. Ambas as empresas cobram R$ 15,00 a hora.

2. Pular Carnaval antes da hora: em fevereiro, as ruas do Recife Antigo viram verdadeiros formigueiros de foliões. Antes disso, no entanto, os blocos mais famosos organizam prévias tão animadas quanto a festa principal. O Galo da Madrugada, que costuma arrastar mais de 2 milhões de pessoas no Carnaval, promove o evento Quintas do Galo no Palácio Enéas Freire (Endereço: Rua da Concórdia, 984, São José, Recife | Telefone: 81-3224-2899 | Ingresso: R$ 30,00). Às quintas, entre 19h e 22h30, apresentações de maracatu, caboclinho, ciranda e frevo, além da Orquestra Oficial do Galo, animam quem está sentindo falta da folia.

3. Dançar em baladas inusitadas: às terças, dois eventos dividem os festeiros na capital pernambucana. Alguns vão para a Terça Negra, que começa às 20h e leva shows de afoxé, coco de roda, hip hop e ritmos africanos para o Pátio de São Pedro (Endereço: Santo Antônio | Grátis). Outros preferem a Terça do Vinil, realizada a partir das 19h30 no Bar Casa da Moeda (Endereço: Rua da Moeda, 150, Recife Antigo | Telefone: 81 3224-7095 | Grátis). Na ocasião, o DJ 440 seleciona bolachões de samba, funk e bossa nova. Nas noites do primeiro e do terceiro domingo do mês é a vez do tradicional evento A Cubana (Endereço: Avenida Aníbal Benévolo, 636, Beberibe | Telefone: 81 3444-3300 | Ingresso: R$ 5,00), criado em 1992, colocar o público para dançar ao som de salsa, merengue, bolero e bachata.

4. Contemplar o Capibaribe:há várias maneiras de conhecer mais de perto o rio-símbolo do Recife. Além dos tradicionais tours de catamarã (Endereço: saídas do Cais das Cinco Pontas, Santo Antônio | Telefone: 81 3424-2845 | Ingresso: R$ 40,00 a R$ 50,00), o projeto Eu Quero Nadar no Capibaribe, e Você? tem armado “praias” à beira do rio com a intenção de chamar a atenção para a poluição de suas águas. Em trechos de asfalto na Rua da Aurora, no Cais José Estelita e nos fundos do Museu Murillo La Greca, é montada uma estrutura de madeira que recebe shows de bandas regionais e sedia bancas de caldinho e caipirinha. A praia fake costuma ser erguida no primeiro domingo do mês – a próxima está prevista para fevereiro, em local ainda não definido.

5. Passar uma tarde no Parque da Jaqueira ou no Dona Lindu: um dos mais populares da cidade, o Parque da Jaqueira (Endereço: Rua do Futuro, 959, Jaqueira) costuma ser “o” local para armar o piquenique sob uma das frondosas árvores da área verde de 70 000 metros quadrados. Para a sobremesa, dá para comprar uma fruta nos pontos de venda próximos ao parklet, um deque de madeira com bancos, jardim e bicicletário, montado desde outubro em frente à entrada principal. Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 2011, o Parque Dona Lindu (Endereço: Avenida Boa Viagem, s/n°, Boa Viagem) virou reduto de skatistas. E também recebe gente interessada nos espetáculos teatrais e de dança realizados à noite, no Teatro Luiz Mendonça.

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Paço do Frevo: centro cultural dedicado ao ritmo-símbolo de Pernambuco (Foto: Divulgação)

6. Perambular pelo Recife Antigo: caminhar pelas ruas do centro histórico está entre os passeios mais interessantes da cidade. Um bom ponto de partida é a Rua do Bom Jesus, antigamente conhecida como dos Judeus. As árvores centenárias e o casario colorido, além dos resquícios da linha de bonde, dão um clima bucólico ao lugar. Na Praça do Arsenal da Marinha, no fim da via, dá para observar os achados arqueológicos do Museu a Céu Aberto, uma construção de vidro que protege o solo escavado. No último domingo do mês, a prefeitura ainda tem fechado a região para carros durante o projeto Recife Antigo de Coração. Ao longo do dia, ficam à disposição pistas de skate e patins, além de quadras esportivas e monitores para as crianças. Grupos de dança e orquestras de frevo também se apresentam por ali. Tudo é grátis.

7. Deslumbrar-se com o Paço do Frevo e o Cais do Sertão: em 2014, o Recife Antigo ganhou dois novos espaços voltados para a preservação de bens culturais do Estado. O primeiro a chegar foi o Paço do Frevo (Endereço: Praça do Arsenal da Marinha | Telefone: 81 3355-9500 | Ingresso: R$ 6,00), instalado desde fevereiro em um belo prédio de 1908. Trata-se de um centro de referência do ritmo, com sala de documentos, escola de música e de dança e vasta programação. No terceiro piso fica o espaço mais interessante: com vista para o casario antigo, o local guarda estandartes dos principais blocos de Carnaval sob o piso de vidro. A menos de 5 minutos de caminhada dali, funciona desde abril o Cais do Sertão (Endereço: Avenida Alfredo Lisboa, s/n° | Telefone: 81 3089-2974 | Ingresso: R$ 8,00), museu que conta detalhes da vida sertaneja de uma forma bastante interativa. Na bonita seção dedicada ao baião, além de objetos pessoais de Luiz Gonzaga, há diversos totens para se ouvir canções. 

8. Tirar fotos no Cais José Estelita: ao longo da Avenida Engenheiro José Estelita, à beira do Capibaribe, permanecem de pé os armazéns que marcaram o apogeu da indústria açucareira pernambucana. Embora estejam abandonados, ainda formam um interessante e nada óbvio cartão-postal. Se a intenção for tirar uma foto, um ângulo próximo ao Cabanga Iate Clube pode incluir também o desaguar do rio no mar. É melhor, no entanto, correr para fazer esse clique: contra a vontade dos movimentos em defesa da preservação histórica, um megaempreendimento imobiliário está prestes a ser construído no lugar dos simbólicos depósitos.

9. “Encontrar” Gilberto Freyre: o célebre escritor nasceu e morreu no Recife, em 1987. E permanece vivo em muitos cantos da cidade. O principal deles fica em Apipucos, no rosado sobrado em que ele morou por cinquenta anos. Transformado na Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre (Endereço: Rua Dois Irmãos, 320 | Telefone: 81 3441-1733 | Ingresso: R$ 10,00), o local revela um pouco da intimidade da família do sociólogo durante uma visita guiada de quarenta minutos, realizada mediante reserva. Ao longo do passeio, chamam atenção a farta biblioteca com 40 000 livros e as obras de arte assinadas por amigos, como Di Cavalcanti e Cícero Dias. Em Casa Forte está outro endereço que remete a Freyre: o Museu do Homem do Nordeste (Endereço: Avenida 17 de Agosto, 2187 | Telefone: 81 3073-6340 | Grátis), fundado por ele em 1979. Entre as mais de 15 000 peças, há desde materiais utilizados para a construção de casas no século XVIII até brinquedos populares de Mestre Vitalino.

10. Conhecer uma sinagoga antiquíssima: a sinagoga Kahal Zur Israel, considerada a primeira das Américas, foi erguida em 1636 no endereço hoje ocupado pelo Centro Cultural Judaico. Ela servia como local de culto para os judeus fugidos da Europa durante a Inquisição, que encontraram liberdade religiosa no Recife ainda ocupado pelos holandeses. Desde 2001, o prédio recebe os visitantes que se interessam em conhecer a réplica do templo e deparar com preciosidades, a exemplo de um poço utilizado para purificações, datado do século XVII e encontrado em meio às escavações feitas nesse mesmo espaço. Endereço: Rua do Bom Jesus, 197, Recife Antigo | Telefone: 81 3224-2128 | Ingresso: R$ 10,00

11. Aprender sobre a invasão holandesa: construído em 1630, o Forte das Cinco Pontes – que, curiosamente, tem apenas quatro – é símbolo da resistência holandesa em Pernambuco. Desde 1982, o local abriga o Museu da Cidade do Recife, que resgata documentos da época da invasão e permite ao visitante conhecer parte da história do município por meio de 150 000 imagens e objetos. Além de móveis, há peças trazidas de antigas residências locais e da Igreja do Senhor Bom Jesus dos Martírios, que foi demolida. Endereço: Forte das Cinco Pontas, São José | Telefone: 81 3355-9540 | Grátis

12. Descobrir os Brennand: formado a partir das obras adquiridas pelo colecionador que dá nome ao local, o Instituto Ricardo Brennand (Endereço: Engenho São João, s/n°, Várzea | Telefone: 81 2121-0352 | Ingresso: R$ 20,00) funciona em um curioso castelo de estilo medieval e ficou conhecido por abrigar dezenove pinturas do holandês Frans Post – é o maior acervo do artista no mundo. Além das telas, há raridades como um livro que trata das negociações portuguesas e holandesas no século XVII, além de armas e espadas. Irmão de Ricardo, o artista plástico Francisco Brennand exibe suas criações na Oficina de Cerâmica (Endereço: Propriedade Santos Cosme e Damião, s/n°, Várzea | Telefone: 81 3271-2466 | Ingresso: R$ 10,00), montada em uma antiga olaria do século XIX. Outras noventa obras assinadas por ele ficam à vista no Parque de Esculturas, acessível de barco a partir da Praça do Marco Zero (R$ 5,00 ida e volta).

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Arrumadinho do Bar do Tonhão: petisco típico por R$ 28,90 (Foto: Romero Cruz)

13. Tomar sol e caldinho em Boa Viagem: as atrações da principal praia do Recife estão na areia – o mar, geralmente visitado por tubarões, deve ser evitado. Além de aproveitar o “nada para fazer”, os visitantes podem tanto tomar espumante nos quiosques quanto experimentar os caldinhos vendidos por ambulantes em todos os trechos. O metro quadrado mais disputado está na altura da Barraca do Pezão (Endereço: em frente ao número 2712 da Avenida Boa Viagem), famoso reduto de paquera. Quem pede o bolinho de bacalhau (R$ 18,00, dez unidades) no balcão pode se dirigir a uma das espreguiçadeiras para provar o quitute e, ao mesmo tempo, contemplar o mar.

14. Comprar bolo de rolo da Casa dos Frios: o suvenir mais gostoso do Recife é esse doce de infinitas e finíssimas camadas, enroladas no formato de um pequeno rocambole e entremeadas com goiabada (hoje, também são comuns as versões de doce de leite ou chocolate). Tão famosa quanto a receita, que serve há mais de cinco décadas, a Casa dos Frios é referência no assunto – diariamente, saem da fábrica da rede 1 200 quilos do quitute, cada um a R$ 38,90. Outro ícone da doçaria do Estado, o bolo souza leão também está à venda no endereço a R$ 28,90 o quilo. Endereço: Avenida Rui Barbosa, 412, Graças | Telefone: 81 2125-0220 | Mais um endereço e quiosques no Aeroporto Internacional

15. Petiscar o arrumadinho do Bar do Tonhão: no rol da fama dos petiscos pernambucanos, um dos mais lembrados é o arrumadinho. Trata-se de uma mistura de feijão-verde ou de macáçar, charque desfiado, farofa amanteigada e vinagrete, que, ao lado de cerveja gelada, forma uma dupla sempre presente nas mesas dos botecos da cidade. Uma das versões mais tradicionais da receita está no cardápio do Bar do Tonhão. Para três pessoas, a porção custa R$ 28,90 e foi considerada a melhor do Recife na mais recente edição de VEJA COMER & BEBER. Endereço: Rua Amaro Coutinho, 339, Encruzilhada | Telefone: 81 3072-2786

16. Fartar-se com a buchada de bode do Seu Luna: comum no sertão pernambucano, o bucho preenchido com as vísceras do animal é um caso típico de ame ou odeie. Quem gosta, vale dizer, não vive sem o potente prato. Muitos restaurantes de cozinha regional preparam a complicada receita. Entre as casas mais famosas está o Seu Luna, em atividade desde 1988. A filha do fundador, Cláudia Luna, encarrega-se do passo a passo, que leva mais de um dia. Com arroz, pirão e vinagrete, a pedida sai por R$ 48,00. Endereço: Avenida Saldanha Marinho, 645, Ipsep | Telefone: 81 3339-0012

17. Provar o caldinho do Bar do Neno e Lula: a receita está em qualquer barraquinha da Praia de Boa Viagem. É, contudo, a deste bar que se tornou premiada: levou o título de melhor da cidade em quatro edições de VEJA COMER & BEBER. Entre as várias versões do cardápio da casa, a de feijão-preto chega a ser solicitada mais de 2 000 vezes em um sábado movimentado. Mistura charque, calabresa, bacon e louro e chega à mesa ao lado de ovo de codorna, vinagrete, torresmo, queijo de coalho e azeitona (R$ 8,00). A sugestão de peixe (R$ 7,00) e a de dobradinha (R$ 8,00) também saem com frequência. Endereço: Rua Padre Roma, 722, Parnamirim | Telefone: 81 3441-4141

18. Pedir a cartola do Leite: Simone de Beauvoir, Assis Chateaubriand e Juscelino Kubitschek têm algo curioso em comum: os três provaram a cartola, sobremesa típica feita com banana, queijo manteiga, açúcar e canela, no restaurante Leite. Ao menos é isso o que contam os causos repassados pelos funcionários da casa, aberta em 1882 e considerada uma das mais antigas do país ainda em atividade – Gilberto Freyre, este sim incontestavelmente, foi cliente fiel. Mesmo sem requisitar uma refeição completa no local, vale adentrar o histórico ambiente para provar o quitute, hoje servido por R$ 19,00. Endereço: Praça Joaquim Nabuco, 147, Santo Antônio | Telefone: 81 3224-7977

19. Reservar mesa em um restaurante premiado: com um rico cenário gastronômico, o Recife tem estabelecimentos de sobra para um jantar especial. Em muitos deles, as contas podem ultrapassar os dois dígitos, mas, mesmo assim, dá para abrir mão da entrada e da sobremesa e se satisfazer com o prato principal por menos de 50 reais. No Mingus (Endereço: Rua Atlântico, 102, Boa Viagem | Telefone: 81 4365-4000), por exemplo, o risoto de pato com paio e azeitona custa R$ 49,00. Já o Ponte Nova (Endereço: Rua do Cupim, 172, Graças | Telefone: 81 3327-7226), do chef Joca Pontes, serve o filé de tilápia grelhado ao molho agridoce de vegetais, guarnecido de purê de batata e wassabi, por R$ 45,00. Outros endereços imperdíveis da cidade são o Taberna Japonesa Quina do Futuro (Endereço: Rua Xavier Marques, 134, Aflitos | Telefone: 81 3241-9589), do famoso chef André Saburó, o variado Barchef (Endereço: Rua 17 de Agosto, 1893, Poço da Panela | Telefone: 81 3204-8500) e o regional Cozinhando Escondidinho (Endereço: Rua Conselheiro Peretti, 106, Casa Amarela | Telefone: 81 3451-0599).

20. Curtir a happy hour do Central: de vocações múltiplas, o bar já levou diversos títulos do júri de VEJA COMER & BEBER, do prêmio de melhor cozinha ao de número 1 para paquerar. Embora abra para o almoço, costuma encher mesmo a partir do fim da tarde, quando o alvoroço toma conta do bonito ambiente interno e das mesinhas da calçada. Todo mundo toma cerveja de garrafa (R$ 9,90 a Heineken) e pede um dos quitutes do cardápio. A porção de filé-mignon ao molho madeira com batata frita custa R$ 39,90. Endereço: Rua Mamede Simões, 144 | Telefone: 81 3222-7622 

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Alto da Sé, em Olinda: atrações imperdíveis na cidade vizinha (Foto: Ligia Skowronski)

21. Almoçar em um “pé-sujo” famoso: são muitos os endereços recifenses que misturam ambiente de boteco e cardápio de restaurante. Um deles é o Bar da Geralda (Endereço: Morro da Conceição, 486, Casa Amarela | Telefone: 81 3442-1383). Em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, fora do eixo turístico, o local virou reduto de celebridades da TV, como a atriz Fabiana Karla. No menu, a galinha à cabidela com feijão-macáçar, purê de batata, arroz, macarrão e maionese custa R$ 30,00, para duas pessoas. Outro clássico é o Restaurante da Mira (Endereço: Avenida Doutor Eurico Chaves, 916, Alto do Mandu | Telefone: 81 3268-6241), que não tem nem placa na fachada. Entre os clientes assíduos está o cantor Lenine, que sempre pede o chambaril, escoltado por arroz, pirão e legumes cozidos (R$ 60,00, para três).

22. Bater perna no Centro de Artesanato de Pernambuco: instalado no Armazém 11, ao lado do Marco Zero, o imponente galpão tem ambiente climatizado e vista para o mar. Nas prateleiras, reúnem-se 20 000 peças produzidas por mais de 800 artesãos espalhados pelo Estado – cada item inclui, na etiqueta, o nome e o contato de seu criador. Um deles é Berenice de Souza, que há 25 anos se dedica ao bordado na cidade de Passira. Seu trabalho em ponto cheio aparece em toalhas de mão (R$ 12,50), puxas-saco (R$ 8,75) e passadeiras de mesa (R$ 50,00). Endereço: Avenida Alfredo Lisboa, s/n°, Recife Antigo | Telefone: 81 3181-3450

23. Escolher suvenires criativos da Euqfiz: no ateliê dessa marca, cada um dos fundadores, Carlos Queiroz e Milton Araújo, é responsável por uma etapa do trabalho: o primeiro esculpe as peças no barro, enquanto o segundo as funde em ferro ou aço; por fim, ambos se juntam para desenvolver a pintura. Como resultado, há esculturas e miniaturas que rendem lembrancinhas originais do Recife. Uma das mais famosas é a chamada cabecinha (R$ 25,00). “São cabeças decorativas que parecem ex-votos religiosos”, explica Queiroz. O estoque ainda inclui minimamelucas, bonequinhas em curioso formato de bola (R$ 25,00 cada uma). Endereço: Rua Tupinambás, 676, Santo Amaro | Telefone: 81 3091-5833

24. Visitar uma loja colaborativa: aberta em abril, a Combi funciona no casarão do Coletivo Casamarela, projeto comandado pela designer Gabriela Fiúza que sedia diversas empresas de economia criativa em um único endereço. No espaço dedicado a itens de moda e decoração, várias descoladas grifes pernambucanas se misturam. Entre os artigos estão a fivela de cabelo Honey Pie (R$ 38,00), o ímã de geladeira com gravuras de Simone Mendes (R$ 5,00) e a carteira (R$ 49,90) da Calma Monga!. Endereço: Rua Professor Álvaro Lima, 47, Casa Amarela | Telefone: 81 3019-5207

25. Dar um pulinho em Olinda: a apenas 10 quilômetros do Recife Antigo, a bela cidade vizinha não tem nada a ver com o corre-corre da capital. Seu rico centro histórico, considerado patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, exige calma para ser explorado: é precisar encarar o sobe e desce das ladeiras para alcançar construções do período colonial, como o Convento de São Francisco (Endereço: Rua de São Francisco, 280, Carmo). No topo do município, o Alto da Sé proporciona uma vista de cair o queixo para o mar e o Recife, além de abrigar inúmeras barracas de artesanato e tapioca. Muitas casinhas coloridas que marcam a paisagem também sediam bons restaurantes, a exemplo do Oficina do Sabor (Endereço: Rua do Amparo, 335 | Telefone: 81 3429-3331). Leia mais em  10 motivos para amar Olinda (por menos de 50 reais).

 

+ ONDE FICAR

Best Western Manibu – Endereço: Avenida Conselheiro Aguiar, 919, Boa Viagem | Telefone: 81 3084-2811 | www.hotelmaniburecife.com

Marante Plaza – Endereço: Avenida Boa Viagem, 1070, Boa Viagem | Telefone: 81 3464-1070 | www.marante.com.br

Pousada Villa Boa Vista – Endereço: Rua Miguel Couto, 81, Boa Vista | Telefone: 81 3223-0666 | www.pousadavillaboavista.com.br

Transamérica Prestige – Endereço: Avenida Boa Viagem, 5426, Boa Viagem | Telefone: 81 3302-3333 | www.transamericagroup.com.br

Fonte: VEJA SÃO PAULO