Perfil

Rachel Sheherazade: "Não fujo de briga"

Jornalista passou a andar de carro blindado, recebeu dois convites para virar política e quer voltar a dar suas opiniões em um programa-solo 

Por: João Batista Jr. [com reportagem de Nataly Costa]

Raquel mostrando o muque
Raquel, agora silenciada: projeto de ter programa solo  (Foto: Mario Rodrigues)

Nas duas semanas em que tirou folga para descansar em sua cidade natal, João Pessoa, na Paraíba, Rachel Sheherazade, 40 anos, não conseguiu se desligar do trabalho. Calcula que passou metade do tempo concedendo entrevistas para negar rumores a respeito de sua demissão. Segundo os boatos, o canal de Silvio Santos teria cedido à pressão para tirar do ar a estrela do SBT Brasil, que vem provocando enormes discussões, sobretudo na internet, com declarações a respeito de temas como aborto (ela é radicalmente contra a legalização) e segurança pública (certa vez, afirmou ser compreensível a atitude de vingadores que prenderam num poste um bandido no Rio de Janeiro). Quase no fim das férias, a apresentadora recebeu uma ligação da secretária do presidente da emissora, Guilherme Stoliar. Ela a convocava para uma reunião na última segunda-feira (14), a mesma data prevista para Sheherazade retornar à bancada do programa que vai ao ar de segunda a sexta às 19h45. O encontro, ocorrido a portas fechadas no 4º andar da sede da empresa, às margens da Rodovia Anhanguera, durou aproximadamente uma hora e meia e resultou na decretação de uma espécie de lei do silêncio para a jornalista.

Além de Sheherazade e de Stoliar, estavam presentes na sala o vice-presidente do canal, José Roberto Maciel, o diretor de jornalismo, Marcelo Parada, e o diretor de produção, Leon Abravanel, que é também irmão de Silvio. Esses executivos a proibiram de continuar emitindo no ar as opiniões polêmicas que provocam amor e ódio nas redes sociais, com o objetivo declarado de preservar a imagem da funcionária. Na mesma ocasião, a apresentadora ouviu do presidente do canal a promessa de que vai comandar um programa-solo no segundo semestre. A atração, semanal e com uma linha editorial opinativa, seria uma ideia de Silvio Santos. Nos últimos tempos, o homem do Baú vem elogiando o desempenho de Marcelo Rezende, cujo programa Cidade Alerta, na Record, fica sempre acima da média de 10 pontos de audiência no horário. Dentro do SBT, Sheherazade é vista com potencial para se tornar um “Datena de saias”.

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Em entrevista a VEJA SÃO PAULO poucas horas antes de apresentar o telejornal, com um clima de tensão entre a equipe, a apresentadora mediu cada palavra ao falar e procurou fazer um balanço positivo dos últimos dias. “Às vezes, é preciso dar um passo para trás antes de dar um salto para a frente”, afirmou. “Sofro com as pressões, mas sou boa de briga e dura na queda. Além disso, a decisão de suprimir os comentários não é definitiva. Meu estilo de jornalismo é de posicionamentos firmes. Jamais poderia ficar em cima do muro. Essa sou eu e é por isso que fui contratada.”

Silvio Santos Rachel e Marido
No palco entre Silvio Santos e o marido, Rodrigo Porto: contrato com SBT vai até 2015 (Foto: Divulgação)

Um dos motivos do recuo do SBT envolve segurança, de Sheherazade e da empresa. Nos últimos tempos, a jornalista recebeu ameaças em posts da internet e torpedos de celular. Avisos do mesmo tipo começaram também a chegar a membros da equipe do telejornal. A apresentadora foi orientada a trocar de telefone, passou a ter um serviço de escolta do canal nos deslocamentos do trabalho para casa e mandou blindar seu carro e o do marido, o corretor de imóveis Rodrigo Porto. Em fevereiro, uma manifestação contra Sheherazade chegou a ser marcada para ocorrer na porta da emissora, que procurou autoridades como a Dersa para criar um plano de emergência. A mobilização popular, porém, acabou não acontecendo.

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Outra questão que incomoda são as pressões políticas. Deputados do PSOL e do PCdoB entraram no mesmo mês com representações no Ministério Público contra a âncora e a emissora para que ambas respondam civil e criminalmente por apologia ao crime. Isso ocorreu depois de Sheherazade dizer no ar que era compreensível a atitude dos vingadores no Rio de Janeiro. A gota d’água para limitar a liberdade da jornalista no SBT ocorreu quando chegou aos executivos do canal o vídeo de um discurso que ela fez durante as férias na Paraíba, ao receber a condecoração simbólica de diploma de honra ao mérito na Câmara dos Vereadores de João Pessoa. “A emissora em que trabalho tem garantido esse direito (de falar) a duras penas, sendo chantageada por partidos políticos, podendo perder uma concessão pública”, disse, na ocasião.

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Entrevista
(Foto: Reprodução)

Além de avaliarem que a funcionária estava falando demais, os diretores passaram a ter medo de perder patrocínios, principalmente do governo federal, e, em um ano eleitoral, de que partidos políticos usassem nas campanhas trechos do telejornal para criticar adversários. Em mais de uma ocasião, Silvio Santos teria repetido aos seus diretores que o SBT não está a serviço de nenhum partido. Funcionários da casa dizem que o patrão reconhece a ajuda do PT para encontrar uma saída para o Banco Panamericano. Em 2010, uma auditoria do Banco Central mostrou que a instituição do empresário tinha um rombo de 4,3 bilhões de reais. O banco acabou socorrido pelo Fundo Garantidor de Crédito e, depois, foi vendido ao BTG Pactual por 450 milhões de reais.

Rachel supergirl
Rachel: alvo dos internautas (Foto: Reprodução)

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Desde que foi contratada pelo SBT e se mudou de João Pessoa para São Paulo, em 2011, Sheherazade gozava de plena autonomia. Nem sequer precisava aprovar com a chefia o texto que iria ler no ar. Essa liberdade fez com que seus comentários polêmicos chamassem mais atenção do que o próprio programa, que registra uma média de 5 pontos de audiência. “Antes dela, quem se lembrava do SBT Brasil?”, pergunta Flávio Ricco, crítico de TV do portal UOL. Entre outras coisas, a jornalista defendeu o direito do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) de permanecer na Comissão de Direitos Humanos da Câmara (“gostem ou não, ele foi eleito democraticamente”) e criticou o presidente do Uruguai, José Mujica, por ter descriminalizado a maconha (“o país vai passar de repressor do tráfico a sócio de traficantes”). Suas opiniões ganharam eco nas redes sociais. A cada posição tomada, mais vídeos eram colocados no YouTube. A âncora do SBT gostou dessa exposição. “Fui criando várias contas no Facebook devido ao grande número de pedidos de amizade”, relata. Cada perfil comporta apenas 5 000 amigos, e Sheherazade, assim, está em sua sexta página. Há seis meses, contratou uma pessoa para gerenciar suas contas e bloquear aqueles que colocam comentários grosseiros. Segundo ela, no entanto, a maioria das manifestações é de fãs de seu trabalho, que a param na rua para lhe dar apoio. “Muitos falam para eu não me dobrar e pedem para tirar foto comigo”, afirma.

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Raquel na bancada
Na bancada do SBT Brasil: colegas de trabalho também foram ameaçados (Foto: Mario Rodrigues)

O efeito colateral do sucesso que mais a preocupa é a exposição da família. “De tanto ouvir coisas sem nexo, meu filho mais novo acabou chorando na frente do professor na escola. Ele estava com medo de a mãe ser presa”, diz Rodrigo Porto, que largou a profissão de corretor em João Pessoa para acompanhar a mudança da mulher para São Paulo. Porto se desfez de seu perfil no Instagram por receber ameaças e palavras grosseiras. Além de escolta e do carro blindado, Sheherazade faz caminhos diferentes toda vez que sai de casa. Sua vida, na verdade, é bastante reclusa. Tem poucos amigos. Evangélica, mantém sagrado o costume de frequentar a Igreja Batista aos domingos. “A título de curiosidade, eu era católico quando conheci a Rachel”, afirma Porto. O encontro se deu há doze anos em João Pessoa. Amigas dela fizeram as vezes de cupido, pois acharam que Porto — que tem 1,83 metro de altura, peito estufado pelo supino de academia e cabelo batido à galã de novela — faria o gosto de Sheherazade. Em uma semana de namoro, ele a pediu em casamento. Ela desconfiou de que se tratava de papo-furado, mas em seis meses cedeu e marcou o enlace.

raio-x
(Foto: Reprodução)

A apresentadora é uma das quatro filhas de um casal de funcionários públicos, dona Hosana e seu Dirson. Depois de se divorciarem, nos anos 80 (quando Sheherazade era adolescente), o pai se casou novamente e teve outros dois filhos. Hoje, mora em Maceió. Hosana permaneceu solteira. “Passei quatro anos da minha vida nos Estados Unidos”, conta. “Trabalhei como estoquista de supermercado e faxineira em mansões.” Nessa época, Sheherazade ficou no Brasil, morando com a avó materna. Hosana sente orgulho da situação atual da filha. “Ela está construindo uma casa aqui em João Pessoa e, quando vem aqui, o povo não lhe dá sossego.”

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Raquel se maquiando
No camaprim do SBT BRasil: salário de 90 000 reais (Foto: Mario Rodrigues)

Durante o curso de jornalismo na Faculdade Federal da Paraíba, Sheherazade trabalhou como professora de inglês até ser aprovada no concurso como técnica judiciária do Tribunal de Justiça, ocupando o cargo de escrevente na Vara da Família, com salário de 3 600 reais, em valores atualizados. Nesse período, fez um teste no escritório da Record de João Pessoa e foi aprovada como repórter. Nove meses depois, migrou para a afiliada da Rede Globo, onde ficou por dois anos, até ser convidada para ocupar a bancada do telejornal local do SBT. Começou ali a burilar seu estilo de comentários. Um vídeo seu com críticas ao Carnaval acabou no YouTube e foi visto por Silvio Santos em 2011, que a chamou para trabalhar na sede da emissora. Durante todos os anos em que atuou como jornalista na Paraíba, Sheherazade tinha dupla jornada: mantinha o emprego de meio período como escrevente e, depois, como assessora de imprensa do Tribunal de Justiça. Deixou o funcionalismo público após a mudança para São Paulo.

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Artilharia no ar
(Foto: Reprodução)

O contrato dela com a emissora do homem do Baú foi renovado no ano passado, quando seu salário mensal mais que duplicou: passou de 40 000 para 90 000 reais, além de ela ter o aluguel de sua casa pago pela empresa. Graças à popularidade de seu nome, o Partido Ecológico Nacional (PEN) a convidou para sair como vice-presidente da República. Também teria recebido proposta do Partido da República (PR) para disputar vaga como deputada federal. “Estou empenhada no jornalismo, por isso recusei”, diz. “Mas não descarto a possibilidade no futuro.” Na imprensa, um de seus principais ídolos é o cineasta e comentarista Arnaldo Jabor. “Ele tem posições contundentes e faz um trabalho com o qual me identifico”, explica. Sheherazade também respeita o apresentador José Luiz Datena, da Band. “Só não gosto muito do formato de seu programa atual”, comenta. A “Datena de saias” sonha em comandar uma atração jornalística que misture reportagens policiais com assuntos como educação e saúde. Naturalmente, tudo isso embalado por seus comentários. “Não vou me calar”, promete

 

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  • Cozinha variada

    Las Chicas

    Rua Oscar Freire, 1607, Pinheiros

    Tel: (11) 3063 0533 ou (11) 3063 4468

    VejaSP
    3 avaliações

    Não são mais duas as chicas que comandam a apertadinha e agradável casa. A chef Carla Pernambuco se desligou do negócio, agora nas mãos apenas de Carolina Brandão. Outra mudança: o bufê de almoço foi substituído por opções à la carte em sistema rotativo, entre elas o estrogonofe com batata palha. No self-service, há somente saladas que guarnecem as pedidas. O cardápio se altera no jantar e traz receitas fIxas como o polvo com páprica picante e batata rústica (R$ 57,00). Um balcão deixa à vista as sobremesas, caso do pavê de goiabada e queijo mascarpone no copinho (R$ 14,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Pizzarias

    Bráz - Pinheiros

    Rua Vupabuçu, 271, Pinheiros

    Tel: (11) 3037 7975

    VejaSP
    15 avaliações

    Além de ter lançado um menu de almoço somente às sextas por R$ 35,00, a rede Bráz apresenta uma cobertura sazonal a cada mudança de estação. Neste outono, a pedida é a poverello, inspirada em receita napolitana de espaguete. Sem molho de tomate, leva mussarela de búfala, cebola levemente caramelada, aliche e ovos de codorna. Custa R$ 48,00 a individual e R$ 78,00 a grande. Se a pizza é muito saborosa, o mesmo não se pode dizer do serviço cheio de salamaleques, mas descuidado. Pedi para levar os pedaços remanescentes três vezes e para três garçons. Nenhum deles colocou as sobras na caixa e saí com as mãos vazias. Ainda mais indigesto, o serviço de manobrista, a R$ 22,00, não tinha recibo na minha visita.

    Preços checados em 25 de maio de 2016.

    Saiba mais
  • Portugueses

    Chiado

    Avenida Jurucê, 776, Moema

    Tel: (11) 5041 5276

    VejaSP
    6 avaliações

    Irmão sem pompa do A bela Sintra, que tem como sócio nos dois endereços o restaurateur Carlos Bettencourt, apoia-se no binômio receitas clássicas lusas com preço razoável. O.k., você não vai pular o caprichado bolinho de bacalhau (R$ 26,00), mas experimente também a dourada alheira frita (R$ 32,00). Feito com a textura ideal, o bacalhau com natas (desfado com creme de leite; R$ 63,00) é muito bom. O polvo à lagareiro com batata ao murro e brócolis verdinho (R$ 86,00), embora rico em tempero, poderia ser servido menos cozido. É preciso um pouco mais de cuidado com o toucinho do céu (R$ 24,00) que vez ou outra pode vir assado demais e com a base da massa quase queimada.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Botecos

    Botiquinho

    Rua Capitão Otávio Machado, 447, Chácara Santo Antônio (Zona Sul)

    Tel: (11) 5183 0281

    VejaSP
    7 avaliações

    O alinhado endereço funciona numa tranquila esquina da Chácara Santo Antônio e atende sobretudo ao pessoal do bairro, mas há gente que vem de longe para provar os gostosos petiscos do proprietário Paulo Fraga Moreira, o Tico. Um deles é o bolinho de feijoada, com massa de feijão- preto recheada de couve (R$ 27,00), e outro é odi torino (R$ 30,00), espécie de bruschetta composta de duas fatias de ciabatta tostadas e cobertas por tomate, mussarela e pesto. Se a ideia é matar a sede, há cervejas Brahma Extra e Serramalte (R$ 12,00 cada uma).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Pizzarias

    Pizza na Mão

    Alameda Itu, 1212, Cerqueira César

    Tel: (11) 3421 9768

    VejaSP
    2 avaliações

    O propósito é servir os discos para ser saboreados usando apenas as mãos. Assadas em forno a lenha, as 55 versões têm massa mais firme. Uma boa sugestão, a razzo (R$ 79,20 a grande; R$ 55,45 a broto) traz, sobre uma camada de mussarela, rúcula picada, queijo cottage, pedaços de tomate seco e sementes de mostarda. A oferta etílica inclui chope Itaipava (R$ 9,60) e drinques, entre eles o mojito (R$ 22,50).

    Preços checados em 13 de abril de 2016.

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  • Cafés

    Octavio Café

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2996, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3074 0110

    VejaSP
    12 avaliações

    Depois de quase uma década, ganhou a primeira filial, um quiosque no Shopping Eldorado. Nesse endereço o cardápio é reduzido, sobretudo em relação aos métodos de extração de café. Das possibilidades disponíveis nos dois lugares, estão Hario (R$ 12,00) e prensa francesa (R$ 13,00). Só de expresso, o bom time de baristas treinado por Tabatha Creazo tira na matriz dez versões, entre as quais, o romano (com raspas de limão, R$ 7,50). Se essa variedade encanta, a displicência no atendimento pode irritar. A cozinha expede salgados e sanduíches sem muito esmero. É melhor investir em doces como o bolo de cenoura com calda de brigadeiro (R$ 9,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • A saga Jogos Vorazes ganha um filhote. Adaptação do primeiro livro da trilogia da americana Veronica Roth, de 25 anos, Divergente tem praticamente os mesmos ingredientes do concorrente: uma heroína, ambientação pós-apocalíptica e jovens divididos em grupos. Neste caso, os personagens se espalham por cinco facções: Abnegação, Erudição, Audácia, Amizade e Franqueza. Beatrice (papel da nova queridinha do cinema americano, Shailene Woodley) pertence à família da Abnegação, que pratica o bem e detém o poder político. Ao chegar aos 16 anos, ela faz um teste de aptidão e descobre: é uma “divergente” porque também possui características da Audácia e da Erudição. Seu destino seria a morte, mas ela esconde o resultado dos pais e muda de time. Ao entrar para a equipe da Audácia, vai precisar encarar muitos desafios. Os integrantes são fortes, velozes e responsáveis pela proteção dos cidadãos. Com árduo treinamento e um técnico durão (papel de Theo James), Tris (seu novo apelido) passa a entender melhor o mundo à sua volta. Sem a cafonice visual de Jogos Vorazes e bem mais didático, o longa-metragem fala a língua dos adolescentes, público que pretende atingir. Estreou em 17/4/2014.
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  • Felizes Juntos (1997), Amor à Flor da Pele (2000) e Um Beijo Roubado (2007) são alguns dos filmes do diretor chinês Wong Kar Wai. Belos trabalhos, sem dúvida. Em sua nova produção, merecidamente indicada ao Oscar de melhor fotografia e fgurino, o cineasta consegue se superar no visual. Tanto que a estética chega a atravancar a narrativa algumas vezes. Muito bem enquadrados, os planos traduzem a perfeição com que o realizador quer contar a trajetória do personagem verídico Yip Man, interpretado pelo ator-fetiche de Kar Wai, Tony Leung. Embora não seja mencionado, Yip Man foi mentor do astro do cinema Bruce Lee. O drama biográfico começa no fim da década de 30 e flagra o protagonista como um grande lutador de kung fu. Casado e com filhos, ele tem sua vida virada do avesso quando há a grande invasão dos japoneses na China, em 1938. Yip Man é obrigado a se mudar para Hong Kong e ainda deixar para trás um amor do passado, papel da atriz Zhang Ziyi. Estreou em 17/4/2014.
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  • Virou uma tradição do cinema americano satirizar suas próprias produções, vide o sucesso da série Todo Mundo em Pânico. O Brasil, até agora virgem na brincadeira, segue a linha gringa e com essa comédia pretende fazer troça de grandes sucessos de bilheteria, como 2 Filhos de Francisco, Chico Xavier e Se Eu Fosse Você (o maior acerto, aliás, se dá com este último). Quase todo enredo, contudo, está escorado no hit Tropa de Elite. Na trama, Jorge Capitão (Marcos Veras) é um mandachuva do Bope que comete um “deslize”. Durante a Copa do Mundo, ele resgata um craque argentino sequestrado e vira alvo de chacota no país. Por conta própria, Capitão vai à luta para recuperar o prestígio ao ficar sabendo que o papa Francisco será morto na final do campeonato. Se muitas piadas não surtem o mínimo efeito, o filme encontra seu modo de provocar risos em situações nonsense — seja colocando Alexandre Frota no papel de mãe do protagonista, seja na imprevisível (e hilariante) participação do grupo de pagode Molejo. Estreou em 17/4/2014.
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  • São inúmeras as produções que enfocam a trajetória de Jesus. Para ficar em dois bons exemplos, o épico O Rei dos Reis (1961), de Nicholas Ray, e A Última Tentação de Cristo (1988), de Martin Scorsese. O Filho de Deus segue a tradição dos filmes bíblicos (diferentemente de Noé, recente sucesso de bilheteria que não tem agradado à maioria dos cristãos). Sua origem televisiva fica evidenciada em qualidades e defeitos. O longa-metragem foi extraído da minissérie em dez capítulos A Bíblia, do canal pago History. Enfoca-se, então, desde a criação do mundo (rapidamente) até chegar ao nascimento de Jesus, interpretado pelo português Diogo Morgado. O maior conteúdo, porém, está na peregrinação do filho de Deus. Do milagre dos peixes no Mar da Galileia à entrada no Templo de Jerusalém, o roteiro acompanha os passos de Cristo com figurinos de gosto duvidoso e cenários de indisfarçável computação gráfica. Praticamente toda a sequência do calvário tem força e emoção, atingindo o ápice no momento da crucificação. Ao comentar essa cena numa entrevista com o protagonista, a apresentadora americana Oprah Winfrey chorou em seu programa. Não será só ela a derramar lágrimas. Estreou em 17/4/2014.
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  • Rara incursão no humor do diretor francês Bertrand Tavernier (de Por Volta da Meia-Noite), esta comédia foi extraída da própria experiência do roteirista Abel Lanzac ao trabalhar com o primeiro-ministro da França Dominique de Villepin (2005-2007). Na trama, o personagem de Lanzac é Arthur Vlaminck (Raphaël Personnaz), um jovem diplomata de esquerda que passa a ter uma grande responsabilidade: redigir os discursos do ministro das Relações Exteriores (Thierry Lhermitte). O novo emprego, porém, vai mostrar ao protagonista como funcionam os bastidores da política francesa. De mão em mão, Vlaminck depara com burocratas sem nada a fazer e interferências de assessores em sua redação final. O ritmo ágil dos diálogos não deixa a narrativa em estado cômodo. Mas o roteiro concentra-se basicamente numa única situação, que se torna repetitiva ao ser esticada. Estreou em 17/4/2014.
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  • Em 1948, Salvatore (o ótimo Luigi Lo Cascio) sai da Calábria, na Itália, para trabalhar nas minas de carvão da Bélgica. Não demora para a mulher e o casal de filhos se juntarem a ele. Quem mais estranha o lugar e sofre preconceitos por sua nacionalidade é o menino Rocco Granata (Cristiaan Campagna). Esse garoto tem talento artístico e quer ganhar dinheiro com música. O pai mostra-se radicalmente contra. De onde vem o título Marina? Não, não se trata da mocinha por quem Rocco se apaixona na juventude (quando passa a ser interpretado por Matteo Simoni). Trata-se da faixa que o tornou conhecido no fim da década de 50. Inspirado na trajetória do cantor famoso na Bélgica, hoje com 75 anos, o drama biográfico possui um registro recheado de curiosidades, além de focar o intenso conflito entre Rocco e Salvatore. Estreou em 17/4/2014.
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  • Em mais um ciclo do projeto Brasil Tela para Todos — Perspectivas Contemporâneas, o Centro Cultural Banco do Brasil leva humor à plateia no domingo (27/4/2013). A pequena mostra Alô, Alô, Comédia reprisa três longas-metragens. Às 16h30, há a melhor pedida, Saneamento Básico, estrelado por um quarteto em sintonia. Na fita gaúcha dirigida por Jorge Furtado, os atores Fernanda Torres, Wagner Moura, Bruno Garcia e Camila Pitanga são amigos numa cidade do interior. Eles conseguem uma verba pública para fazer um filme, quando surge o primeiro problema: nenhum deles tem o menor talento para a carreira artística. Completam o programa Tapete Vermelho, com Matheus Nachtergaele, às 14h, e Elvis & Madona, às 18h30.
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  • Filmes de arte em cartaz no Cinemark

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  • Capitão América 2 está na lista
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  • Quem aprecia a obra de Wolfgang Amadeus Mozart, a montagem da Royal Opera House, de Londres, Don Giovanni ganha exibição no sábado (26/4/2014), às 11h, nos complexos da rede Cinemark dos shoppings Eldorado, Cidade Jardim, Villa-Lobos, Pátio Higienópolis, Pátio Paulista, Metrô Santa Cruz, Mooca Plaza, Metrô Tucuruvi e Market Place. O espetáculo, estrelado pela soprano Véronique Gens e pelo barítono Mariusz Kwiecien, será reprisado no domingo (27/4/2014), no mesmo horário, no Mooca Plaza, Metrô Tucuruvi e Villa-Lobos — nos demais cinemas, a sessão ocorre às 15h. Preço do ingresso: R$ 60,00 e R$ 70,00 (Cidade Jardim). Acontece também nos dias 28 e 29/4/2014.
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  • A partir desta sexta (18/4/2014), um dos principais cineastas da atualidade ganha homenagem na Cinemateca. A Retrospectiva Karim Aïnouz se estende até 4 de maio e traz nove produções do diretor cearense, entre curtas e longas-metragens. Aïnouz começou a carreira no início dos anos 90 e já foi premiado em festivais, como os de Havana e Chicago. Seu próximo filme é Praia do Futuro, cuja estreia está prevista para 15 de maio. Uma das principais atrações do ciclo tem exibição no dia da abertura, às 20 horas, e no sábado (26/4), às 17 horas. Na pele do protagonista-título, Lázaro Ramos esbanja talento em Madame Satã (2002). Na trama, ambientada na década de 30, o ator interpreta João Francisco dos Santos, um artista pobre, negro e homossexual que vira o lendário personagem da boemia carioca depois de deixar a cadeia.
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  • Poucas coisas na vida são tão inesquecíveis quanto as férias na infância. Atriz de Antes da Meia-Noite, a francesa Julie Delpy não poderia ser mais certeira no registro de suas memórias como na comédia O Verão do Skylab, o quarto longa-metragem que ela dirige. A pré-adolescente Albertine (Lou Alvarez) é a Julie do passado que, acompanhada dos pais (papel da própria cineasta e de Eric Elmosnino), vai até Saint-Malo para passar o verão de 1979. Nessa cidade litorânea da Bretanha, a jovem reencontra avó, primos, tios e tias. Trata-se, enfim, de um grande grupo, cheio de papos, qualidades e defeitos. A atenta observação da menina aos problemas familiares vai moldar sua personalidade — não à toa, a história abre com Albertine já adulta (na pele de Karin Viard) com um afiado senso de justiça. O Skylab do título refere-se à estação espacial americana cujos destroços caíram na Terra justamente naquela época e viraram motivo de pânico para Albertine. Meio ingênua, meio neurótica, a garota protagoniza tiradas imprevisíveis e momentos ternos. Estreou em 30/8/2013.
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  • Um tema incomum no mundo das exposições guiou o curador francês Matthieu Poirier em Spectres: a fantasmagoria. Pequena, a mostra merece atenção pelo visual potente, capaz de mexer com a imaginação. As vinte obras usam recursos da ilusão de ótica ou trabalham os efeitos da luz para provocar uma sensação sobrenatural. No 1º andar, criam o clima uma videoinstalação de formas geométricas numa sala escura e a escultura Blue, Red and Yellow, Scale Model N.2, da belga Ann Veronica Janssens, uma caixa com painéis luminosos que solta fumaça. Subindo as escadas podem ser encontrados os itens mais interessantes. As lâmpadas fluorescentes características da produção do americano Dan Flavin inundam as paredes de vermelho. De seu conterrâneo Larry Bell, há uma peça composta apenas de um triângulo de vidro e um feixe de luz. Juntos, eles funcionam como um prisma que reflete as cores do arco-íris em um dos cantos da sala. O resultado só é visível na escuridão. Revelam-se semelhantes os quadros-holograma do californiano James Turell, com projeções de feixes vermelhos e verdes. Eles somem ou saltam para o centro do espaço de acordo com o ângulo de visão do visitante. Sobressai ainda um trabalho de um dos pioneiros da arte cinética, o argentino Julio Le Parc — uma lâmpada incandescente que oscila sozinha. Até 6/7/2014.
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  • Inspirada em respostas dadas a uma pesquisa do IBGE em 1976, Adriana Varejão, de 49 anos, desenvolveu uma coleção de tintas de diferentes cores de pele. Os tubos com os pigmentos são uma obra em si e o design deles teve a colaboração do joalheiro Antonio Bernardo. Há ainda na mostra a série Polvo, formada por 33 retratos de Adriana feitos por pintores chineses a partir de fotografias. Eles receberam intervenções dos tons exclusivos. Exibidas numa gigantesca parede, a instigante sequência de peças faz pensar sobre raça e identidade. Preços não fornecidos. Até 17/5/2014.
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  • Em um jogo de realidade e ficção, o diretor e dramaturgo Gerald Thomas criou espetáculos para gente com quem ele desejava trabalhar. As Fernandas, Montenegro e Torres, ganharam The Flash and Crash Days, Marco Nanini, Um Circo de Rins e Fígados, e até a apresentadora Marília Gabriela estrelou Esperando Beckett. Chegou a vez de Ney Latorraca na comédia Entredentes, numa reedição da parceria entre os dois em Don Juan (1995) e Quartett (1996). A inspiração veio da grave infecção que deixou o ator quase dois meses em coma no fim de 2012 — o tema da retomada da vida surge em cena sutilmente. Em uma associação ao clássico Esperando Godot, de Samuel Beckett, Latorraca e Edi Botelho vivem um judeu e um islâmico que se encontram em Jerusalém na expectativa de algo. Estariam eles aguardando a morte? O fapo de dramaturgia se esvai, e a montagem vira uma enorme e desconexa brincadeira, na qual o homenageado brilha. Como se estivesse em uma stand-up comedy, Latorraca canta e evoca Chico Xavier e Luigi Pirandello. Controlada a estranheza, diverte parte da plateia. Pouco sobra para Botelho e para a portuguesa Maria de Lima, que só chama atenção em aparições pontuais, como no momento no qual ela dança ao som de Cocaine, de Eric Clapton. Thomas perdeu a mão ao abrir demais o leque de referências. Sorte que Latorraca segura firme o interesse, nem que seja pela curiosidade do espectador em ver um grande intérprete em meio ao nonsense das próximas cenas. Estreou em 11/4/2014. Até 11/5/2014.
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  • Três perguntas para Zezé Polessa

    Atualizado em: 17.Abr.2014

    A atriz carioca divide o palco com o ex-marido, o ator Daniel Dantas, no drama Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, que estreia na sexta (25) no Teatro Raul Cortez
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  • De terça (22/4/2014) a domingo (27/4/2014), quinze montagens produzidas em Portugal, Brasil, Espanha, Argentina, Bolívia, Paraguai e México ocupam o Memorial da América Latina. No dia da abertura, às 20h, o VII Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo, o Festibero, recebe a comédia dramática Azul Resplendor, que traz Eva Wilma na pele de uma atriz aposentada. Atração inédita, a comédia Decamerón (80min, 14 anos), adaptada e dirigida pelo espanhol Cándido Pazó, pode ser conferida na sexta (25/4), às 19h, na lona armada na área externa do Memorial. No mesmo espaço, o destaque do domingo (27/4), às 18h, é o monólogo dramático mexicano A Vivir (80min, 12 anos). Protagonizada e dirigida por Odin Dupeyron, a peça mostra um homem que tenta transformar sua vida. As apresentações têm entrada grátis.
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  • Única peça escrita pela mineira Isabel Câmara (1940-2006), As Moças, agora rebatizada de As Moças, o Último Beijo, apresenta um retrato comportamental e sexual de uma época. Sob a direção de André Garolli, o drama traz o relacionamento de duas mulheres de gerações diferentes que dividem um apartamento entre o fim da década de 60 e o início da de 70. Beirando os 40 anos, a jornalista Tereza (interpretação vigorosa de Angela Figueiredo) destila um permanente desencanto sobre a jovem e sensual atriz Ana (Fernanda Cunha, em evolução progressiva). No tenso embate, uma tenta desestabilizar a outra em uma trama de força crescente e sensivelmente conduzida por Garolli. Estreou em 2/4/2014. Até 22/2/2015.
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  • Não tem jeito. Todo artista (ou quase todo) tem um ídolo máximo, aquela referência que traz parte da inspiração para compor, cantar ou tocar. Dessa admiração quase sagrada surgiu a ideia do projeto Banco do Brasil Covers, que ocupa o Espaço das Américas em três noites. Para abrir o festival, na quarta (23/4), o quinteto formado por Dado Villa-Lobos, João Barone, Leoni, Toni Platão e Liminha homenageia os Beatles. Eles serão lembrados em faixas como All My Loving, Strawberry Fields Forever e Lucy in the Sky with Diamonds. Sandra de Sá, Paulo Miklos, Marjorie Estiano e André Frateschi se juntam a eles para engrossar o tributo. Na quinta (24/4), o maranhense Zeca Baleiro saúda o paraibano Zé Ramalho acompanhado de quatro instrumentistas. Ele toca versões de Avohai, Garoto de Aluguel e Repente Cruel. À frente de quatro músicos, Maria Gadú sobe ao palco na sexta (25/4) e mostra seu fascínio por Cazuza. A moça interpreta vinte canções do astro, entre elas Ideologia, Faz Parte do Meu Show e Nosso Amor a Gente Inventa. Dias 23, 24 e 25/4/2014.
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  • Movimentar multidões — sem recorrer a “modernidades” como campanhas digitais de divulgação — é coisa para rei. À moda antiga, Roberto Carlos conquistou o cachê mais alto entre os cantores brasileiros, cerca de 1 milhão de reais. Seus fãs lotam um estádio, literalmente, para vê-lo. Em 2015, em seu aniversário de 74 anos, ele subiu ao palco do Allianz Parque, por onde já passaram artistas internacionais do porte de Paul McCartney e David Gilmour. Neste ano, a casa de shows escolhida para a maratona de dez apresentações é o Espaço das Américas. Como as suas aparições não são nada frequentes, os ingressos para todas as noites estão bem concorridos. Além de Este Cara Sou Eu, sua última inédita, Detalhes, De Tanto Amor, Outra Vez, Eu Te Amo, Como É Grande o Meu Amor por Você e algumas músicas da Jovem Guarda estão garantidas no repertório. De 24/6 a 30/7/2016. ATENÇÃO: Devido ao sucesso do espetáculo, mais duas datas foram abertas para esta turnê (dias 29 e 30 de julho). Os shows marcados para os dias 1º, 2 e 3 de julho foram adiados para os dias 18, 19 e 20 de agosto.
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  • A Invasão Americana

    Atualizado em: 17.Abr.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO