Meio Ambiente

Radial Leste vai ganhar ciclovia de 12 quilômetros e 1564 árvores

Parceria foi firmada entre a prefeitura e o Metrô; investimento é de 9 milhões de reais

Por: Edison Veiga - Atualizado em

Uma nova e bela roupagem pode tomar conta da Radial Leste a partir de janeiro do ano que vem. A prefeitura e o Metrô firmaram convênio que prevê a instalação de uma ciclovia de 12 quilômetros entre as estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera, trecho em que os trens trafegam no nível da avenida. Ao longo do percurso serão plantadas 1564 árvores, uma a cada 7,5 metros, em média. Mais de 900 postes vão iluminar o caminho dos ciclistas. Trata-se de um investimento de 9 milhões de reais, que será bancado pela administração municipal. O Metrô cedeu o espaço e desenvolveu o projeto. "Incentivar o uso de bicicletas e arborizar toda a região representa uma mudança de mentalidade", acredita o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge.

A ciclovia (que se somará aos parcos 30 quilômetros existentes em São Paulo) vai interligar oito estações da Linha Vermelha. Uma delas, a Guilhermina-Esperança, conta com um bicicletário que comporta 100 magrelas. Apenas dezessete pessoas por dia têm utilizado o serviço gratuito. Até janeiro, outros dois devem ser construídos, nas estações Carrão e Corinthians-Itaquera. "O ideal seria termos trinta bicicletários na cidade", diz o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella. Não é de hoje, aliás, que o Metrô vem incentivando o uso de bicicletas. Desde fevereiro, é permitido transportá-las nos trens paulistanos aos sábados, domingos e feriados, em vagões determinados.

Durante uma reunião ocorrida no início do mês, os secretários Portella e Eduardo Jorge apresentaram o projeto aos subprefeitos de Aricanduva, Itaquera, Mooca e Penha, cujas áreas serão beneficiadas. A idéia é que o conceito paisagístico aplicado na ciclovia seja repetido em outros pontos da região. "Juntos, vamos pensar na melhor maneira de arborizar toda a Radial, inclusive os canteiros centrais", afirma Jorge. Uma boa notícia para a Zona Leste, que, assim, fica menos cinzenta.

Fonte: VEJA SÃO PAULO