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Que tal um “Cochilo” na Rua Augusta?

Loja oferece soneca em cabines com isolamento acústico e fones de ouvido

Por: Pedro Katchborian - Atualizado em

Cochilo na Rua Augusta
Além da balada: Rua Augusta agora tem serviço de soneca (Foto: Pedro Katchborian)

Mesmo espreitando pela janela, os curiosos que passam pelo número 1.600 da Rua Augusta não conseguem ver o que se passa dentro da loja 14 do Shopping Porto Paulista. Ali não se vendem roupas, objetos eletrônicos ou comida. A “mercadoria” são preciosos minutos de sono. De 15 a 60 minutos, o paulistano pode deixar de lado o stress e relaxar. É o que promete o espaço “Cochilo”, aberto desde o último dia 10 em uma das ruas mais agitadas da cidade.

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E ela não está na Augusta por acaso. “Buscamos a rua pela variedade de escritórios na região”, diz Marcelo Von Ancken, 48 anos, dono do estabelecimento em conjunto com a filha Camila, 23. Ambos tinham o negócio em mente há pelo menos dois anos. “Eu estava muito cansado dentro de um shopping e comecei a procurar lugares para deitar. Mas não podia dormir nos bancos e muito menos no estacionamento. Foi aí que vi uma necessidade”. Primeiro serviço no Brasil feito exclusivamente para tirar uma soneca, o público-alvo já está definido: executivos, gerentes de banco e funcionários. Além, é claro, dos baladeiros que vão trabalhar direto das festas e querem fechar os olhos durante um tempinho.

Cochilo na Rua Augusta
Para relaxar: sons da natureza e música clássica nos fones de ouvido (Foto: Pedro Katchborian)

A loja quer fazer com que o brasileiro crie essa cultura do cochilo. “Antigamente quem cochilava era vagabundo, hoje é uma reposição de energia”, diz Marcelo. O novo espaço é um piloto. A ideia é, de acordo com a resposta do público, aumentar e criar outras filiais em São Paulo e no país. Para divulgar o negócio, serão realizados convênios com empresas e promoções em restaurantes.

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No espaço, há quatro cabines individuais em um estreito corredor que, não por mera coincidência, lembra um avião. “A ideia era reproduzir a primeira classe”. Ao deitar na confortável cama em formato de S, uma luz negra com regulador de intensidade e um fone de ouvido ficam à disposição. Para ouvir, as opções são música clássica e sons da natureza. Ventiladores fazem com que o clima dentro da cabine fique agradável, e o isolamento acústico elimina a maior parte dos sons vindos de fora. Tudo na maior privacidade.

Cochilo na Rua Augusta
Primeira classe: corredor lembra o setor mais chique de um avião (Foto: Pedro Katchborian)

São quatro tipos de pacotes: 15 minutos (R$ 15,00), 30 minutos (R$ 20,00), 45 minutos (R$ 25,00) e uma hora (R$ 30,00). Recomenda-se o de 30 minutos, para a pessoa não entrar em sono profundo. Mas não se preocupe em perder a hora. Quando faltam cinco minutos para o tempo se esgotar, a cama vibra uma vez e uma luz pisca. Quando ele realmente acaba, a luz se acende e a cama vibra mais vezes. É hora de acordar.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO