Teatro

Quatro peças para curtir durante a semana

Espetáculos em cartaz de segunda a quinta-feira

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

Rosa - teatro
A atriz Debora Olivieri mescla realidade e ficção no monólogo 'Rosa' (Foto: Divulgação)

Antes de ir para casa após o trabalho, programe-se para ver uma das peças em cartaz na cidade:

+ Todos os espetáculos em cartaz na capital

 

  • O ator e diretor João Paulo Lorenzon reflete sobre a construção e a destruição das relações amorosas no drama criado em parceria com Arieta Corrêa. Ao lado da atriz Juliana Garcia, ele apresenta a fusão de um casal. Estreou em 9/9/2013. Até 13/5/2014.
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  • Alguns espetáculos, especialmente solos, são veículos certeiros para o brilho de um bom ator. Sob a direção de Ana Paz, o monólogo dramático escrito pelo americano Martin Sherman é um exemplo. Na pele de uma senhora de 79 anos que enfrenta um período de luto judaico, o shivah, Debora Olivieri presenteia o espectador com um impressionante desempenho. Capaz de aliar técnica e emoção, a atriz paulistana de 55 anos dispensa a maquiagem e surpreende ao investir na modulação da voz, nos gestos trêmulos e na postura para driblar a diferença de idade. Rosa é uma senhora judia que, sentada em uma cadeira no palco vazio, conta sua trajetória de vida. Relembra a infância sofrida em uma aldeia ucraniana, comenta a passagem pelo Gueto de Varsóvia, a perda de uma filha e a reconstrução da vida nos Estados Unidos até os dias atuais. Com todas as fichas depositadas no trabalho de Debora, a direção de Ana Paz, no entanto, mostra-se contida e quase invisível. Essa economia de recursos aliada ao imenso texto, algumas vezes, dá um peso excessivo à montagem. Boa parte da plateia, porém, não disfarça a emoção com a história de superação de Rosa e garante a Debora um momento memorável como intérprete, tão segura e sincera, que impede a sobreposição do depoimento ao teatro. Estreou em 7/10/2013. Até 10/12/2013. Coincidência: quando leu o texto pela primeira vez, a atriz Debora Olivieri ficou surpresa ao notar que a personagem nasceu na mesma aldeia que sua avó e sua bisavó. + Leia entrevista com a atriz Debora Olivieri no blog do Dirceu
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  • O diretor Marcelo Marcus Fonseca abre as portas da sede de sua companhia, o Teatro do Incêndio. Para marcar a estreia da sala para 120 espectadores, na Rua da Consolação, foi escolhido o bem-sucedido drama São Paulo Surrealista. As contradições da metrópole servem de tema para o musical, lançado em 2012 na casa noturna Madame, na Bela Vista. Escrita e dirigida por Fonseca, a peça promove uma reflexão social sob um disfarce surreal. Os vanguardistas Mário de Andrade (o ator Gustavo Oliveira) e Patrícia Galvão (Gabriela Morato) convidam dois franceses, o dramaturgo Antonin Artaud (Luiz Castro) e o escritor André Breton (vivido pelo diretor), para um passeio por São Paulo. A desigualdade de classes, a homofobia, a religiosidade e o conservadorismo dos dias atuais dão o tom das cenas e chocam os turistas, acostumados à liberalidade europeia de quase um século atrás. Amparados por dois músicos, 25 atores cantam temas entre a sátira e a poesia. Estreou em 2/3/2012. Até 2/11/2014.
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  • Com direção de Yara de Novaes, a comédia dramática é uma adaptação de Paulo Santoro para conto do húngaro Móricz Zsigmond. Esse terno retrato familiar é centrado em um homem (interpretado por Fernando Alves Pinto), que relembra a relação com os pais (os atores Eloisa Elena e Plínio Soares) na infância. Estreou em 18/10/2008. Até 31/10/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO