Após fechar as portas

Que fim levaram cinco estabelecimentos badalados na cidade

Algumas atrações, como o Parque da Mônica e o Cine Belas Artes devem retornar em 2012

Por: Anna Carolina Oliveira - Atualizado em

Cine Belas Artes passa por problemas financeiros  Foto 2
Sem destino certo: Cine Belas Artes continua sua busca por um novo local (Foto: Divulgação)

Eles eram sucesso de público, mas tiveram suas atividades encerradas e deixaram saudades. Os motivos foram vários. VEJA SÃO PAULO foi atrás dos donos de cinco lugares que não existem mais para descobrir se há planos de volta. Confira abaixo:

1. Astronete

Lacrado pela Subprefeitura da Sé desde março deste ano, o clube instalado na Rua Matias Aires quer voltar a receber os moderninhos da cidade. “Planejamos reabrir até o final do ano, mas não há data certa”, informa Noemi Santana, uma das proprietárias da casa. De acordo com a administradora, os responsáveis pelo Astronete ainda aguardam toda a documentação ser regularizada. “Estamos fazendo o trâmite legal para, no caso de algum vizinho reclamar novamente, a prefeitura não usar isso como desculpa para fechar a casa”, diz Noemi. Na época em que o Astronete foi interditado, a explicação dada pela subprefeitura foi a falta de alvará de funcionamento e os registros de reclamações de uma vizinha por conta do som do clube.

2. CB Bar

Os dias de um dos principais redutos de rock paulistano, no número 871 da Rua Brigadeiro Galvão, acabaram de vez em janeiro deste ano. O administrador de empresas Osvaldo Fernandes, 38 anos, alugou o imóvel e tem um novo projeto em mente para o endereço. “Quero fazer um bar no estilo australiano”, revela. A Casa Australiana deve ser inaugurada até o final do ano com uma decoração rústica, com muita madeira. “A trilha sonora vai incluir ritmos pop. Vamos também aproveitar a estrutura do palco para apresentar música ao vivo.”

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3. Cine Belas Artes

Após a polêmica sobre o destino do complexo de cinemas, obrigado a deixar o imóvel na esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista, o propietário, André Sturm, afirma que o projeto não vai morrer. “Independentemente da decisão sobre o tombamento do local, vamos reabrir o Belas Artes, mesmo que seja em outro endereço.” Já há pesquisa de possíveis espaços. “Pretendemos continuar ali por perto ou mudar para o eixo Pinheiros, Jardins e Higienópolis”, afirma Sturm, que espera reinaugurar as salas até, no máximo, o primeiro semestre de 2012.

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4. Cinema Gemini

Desde que foi decretado o fim do Gemini, em setembro de 2010, o dono do cinema não se pronunciou. De acordo com a administração do Condomínio Sir Winston Churchill — onde as salas de projeção estavam instaladas —, o proprietário desapareceu. Hoje, o espaço já tem novos donos. “O local foi arrematado em leilão e os proprietários planejam manter uma das salas como cinema”, informa Edson Peixoto, responsável pela administradora do prédio. Segundo Peixoto, os planos seriam transformar a outra sala em uma casa de teatro. “Mas isso ainda não foi definido, porque, obrigatoriamente, as duas salas teriam que funcionar como cinema.”

5. Parque da Mônica

Quando foi anunciado o fim do Parque da Mônica em fevereiro do ano passado, as reclamações foram muitas. Mauricio de Sousa diz que, por isso, considerou mais do que justo compensar a criançada com a inauguração, não de um, mas de dois parques. “Em 2012 vamos abrir novamente o da Mônica e lançar um novo, o do Cebolinha”, anuncia o cartunista.

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A atração, antes instalada no Shopping Eldorado, agora vai ficar na região do Santo Amaro, dentro de um novo shopping do Grupo Savoy. “A planta já está pronta e a área, delimitada. Teremos um espaço grande para o estacionamento, o que era um problema no outro shopping”, conta Mauricio.

Fonte: VEJA SÃO PAULO