Perfil

Contardo Calligaris fala sobre casamento, sexo e a série 'Psi'

Com sete ex-mulheres no currículo, o protagonista do novo seriado da HBO é um profissional do divã culto, sedutor, bem de vida, irônico e aventureiro

Por: Airton Seligman

Capa - Contardo Calligaris
Contardo: "Escrevo pouquíssima ficção pura" (Foto: Mario Rodrigues)

Em uma esquina movimentada perto da Avenida Paulista, o motorista do jipão de luxo para mais uma vez no farol onde costuma admirar a moça que joga malabares de fogo. Lança seu charme e finalmente a leva para seu apartamento. Dias depois, esse sujeito de meia-idade, charmoso, bem de vida, psicanalista e professor cheio de tiradas polêmicas sobre a existência e a moral está na casinha simples da mesma artista de rua meio riponga, na Zona Leste. Transam, enquanto a filha autista dela dorme no quarto ao lado. Qualquer semelhança dessa cena do novo seriado Psi com a vida do psicanalista Contardo Calligaris, um dos mais badalados e preparados terapeutas da capital, não é mera coincidência. 

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Mais conhecido do grande público por discutir, com sólida erudição e pegada pop, temas como desejo, sofrimento, sociedade e cultura em uma coluna semanal na Folha de S.Paulo, Contardo, de 65 anos, é autor do roteiro e coprodutor do programa que estreou no mês passado no canal fechado HBO. O protagonista, Carlo Antonini, é a sua cara. Em todos os sentidos. Ele foi tirado dos dois romances do psicanalista publicados pela Companhia das Letras: O Conto do Amor (2008) e A Mulher de Vermelho e Branco (2011). No programa de TV, com treze capítulos na primeira temporada, o ator Emílio de Mello defende o papel principal. Sua semelhança física com o terapeuta é notável.

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Se Contardo já teve um romance com uma malabarista de farol? Sim. “Praticamente tudo nas aventuras do protagonista tem eco de experiências vividas, sejam elas aventuras de rua ou de clínica”, diz. “Escrevo pouquíssima ficção pura.” Ele atende seus pacientes em um consultório nos Jardins que em nada sugere ser o templo de um dos profissionais mais incensados da área. Não há secretária por lá. A recepcionista do prédio diz: “Suba, entre e aguarde”. A sala de espera é quase espartana. Para ler, somente catálogos de exposições, de seminários, livros de arte... Os móveis têm razoável tempo de uso. E nada de ar-condicionado, apenas ventilador de teto. No espaço para a consulta, um pouco mais de atenção: ambiente amplo, livros, móveis e luz confortáveis. O preço de uma sessão, de até 500 reais, não está entre os mais altos do mercado. Flávio Gikovate, outro nome estrelado da área, por exemplo, cobra mais que o dobro disso.

Capa - Contardo Calligaris 2
O terapeuta (à dir.), nos bastidores de Psi: a primeira temporada terá treze episódios (Foto: Guilherme Ribeiro)

A exemplo de Carlo Antonini, o protagonista aventureiro e sedutor de Psi, Contardo não é um cara, digamos, convencional. Ele fala um português quase perfeito, com modulação típica de um italiano. Filho milanês de um cardiologista e de uma tenista de mão-cheia, teve uma educação católica. Aos 15 anos, foi passar uma temporada em Londres para estudar inglês, apaixonou-se por uma canadense que vivia na cidade e decidiu não voltar mais para casa, rompendo com a família. Na época, um dos bicos que fazia para se sustentar era divulgar para turistas nas ruas as atrações de uma boate de strip-tease. Tempos depois, reconciliado com os pais, voltou à terra natal, onde chegou a trabalhar um período como fotógrafo. Mais tarde, saiu de lá para estudar em Genebra e em Paris com grandes mestres da linguística, da filosofia, da sociologia e da psicanálise como Jean Piaget, Roland Barthes e Jacques Lacan. Na metade dos anos 70, em meio a crises de angústia, foi parar no divã. Acabou se interessando tanto pela área que decidiu frequentar aulas para trocar o papel de paciente pelo de analista. Começou a atender em 1975 na capital francesa. A ligação com o Brasil teve início uma década depois, quando foi convidado a vir a Porto Alegre para uma série de conferências. Conheceu nas primeiras fileiras da plateia a mulher que se tornaria a sua segunda esposa e, em 1989, resolveu se mudar para cá. Em 1994, foi viver com ela nos Estados Unidos. Dez anos depois, fechou o consultório em Nova York e se fixou definitivamente em São Paulo. “Como você sabe, errar é humano, mas perseverar é diabólico”, diz, rindo, com um humor nonchalance embalado na voz grave.

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Colegas e pacientes apontam esse jeito irônico de dizer verdades como uma de suas maiores armas. O adjetivo “sedutor” é um dos mais repetidos quando se cita o nome do italiano para alguém que frequentou seu consultório ou participou de suas aulas e supervisões. “O cara é muito sedutor, e é difícil lidar com isso: você chega com carências e ele vem charmoso, acolhedor”, conta uma paciente. Ela fez análise durante cinco meses e só se deu conta de que havia criado uma ligação emocional com o analista quando, num blackout na cidade, subiu no escuro os dezoito andares até o consultório dele. Deixou a terapia logo em seguida. “Contardo dá aquele toque que vale tudo, promove um turning point em sua vida”, completa a mesma paciente, embora ainda engasgada com a prática do “tempo lógico lacaniano”. Grosso modo, esse cânone do método do psicanalista francês Jacques Lacan, de quem Contardo é discípulo, prevê sessões sem tempo cronológico estabelecido previamente (pode ser meia hora, podem ser cinco minutos). O profissional encerra a intervenção do dia quando percebe que o analisando teve seu inconsciente aflorado e o resultado dessa revelação contribui para o direcionamento da terapia.

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A série Psi mostra outras facetas do terapeuta, hoje um “anarquista bem-comportado”, como se define o ex-comunista de carteirinha do PC italiano. Seu negócio é sacudir certezas — no consultório, nos romances, no jornal —, embora o divã pareça ser a plataforma que menos o comova ultimamente. Segundo seus pacientes, como é praxe na profissão, ele mais escuta do que fala. Nas crônicas, debates ou num papo com amigos, solta mais o verbo — quase sempre no ataque, com argumentação afiada, cheia de citações da alta cultura, feitas de forma que pareçam banais. O italiano pertence a uma geração libertária, hábil em unir comportamento e consciência na hora de romper barreiras. Nesse aspecto, ele vê um retrocesso em relação aos jovens de hoje. “As concessões ao prazer que a gente se dá hoje são mínimas”, entende. “Há uma geração careta. Estamos lá, correndo na esteira, renunciando a um camembert porque tem 60% de gordura... Só vejo jovens pensando no melhor emprego, na melhor aposentadoria”, conclui, terminando o raciocínio com um palavrão.

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Na Flip de Paraty, em 2013: desejo de escrever romances desde os 9 anos (Foto: Leticia Moreira / Folhapress)

Carlo Antonini, em Psi, tem esse tom meio inconformista. E, a exemplo de Contardo, parece um pouco cansado da profissão. É um sujeito recém-separado (o caso com a malabarista acontece quatro dias depois do desenlace) e vive uma relação complexa com sua colega de consultório (Claudia Ohana). Os dois se conheceram quando ele a procurou como prostituta. Ah, ela foi aluna dele, até se formar psicanalista. Mais uma vez, a ficção imita a realidade. Na juventude, Contardo revela ter tido um longo romance com uma prostituta de Milão. “Fui muito feliz com ela”, recorda. Já atuando como terapeuta, teve muitas pacientes que trabalhavam como garotas de programa. Algumas também se tornaram psicanalistas, para quem ele encaminha pacientes. Não vê nenhum problema na profissão mais antiga do mundo. “Defendo a liberdade de cada um dispor do próprio corpo e não acho que usufruir isso seja muito diferente de comprar o trabalho de alguém”, diz. “Mas não sou um bom cliente do negócio porque não é uma fantasia sexual minha.”

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Seu barato é mergulhar na alma feminina, diz. E cita uma frase ouvida de Lacan, seu mestre em Paris, com quem aprendeu a ler Freud: “É preciso pegar as mulheres uma a uma”. Contardo leva mesmo a sério o ensinamento. Está há quase quatro anos com a atriz Mônica Torres. Eles vivem entre São Paulo e Rio de Janeiro (aqui na capital, o terapeuta mora em um apartamento de 200 metros quadrados nos Jardins, nas redondezas de seu consultório). É seu oitavo casamento — o primeiro foi aos 18 anos, com uma atriz americana. Tem apenas um filho, o francês Max, de 32 anos (ele é cineasta e reside em São Paulo). Com base na sua vastíssima experiência no assunto, Contardo afirma que ainda continua acreditando no casamento. “Nunca fui capaz de ter uma amante, mais de uma mulher ao mesmo tempo, acho muito chato e complicado”, jura. Isso não o impede de ter uma visão bastante pragmática dos relacionamentos. “O grande problema é que as pessoas não conseguem se separar. Elas já estão separadas e levam sete, oito anos para se separar de verdade. Aquilo é um sofrimento horroroso para todos. Quando paro de me reinventar no casamento, caio fora. Eu mesmo levei muito mais tempo do que deveria para fazer isso em algumas ocasiões. Acho que a gente deveria poder se separar por WhatsApp: ‘Valeu, acabou, a mala está na porta’.”

A ideia de ampliar os limites de sua atuação (psicanálise, ficção, jornalismo, televisão etc.) vem de uma busca por uma vida mais intensa. “Ele é um sujeito que faz o que quer”, define um psicanalista gaúcho, formado por Contardo quando o italiano passou por Porto Alegre. Mesmo que isso macule sua imagem de estudioso. Alguns pares o veem como um sujeito preocupado demais em aparecer, classificando-o hoje mais como cronista social ou comentarista cultural. O próprio psicanalista admite que essa diversificação pode ter esse tipo de efeito colateral. Mas afirma não estar preocupado. “O que me importa é ter uma vida interessante. Sou um cara que vai bater as botas, como a grande maioria. Quero ter uma vida o mais intensa possível. Escrever romances, por exemplo, era um sonho desde os 9 anos.” Uma colega diz que isso é admirável num profissional da área: “É legal nele essa fome de estar no mundo. O cara é um road-analista”. Mas sua admiração guarda reservas. Ao fazer supervisão com Contardo, a quem admirava pela atitude iconoclasta, saiu desconcertada. “Não senti que estava sendo escutada com o devido interesse. Ele não estava ligando muito. Ficava entre um certo despojamento e a displicência.”

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Outros são mais festivos ao celebrar o contato com o psicoterapeuta. Mesmo em condições de tratamento complicadas. Paciente do doutor Contardo durante sete anos, um paulistano lembra quanto o terapeuta o ajudava a “tirar o peso da vida”. “Ele descomplica, ‘despatologiza’. E olha que conseguir vaga era um sufoco. O consultório parecia um terreiro de macumba, tamanha a quantidade de gente esperando.” Essa mesma pessoa também se surpreendeu com outros dois aspectos do tratamento: a flexibilidade em relação ao valor da consulta (“Eu não podia pagar, e ele aceitou o que eu tinha”) e o estilo profissional (“Às vezes, sem mais nem menos, ele se levanta e vai andando para a porta no meio de uma fala, indicando o fim da sessão”). Sim, Contardo tem um código próprio de convívio, às vezes convencional, outras nem tanto. E diz ter poucas culpas. “A psicanálise me permitiu ter uma série de sentimentos considerados pouco nobres, como ódio, desejo de vingança...”, conta ele. “Eu me sinto muito bem odiando alguém. Só não mato porque é proibido.”

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Com a atriz Mônica Torres: o namoro começou em 2010 (Foto: Rodrigo Trevisan)

Amigos e críticos adoram atribuir ao terapeuta-escritor o adjetivo vaidoso. “É impossível ser um sujeito contemporâneo sem ter um certo nível de preocupação com o olhar dos outros, porque é isso que nos define na modernidade, nos últimos 200 anos”, afirma, numa autoanálise. A produção cultural é uma das suas fontes de orgulho — além dos dois romances, soma uma dezena de livros sobre psicanálise e coletâneas de artigos. Parece pegar mais leve com a própria aparência. “Minha única vaidade talvez seja um respeito pela forma física e pela força. Sempre quis poder tirar a camisa sem vergonha, provavelmente porque, até os 10 ou 11 anos, eu sentia isso mesmo.” Para manter o corpo em forma, chegou a treinar boxe para valer, esporte que lhe rendeu uma bolsa e um título de campeão universitário quando estudou na Suíça. Parou de competir aos 22 anos, mas continua praticando a modalidade. Veste-se num estilo entre o clássico e o casual e anda sempre com uma ou duas canetas no bolso da camisa.

Por comodidade, frequenta há 25 anos o mesmo restaurante no dia a dia, o Tatini, nos Jardins. Ao falar, usa de forma recorrente advérbios de modo e superlativos. Não é ativo em redes sociais — perfis com seu nome no Facebook são falsos e ele próprio usa um avatar, apenas para dar uma espiadinha na fauna da rede. A respeito da chegada da velhice e das inevitáveis questões sobre a finitude que isso suscita, ele joga para a torcida. “Tenho uma intimidade legal com a morte”, conta, referindo-se ao grave problema de saúde que sofreu há quinze anos, quando recebeu a notícia de que tinha um tumor. “Me deram seis meses de vida. Diagnosticaram um câncer de pulmão, eu havia sido fumante. Não tinha a doença, mas cheguei a fazer uma cirurgia torácica. Estava convencido de que iria morrer.” Na verdade, como bem sabe o doutor Contardo, ninguém tem uma intimidade legal com a morte. Nessas horas, alguns se apoiam em Deus. Outros, num psicanalista.

Cidadão do mundo

Contardo nasceu na Itália e viveu em outros cinco países. As recordações de suas andanças, comentadas por ele próprio:

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"Na Praça do Duomo, em Milão. Eu sou o menor da foto, ao lado do meu irmão mais velho, Bernardino, que tem hoje 70 anos de idade" (Foto: Arquivo Pessoal)
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"Em 1974, na França, ao lado do amigo Roland Barthes. Uma de nossas paixões comuns eram os charutos cubanos" (Foto: Arquivo Pessoal)
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"Anos 60, temporada de caça nos Estados Unidos. Diane, que era minha mulher, mora hoje em Milão e se casou com um grego" (Foto: Arquivo Pessoal)
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"Na África Ocidental, em 1963, no Quênia. Na época, poucos turistas apareciam por lá" (Foto: Arquivo Pessoal)

Contardo, em detalhes

› Peso: 70 quilos.

› Altura: 1,77 metro.

› Natural de: Milão, Itália.

› Formação acadêmica: doutor em psicopatologia clínica pela Université Aix-Marseille, na França.

› Sessão: preço variável, até 500 reais.

› Audiência: um dos colunistas mais lembrados pelos leitores da Folha de S.Paulo. Seus livros com maior apelo de público bateram a marca de 30 000 exemplares vendidos.

› Jornada de trabalho: “O que é trabalho?”, pergunta Contardo. Se incluir leitura, assistir a filmes e seriados, ler jornal, pensar, ele diz que chega a dezoito horas. “Mesmo assim, excluiria o sono, que talvez seja um grande momento de trabalho.”

› Estado civil: teve oito casamentos. O atual é com a atriz Mônica Torres. Estão juntos há quase quatro anos. “Vivemos entre Rio e São Paulo.”

› Filhos: o francês Max, de 32 anos, que mora em São Paulo.

› Netos: “Pois é… Nada.”

› Problemas de saúde: “Nada notável, salvo o envelhecimento, claro.”

› Apartamento: 200 metros quadrados, nos Jardins, perto de seu consultório, onde vive sozinho, exceto quando Mônica vem a São Paulo.

› Restaurantes prediletos: Tatini (seu dia a dia há 25 anos) e Maní (“Prazer, prazer e prazer.”).

› Hobbies: “Já se foram”, diz. Eram a bibliofilia (desfez-se de tudo ao sair dos Estados Unidos) e cavalos de salto (vendeu os dois na mesma época).

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    Forneria San Paolo - Itaim Bibi

    Rua Amauri, 319, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 0099 ou (11) 3078 4888

    VejaSP
    3 avaliações

    As casas comandadas por João Paulo Diniz e Ricardo Trevisani estão passando por uma pequena revolução. Por enquanto, foi alterada a matriz, no Itaim, que ficou mais charmosa. No cardápio, a mudança é orquestrada por Marcelo Almeida (ex-Manioca). Com matéria-prima orgânica, o chef desenvolveu novidades como a salada intercalada por rosbife e uma tela de pão crocante (R$ 39,00). Embora vegetariano, o steak de quinoa (R$ 49,00) revela-se uma delícia. Para quem não fica sem carne, a dica é o galetinho com polenta assada (R$ 53,00). Nas sobremesas, vá de piadina de morango e doce de leite (R$ 24,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cozinha contemporânea

    Miya

    Rua Fradique Coutinho, 47, Pinheiros

    Tel: (11) 2359 8760

    VejaSP
    15 avaliações

    Um dos expoentes de sua geração de cozinheiros, Flávio Miyamura faz alguns pratos atrevidos como a sardinha grelhada com fatias finas de limão, brioche, tomate e sorbet de iogurte (R$ 29,00). Outra delicinha, a moela ao curry com polenta cremosa (R$ 27,00) tem um aroma delicioso. Por outro lado, o chef escorrega no ovo perfeito com espuma de queijo que não conversa com o cogumelo eryngui de complemento (R$ 19,00). O melhor do menu é a fideuà de frutos do mar (R$ 59,00), preparada com macarrão crocante, lula, camarão e vieira ao aïoli. No ponto final, torta de chocolate com caramelo salgado (R$ 23,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Mediterrâneos

    De La Paix

    Rua Tupi, 844, Higienópolis

    Tel: (11) 3666 9841

    VejaSP
    8 avaliações

    As vidraças cobertas parcialmente por cortinas garantem a privacidade dos casais que frequentam o endereço de Daniel Marciano, dono também do judaico Nur na mesma rua (3666-4992). As bruschettas de queijo e tomate (R$ 23,00 a porção) se mostram ideais no aperitivo. Mas, antes, a clientela passa pelo ritual de descer alguns degraus no fundo do imóvel para escolher o vinho na adega. Prefira um tinto para acompanhar o arroz de pato bem molhadinho e com lascas da carne na medida (R$ 63,00). De sobremesa, a torta de banana com musse de chocolate e amêndoas chega bem gelada (R$ 14,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Cão Véio

    Rua João Moura, 871, Pinheiros

    Tel: (11) 4371 7433

    VejaSP
    16 avaliações

    Além de jurado no reality show culinário MasterChef Brasil, o chef Henrique Fogaça tem participação em uma série de estabelecimentos. É o caso deste pequeno bar, embalado por trilha sonora roqueira sempre em volume agradável. Nas geladeiras, há cervejas como a clássica red ale London Pride (R$ 33,00, 500 mililitros). A seleção de petiscos inclui a apetitosa costela suína marinada na cachaça com mel e lambuzada por molho de pimenta e maracujá (R$ 42,00). No almoço, há opções como o pargo ao molho de limão (R$ 36,00). O menu completo, com entrada e sobremesa, custa R$ 43,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Botecos

    Jacaré Grill

    Rua Harmonia, 305/317, Vila Madalena

    Tel: (11) 3816 0400 ou (11) 3031 5586

    VejaSP
    2 avaliações

    Eis um bar que sobrevive aos modismos que vez ou outra acometem a Vila Madalena. Há 26 anos na ativa, continua com seu ambiente jeitoso e arejado, no qual turmas que já passaram dos 30 anos investem em cerveja gelada (Original, R$ 10,75) e bons grelhados. Entre as mais recentes inclusões do extenso cardápio está o skirt steak, suculento parente da fraldinha que, acompanhado de farofa, vinagrete e pão, custa R$ 125,90 para duas pessoas.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Na Mercearia São Pedro, garçons passam com bandejas repletas do quitute
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  • Docerias

    Bolo à Toa - Pinheiros

    Rua Padre Carvalho, 103, Pinheiros

    Tel: (11) 2857 4857

    VejaSP
    16 avaliações

    Lojas especializadas em bolo existem várias, mas nenhuma delas tem receitas tão certeiras como a marca comandada pelos irmãos Renata Frioli e Marcelo Grosso. Na matriz, em Pinheiros, ou nas outras duas unidades, no Itaim e no Real Parque, os bolos expostos estão sempre fresquinhos e são embalados na hora do pedido. O fofíssimo bolo de iogurte sai em versões com limão (R$ 22,00), maracujá (R$ 22,00) e amora (R$ 25,00). O de chuva (R$ 30,00) vem com doce de leite. É de lamber os dedos.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Consagrado escritor irlandês, Oscar Wilde (1854-1900) deixou poucos textos ligados ao universo infantil. O Gigante Egoísta, parte do livro O Príncipe Feliz e Outras Histórias (1888), é um deles. A Artesanal Cia. de Teatro, utilizando jogos de luz e uma encenação delicada que utiliza bonecos, transformou-o em um bonito espetáculo. Depois de passar sete anos longe de casa, o Gigante (Márcio Nascimento) retorna e encontra crianças brincando em seu jardim. Imediatamente, ele as expulsa e levanta um muro para cercar a propriedade. Com a chegada de um inverno rigoroso que se recusa a ir embora, o protagonista percebe quanto havia sido egoísta. Até que acorda um dia e vê que a garotada voltou a se divertir do lado de fora do palacete. Quando o grandalhão aparece, as crianças se assustam e somente um menino (boneco manipulado por Marcos Guilhon e Tatá Oliveira) continua por ali. Eles criam um vínculo e passam a trocar experiências. A montagem da trupe carioca mantém o humor crítico de Wilde ao comportamento da sociedade, que ainda hoje parece fazer sentido. Estreou em 15/3/2014. Até 1º/3/2015.
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  • A abertura da exposição que faz uma retrospectiva da carreira e da vida de uma das estilistas mais importantes do Brasil coincide com os cinquenta anos do Golpe Militar. Isso foi intencional. Zuzu Angel (1921–1976) deixou sua marca na história da moda ao desenvolver novos tecidos e ser uma das pioneiras em incorporar elementos tropicais no vestuário da alta sociedade. Mas ela também passou os últimos cinco anos de vida lutando para encontrar pistas do filho Stuart Jones, militante de esquerda torturado e morto pela ditadura. Ocupação Zuzu traz 400 itens que contam essa trajetória. Há vestidos de noiva nada tradicionais feitos com renda nordestina e um que substitui a saia por uma calça, além de diversos modelos estampados que fariam sucesso hoje. Etiquetas de roupas, croquis e esboços revelam seu trabalho; as fotos de família, sua intimidade. No subsolo, entra-se em contato com a angústia da mãe que, em busca do filho, passou a vestir apenas preto, em sinal de luto. Ali estão três conjuntos negros e o cinto de crucifxos usado no desfle-protesto realizado em Nova York. Diversas cartas pedindo ajuda, peças com tanques bordados e até uma foto do acidente de carro de circunstâncias duvidosas que a matou completam a imersão no criativo e trágico universo de Zuzu. De 1º/4/2014 a 11/5/2014.
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  • Deixe o carro em casa e aproveite o circuito
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  • Causa boa impressão a montagem da Companhia Eco Teatral, que chegou de mansinho ao Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt, e tem conquistado um público crescente com uma linguagem inventiva. Sob a direção de Thiago Franco Balieiro, a comédia dramática Sala de Espera foi levemente inspirada em um trecho do livro O Processo, de Franz Kafka (1883-1924). Consegue, no entanto, ir além do óbvio ao retratar o abuso de poder a que muitos cidadãos são submetidos e, para isso, busca referência em elementos da tragédia grega. A trama enfoca a trajetória de um sujeito contra um sistema burocrático, aqui encarnado em um funcionário público. Um coro formado por quatro homens, todos de preto e branco, representa a oposição ao protagonista em uma encenação praticamente muda e capaz de traçar paralelos com a política do país. As afinadas atuações de Luís Gustavo Luvizotto, Chico Ribas, Rafael Lozano, João Attuy e Paulo Balistrieri são valorizadas por uma coreografia calculada. O grupo ainda mostra no mesmo Parlapatões, aos sábados, à 0h, o drama Edgard, criado em cima da obra de Samuel Beckett. Estreou em 7/3/2014. Dias 18, 19, 24, 25 e 26/4/2015.
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  • Três perguntas para Ney Latorraca

    Atualizado em: 4.Abr.2014

    Aos 69 anos e depois de superar uma séria infecção, o ator volta aos palcos na comédia Entredentes, sob a direção de Gerald Thomas
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  • Com mais de um século de trajetória, a Royal Shakespeare Company traz à cidade um poema pouco conhecido do bardo inglês. Sob a direção de Elizabeth Freestone, a tragédia The Rape of Lucrece origina-se da obra homônima de 1594 e conta a história de uma mulher que, envergonhada, se suicida diante do marido depois de confessar um segredo do passado. A atriz e cantora irlandesa Camille O’Sullivan se reveza nos dois personagens. Dias 11, 12 e 13/4/2014.
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  • Dentro Fora, Moi Lui e Tríptico Samuel Beckett recriam originais do autor irlandês
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  • Ateu declarado, Darren Aronofsky sabia onde estava pisando ao levar ao cinema a história bíblica de Noé. Ousado, o diretor de Cisne Negro escreveu o roteiro em parceria com Ari Handel recheando-o de licenças. O resultado, pelo bem ou pelo mal, surpreende. Além de contentar variadas plateias, Aronofsky mostra-se incansável em ser um provocador no épico Noé. Seu longa-metragem, de muitos altos e poucos baixos, satisfaz quem procura um filme religioso ou um bom passatempo. O diferencial fica por conta da visão pessoal dada ao personagem-título e de alguns momentos estéticos mais personalizados e próximos à filmografa do realizador, incluindo, sobretudo, Réquiem para um Sonho (2000). Na trama, Noé (Russell Crowe, voltando às telas em grande forma), descendente de Set, filho de Adão e Eva, vira um obstinado após alguns sonhos instigantes. Ele precisa construir uma arca e nela reunir pares de todos os animais. Antes de um dilúvio destruir a Terra, devem embarcar Noé, sua mulher (Jennifer Connelly) e os três filhos (Logan Lerman, Douglas Booth e Leo McHugh Carroll). Como adotou uma órfã, a família vai levar junto a bela Ila (Emma Watson). Na originalidade do enredo, encontram-se os guardiões, seres gigantes de pedra feitos em computação gráfica. Os efeitos visuais também são empregados para dar vida aos bichos e na impressionante sequência da inundação. Estreou em 3/4/2014.
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  • Embora o tema já tenha sido mais bem abordado em filmes como Além da Fronteira e Uma Garrafa no Mar de Gaza, este drama toca com vigor na conflituosa relação entre judeus e palestinos em Israel. O foco recai sobre Razi (Tsahi Halevi), agente do serviço secreto israelense, e Sanfur (Shadi Mar’i), adolescente de 15 anos que mora em Belém, na Cisjordânia. Após um ataque a bomba em Jerusalém, Razi recruta Sanfur como informante para espionar seu irmão, um terrorista de escusas ligações com o Hamas. Em troca, o jovem de origem humilde recebe presentes que vão de celular a calça jeans. A partir da metade, a trama toma mais fôlego por causa do ritmo de tensão permanente. O diretor Yuval Adler pertenceu ao serviço de inteligência do Exército de Israel e escreveu o roteiro em parceria com o muçulmano Ali Waked, jornalista especializado na causa palestina. A união da dupla rendeu uma história de pontos de vista distintos e estarrecedores. Estreou em 3/4/2014.
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  • O filme com mais indicações ao Oscar (dez, o mesmo número de Gravidade) foi o grande perdedor e ficou sem nada. Embora superestimado, o longa-metragem tem uma condução talentosa de David O. Russell (de O Lado Bom da Vida). A comédia envolve o casal de amantes Sydney (Amy Adams) e Irving (Christian Bale), especialista em passar a perna em otários. Quando a malandragem é descoberta pelo agente do FBI Richie DiMaso (Cooper), os vigaristas precisam colaborar com o detetive. O plano consiste em pôr em maus lençóis o prefeito de Camden, Nova Jersey. Em meio às reviravoltas, entra em cena a esposa de Irving, interpretada por uma esfuziante Jennifer Lawrence. Ambientada em 1978, a história é embrulhada em impecável recriação de época e traz sensacional trilha sonora. Estreou em 7/2/2014.
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  • Por mais que Elijah Wood vá ser eternamente conhecido como o Frodo da trilogia O Senhor dos Anéis, o ator tenta se desvencilhar do marcante personagem arriscando-se em papéis de protagonista. Neste suspense espanhol, escorado no estilo de Brian De Palma (Dublê de Corpo), Wood interpreta um pianista. Tom Selznick abandonou os palcos há cinco anos, após cometer um deslize num espetáculo. Ainda atormentado pelo incidente, o rapaz ressurge para acompanhar uma orquestra no mesmo teatro onde se encontra sua mulher, uma famosa estrela de cinema. Ao dar início ao concerto, Selznick passa a receber ameaças de um psicopata em seu ponto de ouvido. Caso ele não chegue até o fim da apresentação, sua esposa será morta. Embora a trama seja implausível, sustenta-se em permanente clima de suspense e um bocadinho de terror. O feito bem-sucedido se deve, em parte, ao produtor Rodrigo Cortés, diretor do ainda mais angustiante Enterrado Vivo. Estreou em 3/4/2014.
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  • Os ciclos apresentam filmes como Cabra Marcado Para Morrer, de Eduardo Coutinho, e o recém-saído dos cinemas Azul É a Cor Mais Quente
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  • O diretor Paulo Morelli lançou em 2003 uma desastrosa comédia chamada Viva Voz. Quatro anos depois, subiu alguns degraus de qualidade com o correto Cidade dos Homens. Agora, o cineasta dá um grande salto neste drama intenso, de diálogos afiados, personagens sensíveis e atores em sintonia. A trama começa em 1992 e flagra um grupo de sete amigos em um sítio isolado na Serra da Mantiqueira (a locação é deslumbrante). Com seus 20 e poucos anos, os colegas são desencanados, apaixonados por literatura e flertam, por brincadeira, uns com os outros. Uma tragédia, porém, interrompe a união. Em 2002, a turma se reencontra com um objetivo: desenterrar uma caixa com mensagens escritas por eles uma década atrás. Felipe (Caio Blat) casou-se com Lúcia (Carolina Dieckmann) e virou um escritor bem-sucedido por causa de um único livro. Também moram juntos Drica (Martha Nowill) e o crítico literário Cazé (Julio Andrade). Silvana (Maria Ribeiro) ainda está à procura da cara-metade, enquanto Gus (Paulo Vilhena) jamais perdeu o interesse por Lúcia. Sem ir muito adiante, nota-se no enredo um mote idêntico ao de Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos (2010), de Woody Allen. Trata-se, contudo, de um detalhe que não atrapalha um roteiro sobre as escolhas erradas da vida e as decisões a ser tomadas diante de conflitos reveladores. Estreou em 27/3/2014.
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  • Confira o roteiro abaixo
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  •  Entre o adorável O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001) e este novo trabalho (em magnífico 3D), o francês Jean-Pierre Jeunet fez dois longas-metragens (Eterno Amor e Micmacs) que não agradaram. De volta à boa forma, o diretor enxuga o maneirismo estético e, inspirado no livro infantil de Reif Larsen, traz à tela uma história fascinante. Trata-se da saga de T.S. Spivet (Kyle Catlett), um menino de 10 anos do Estado de Montana, nos Estados Unidos. Filho de um fazendeiro de poucas palavras e de uma estudiosa de insetos, o garotinho tem um irmão gêmeo, uma irmã “aborrescente” e revela-se um prodígio nas invenções. Ao criar a roda do movimento perpétuo, ganha um prêmio do renomado Instituto Smithsonian. Quem lhe dá a notícia é a assessora do museu (papel de Judy Davis), que, do outro lado da linha, pensa estar falando com um adulto. Ignorado pela família, T.S. segue rumo a Washington, numa viagem cheia de aventuras e descobertas. Humor e emoção o acompanham na jornada, emoldurada por belas imagens do interior americano. Quem carrega a força e o encanto do filme, no entanto, é Kyle Catlett. Além de fofo e talentoso, o pequeno astro doma qualquer histrionismo de estreante e, bastante autêntico, cativa com uma atuação excepcional. Estreou em 6/11/2014.
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  • On-line ou off?

    Atualizado em: 4.Abr.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO