Comportamento

Quem agregou valor e quem desagregou em 2013

Por: Ricky Hiraoka, Júlia Gouveia e João Batista Jr. - Atualizado em

chiquinho scarpa
(Foto: Reprodução / Instagram)

QUEM AGREGOU...

Rei do camarote: o empresário Alexander de Almeida apareceu na capa e em vídeo de VEJA SÃO PAULO narrando seus gastos com baladas (até 50 000 reais pornoite). Acabou virando o meme do ano. Manteve distância da mídia, mas segue festeiro. Comprou passagem parao réveillon em Las Vegas.

Capa balada - O maior esbanjador - Alexander de Almeida
(Foto: Mario Rodrigues)

› Exemplo de superação: o ator Ariel Goldenberg, do filme Colegas, que tem síndrome de Down, mobilizou a internet em campanha para conhecer o ídolo Sean Penn. Conseguiu. Missão para 2014: “Estou escrevendo um longa sobre Adoniran Barbosa”.

Ariel e Sean Penn: ator de Colegas realizou seu sonho
(Foto: Arquivo Pessoal)

› Novo novelista: o paulistano Vincent Villari brilhou em Sangue Bom, novela da Globo na qual estreou como autor titular em parceria com a experiente Maria Adelaide Amaral. Com uma trama irreverente, diálogos ágeis e muitas referências pop, o folhetim passado em São Paulo foi sucesso de crítica e teve fãs fiéis.

O Bentley de Chiquinho Scarpa: o playboy anunciou que enterraria seu carrão. Era tudo pegadinha, em uma ação em prol da doação de órgãos. “Agora, estou importando um Bentley novo, que deve chegar em fevereiro”, diz.

chiquinho scarpa
(Foto: Reprodução / Instagram)

› Odair José: de cantor brega, tornou-se referência cult. Em outubro, o lançamento da coletânea Quatro Tons de Odair José, com quatro discos que chegaram às lojas durante a década de 70, deixou o artista em evidência novamente, agora com o aval dos críticos.

› Arthur Zanetti, com a bola cheia: depois de levar o ouro nas argolas na Olimpíada de 2012, o ginasta conquistou o primeiro lugar no Mundial de outubro, na Bélgica, dobradinha de feitos inédita para um brasileiro. “Ganhei todas as competições de que participei em 2013”, orgulha-se. “Espero manter esse ritmo no próximo ano.”

Arthur Zanetti Academia Esporte 2283
(Foto: FLÁVIO FLORIDO/UOL/FOLHAPRESS)

+ RETROSPECTIVA 2013

...E QUEM DESAGREGOU

› Reis da propina: nenhuma “bebida que pisca” trará graça à ostentação com o dinheiro alheio. Carrões e outros luxos estavam nas cenas de esbanjamento explícito divulgadas nas redes sociais por funcionários da prefeitura acusados pela Controladoria-Geral do Município de cobrar propina de empresas.

Porsche apreendido
(Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo)

› Exemplo de controvérsia: criada para incentivar a cultura, a Lei Rouanet acabou no centro de algumas polêmicas. Em maio, o governo federal autorizou a balada chique Club A a captar 5,7 milhões de reais para fazer um “painel artístico”. Em agosto, o estilista Pedro Lourenço recebeu o aval para bancar, com 2,8 milhões de reais de renúncia fiscal, desfiles em Paris. Para lá de polêmicas, as duas tentativas goraram.

Chato veterano: após oito anos afastado da TV aberta, João Kléber voltou com três programas na Rede TV!. Ele continua explorando as mazelas do ser humano, como a de uma mulher que se prostituía para comprar sanduíche. Sobre as críticas, comenta: “O Chacrinha me aconselhou a não ter medo de fazer TV para o povo”.

› O acelerador de Rubinho Barrichello: o piloto havia trocado a rabeira da F1 para tentar brilhar na Indy. Depois, entrou na Stock Car. Mas pular de galho em galho no automobilismo não adiantou muita coisa. Na equipe Full Time Sports, terminou o ano em oitavo lugar no campeonato.

› A casa de Benito di Paula: o cantor queria receber 2 milhões pelo imóvel do Morumbi, desapropriado para obras do metrô, mas só conseguiu 1,1 milhão. Parte do valor foi depositada. Quando o restante cair na conta, ele deverá deixar a propriedade.

Benito di Paula - Terraço Paulistano ed. 2331
(Foto: Lucas Lima)

› Futebol de bola murcha: Corinthians e São Paulo chegaram a rondar a zona de degola para a segundona no Brasileirão. O principal reforço do Timão, o atacante Alexandre Pato, contratado por 40 milhões de reais, atrasou um pênalti para as mãos do gremista Dida na semifinal da Copa do Brasil. No tricolor, o veterano Rogério Ceni se fartou de frangos. A Portuguesa acabou o ano rebaixada após trapalhada burocrática no registro de um jogador. Mas o pior foram as tragédias fora do campo: nas obras do Arena Palestra, que teve um operário morto em abril, e do Itaquerão, com duas vítimas em novembro.

Fonte: VEJA SÃO PAULO