Cinema

Quatro filmes premiados em festivais pelo mundo

Entre as opções de longas, Azul É a Cor Mais Quente, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, e Tatuagem

Por: Miguel Barbieri

Tatuagem
Tatuagem, o drama de estreia na ficção do roteirista Hilton Lacerda, recebeu três troféus em Gramado. (Foto: Divulgação)

Longas premiados costumam ser uma boa indicação para assistir a ótimos filmes. Abaixo, você encontrará quatro longas que receberam prêmios em importantes Festivais ao redor do mundo. Confira:

Tatuagem

O drama de estreia na ficção do roteirista Hilton Lacerda recebeu três troféus em Gramado (melhor flme, trilha sonora e ator, para Irandhir Santos), além de faturar outros quatro no Festival do Rio. Continua em cartaz no Reserva Cultural 4 e Frei Caneca 5.

Um Toque de Pecado
Tomado pelos contrastes econômicos e pela violência, Um Toque de Pecado convenceu o júri do Festival de Cannes de 2013. (Foto: Divulgação)

Um Toque de Pecado

Tomado pelos contrastes econômicos e pela violência, esse registro da China atual convenceu o júri do Festival de Cannes de 2013, que recompensou o roteiro do diretor Jia Zhang-ke. A fita ocupa o Bourbon 10e o Espaço Itaú 5.

La Jaula de Oro
O drama La Jaula de Ouro ganhou o prêmio da crítica na Mostra Internacional de São Paulo.  (Foto: Divulgação)

La Jaula de Oro

Na competição Un Certain Regard, do Festivalde Cannes, o drama foi contemplado com um troféu para os intérpretes. Ganhou também uma menção honrosa do júri e o prêmio da crítica na Mostra Internacional de São Paulo. Em cartaz apenas do Frei Caneca 6 e Espaço Itaú 4. 

Azul É a Cor Mais Quente
As atrizes Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux em Azul É a Cor Mais Quente: ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes. (Foto: Divulgação)

Azul É a Cor Mais Quente

As atrizes Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux dividiram com o diretor Abdellatif Kechiche a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em maio. Espaço Itaú 2, Frei Caneca7, Kinoplex Itaim 1 e Reserva Cultural 1 o exibem.

  • Do Festival de Gramado, Tatuagem saiu com os prêmios de melhor filme (do júri e da crítica), trilha sonora e ator (Irandhir Santos). Além disso, foi laureado com seis troféus no Festival do Rio. Tantos elogios criaram uma grande expectativa. Em seu primeiro longa-metragem sozinho na direção, o roteirista Hilton Lacerda (Amarelo Manga, Febre do Rato) acerta na realização, mas afrouxa na narrativa de altos e baixos. O romance entre os protagonistas, infelizmente, dá espaço para apresentações teatrais nas quais a transgressão se faz presente. Excessivos, esses números musicais chegam a cansar. O registro, contudo, traduz bem a época ambientada. No Recife de 1978, o cabaré Chão de Estrelas, liderado por Clécio (Irandhir), recebe os frequentadores com esquetes que anarquizam a ditadura e explicitam o deboche na nudez dos artistas. Pai de um garoto, o trintão Clécio gosta de companhias masculinas na cama e, na primeira oportunidade, seduz Fininha (Jesuíta Barbosa), um soldado de 18 anos. O caso de amor segue em fortes cenas de sexo, embora sem maior liga entre os atores. Estreou em 15/11/2013.
    Saiba mais
  • O roteiro de Um Toque de Pecado foi premiado no Festival de Cannes neste ano. E não à toa. Chinês de 43 anos, Jia Zhang-ke volta a tocar num assunto recorrente em seus filmes anteriores: as transformações pelas quais passou seu país nos últimos tempos. Para isso, o cineasta divide seu longa-metragem em quatro histórias, todas com alguma forma de violência como reflexo da realidade. A primeira capta a explosão de revolta de um operário de uma mina de carvão que, sentindo-se lesado pelo patrão, vira um serial killer. Na segunda, um ladrão também abusa da artilharia para roubar. A terceira trama traz um casal de amantes cuja mulher é chamada de prostituta por trabalhar como recepcionista de um bordel. O desfecho se dá com a trajetória de um rapaz contratado para um serviço ilícito. São momentos de personagens em crise em uma nação tomada de assalto pelo capitalismo. Estreou em 13/12/2013.
    Saiba mais
  • Juan (Brandon López) e Samuel (Carlos Chajon) são amigos e moram na Guatemala. Cansados da miséria, decidem botar o pé na estrada numa perigosa rota até os Estados Unidos. Acompanha-os a garota Sara (Karen Martínez), que se disfarça de menino para parecer mais forte. No caminho, o trio é perseguido por Chauk (Rodolfo Domínguez), descendente de índios e, por isso, rechaçado pelo trio. A jornada será coberta de desventuras. Em seu primeiro longa-metragem, o diretor espanhol Diego Quemada-Díez faz uso de um desconcertante realismo social para enfocar a trajetória sem destino de adolescentes marginalizados em seu país. Não à toa, o realizador recrutou uma garotada inexperiente na área para dar mais veracidade à angustiante história. Estreou em 6/12/2013.
    Saiba mais
  • Entre outros prêmios, Azul É a Cor Mais Quente levou a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano e  foi escolhido o melhor filme estrangeiro pela Associação dos Críticos de Nova York. O diretor tunisiano Abdellatif Kechiche (de O Segredo do Grão) não se intimida em mostrar um relacionamento de mulheres com todos os pingos nos is. Vale o aviso: o longa-metragem possui três longas cenas de sexo bem pesadas com as protagonistas, Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos. Ambas também foram laureadas em Cannes. Magníficas, as duas entregam-se de corpo e alma aos papéis. Jovem descobrindo a sexualidade, Adèle (papel da atriz homônima) está num momento complicado da vida. Ela tem um namoradinho, mas quase nenhum prazer no sexo. Seu cotidiano muda radicalmente ao se aproximar de Emma (Léa), uma lésbica mais velha e assumida. O roteiro é elíptico: são etapas de um relacionamento construído de afinidades, rusgas e rupturas. Não fosse o erotismo explícito, o drama passaria por um arguto registro realista do amor, suas vertentes e fases. Prevaleceu, contudo, a polêmica. Estreou em 6/12/2013.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO