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Protesto de professores interdita 23 de maio

Categoria, que se reuniu no começo da tarde no Masp, pede 75% de aumento salarial

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Protesto Professores 23 de Maio
Segundo a PM, protesto reuniu 3 000 pessoas (Foto: Veja São Paulo)

Os professores da rede estadual de São Paulo em greve marcharam pela Avenida Paulista na tarde desta sexta-feira (17). Por volta da 17h45, os manifestantes interditaram a Avenida 23 de Maio no sentido Zona Norte, de onde seguem para a Praça da República, endereço da sede da Secretaria de Educação.

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Os profissionais, liderados pela Apeoesp, principal sindicato da categoria, votaram pela continuidade da greve que foi iniciada em 16 de março. De acordo com os organizadores, cerca de 60 000 professores participam do ato. A Policia Militar informou que 3 000 pessoas estão no protesto.

 

Os professores lutam pela melhoria das condições de trabalho. A categoria reivindica aumento salarial de 75,33%. O piso é de 2 416 reais, para jornada semanal de quarenta horas no Ensino Médio. O governo de São Paulo afirmou que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ofereceu reajuste de 45%. Na próxima quinta-feira (23), haverá uma assembleia para decidir se a paralisação será mantida. No mesmo dia, o secretário da Educação, Herman Woorvald, irá receber o comando da Apeosp e há previsão de novas manifestações nas rodovias estaduais. A PM tentou negociar para que o movimento não marchasse pela cidade. O ato ocorre desde as 14h no vão livre do Masp e a Avenida Paulista foi fechada pouco antes das 16h.

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Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo disse lamentar "a insistência de uma única entidade em continuar uma greve política, desnecessária e que permanece com baixa adesão". Segundo a pasta, o índice de comparecimento dos professores foi de 93% nesta semana.

O Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) afirma que 5,1% dos professores aderiram à greve, que atingiu doze de vinte escolas na cidade. O governo afirma que nesta quinta-feira (16), 5,1% dos docentes não compareceram às instituições de ensino. Geraldo Alckmin afirma ter realizado ajuste de 45% nos últimos quatro anos e que irá investir 1 bilhão de reais em bônus em 2015.

(Com Agência Estado)

Fonte: VEJA SÃO PAULO