Crime

Quadrilha é presa ao "esquecer" malas com contrabando em Cumbica

Dois homens e uma mulher foram detidos em flagrante após chegada de vôo vindo de Miami

Por: Sérgio Quintella - Atualizado em

Contrabando no aeroporto de Cumbica
Roupas e demais objetos apreendidos com quadrilha em Cumbica (Foto: Divulgação)

As polícias Civil e Federal prenderam nesta sexta-feira (23) dois contrabandistas que utilizavam-se do serviço criminoso do funcionário de uma empresa de logística responsável por resgatar malas extraviadas ou abandonadas na esteira do desembarque internacional do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. 

O grupo, que atuava há pelo menos dois anos, começou a ser monitorado em agosto. O esquema funcionava da seguinte forma: ao descer do avião, a dupla, que havia despachado as bagagens no exterior, retirava apenas parte dos volumes, abandonando o restante.

Sem donas, as malas eram transferidas para um setor específico do terminal. Ali, o funcionário da companhia, também integrante da quadrilha, tratava de desviar os volumes para fora do aeroporto - cobrava 250 dólares por unidade pelo "serviço" ilegal.

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Nesta sexta, a dupla deixou para trás duas bagagens após chegar de um voo de Miami, nos Estados Unidos. Ao todo, as malas continham cerca de 120 quilos de roupas - de marcas como Tommy Hilfiger, Ralf Lauren, entre outras - perfumes e maquiagens.

"Eles embalavam as peças a vácuo, o que reduzia o volume e dava capacidade para transportar mais mercadoria contrabandeada", afirma o delegado Luiz Alberto Guerra, da Deatur, delegacia da Polícia Civil instalada no aeroporto de Cumbica. Segundo apurou a reportagem, as peças, originais, seriam comercializadas pela internet.

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"Foi um trabalho de inteligência. Essa quadrilha achava que poderia entrar no país sem pagar imposto, mas acabamos com a graça deles", explica o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade).

Os três e a empresa não tiveram os nomes divulgados. Os criminosos foram autuados em flagrante e vão responder por descaminho, cuja pena pode chegar a oito anos de cadeia. Mais funcionários da companhia serão investigados.

Fonte: VEJA SÃO PAULO