Cidade

Polícia usará helicóptero e blindado no protesto de domingo

Manifestação contra o governo Dilma Rousseff também vai mudar horário de jogo do Palmeiras 

Por: Veja São Paulo

Protesto Paulista
Ato contra a presidente Dilma Rousseff em março deste ano (Foto: Joel Silva/Folhapress)

O governo estadual vai colocar 1 000 policiais para fazer a segurança do protesto contra a presidente Dilma Rousseff (PT) que ocorre neste domingo (16), a partir das 14h, com concentração em frente ao Masp. Dez caminhões de som estarão na Avenida Paulista, em uma manifestação organizada pelos movimentos Vem Pra Rua, Brasil Livre, Acorda Brasil, Brasil Melhor e Revoltados Online. No mesmo dia, o PSDB, principal partido de oposição, fará uma passeata na via a partir do Parque Mário Covas.

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Além disso, 270 viaturas e dois helicópteros, quatro blindados, cavalos e cães circularão pela área. A pedido da Secretaria da Segurança Pública, o jogo Palmeiras x Flamengo, no Allianz Parque, vai mudar de horário. Inicialmente marcado para 16 horas, será antecipado para 11 horas.

Como nos protestos anteriores, os grupos vão se dividir - os favoráveis à volta do regime militar estarão perto da Brigadeiro Luís Antônio, enquanto o Vem pra Rua e o Brasil Livre ficarão mais próximos ao Masp. O partido Solidariedade, de Paulinho da Força, estará perto da esquina da Rua da Consolação. 

Protestos

Desde novembro do ano passado, após a reeleição de Dilma Rousseff, grupos antipetistas têm se organizado em passeatas pelo país. Boa parte da mobilização passou a ocorrer em grupos de WhatsApp e perfis no Facebook. 

A onda anti-Dilma ganhou força no dia 15 de março, quando os mesmos movimentos que organizam o ato de domingo levaram 210 000 pessoas à Avenida Paulista, segundo o Datafolha - a Polícia Militar contabilizou mais de 1 milhão de pessoas. Houve protesto em todas as capitais e também nas cidades do interior do Brasil, na maior mobilização desde as Diretas. No dia 12 de abril, o protesto foi menor, mas ainda assim 100 000 pessoas estiveram na Paulista contra o governo federal, segundo o Datafolha - a PM contou 275 000 manifestantes.

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Inicialmente propagada apenas por pequenos grupos, a ideia do impeachment começou a ganhar força também nos partidos de oposição. Enquanto isso, a crise política continuou a se agravar, com o desdobramento das investigações da Operação Lava-Jato e o demanche da base aliada. Partidos da situação, como o PP e o PMDB, hoje têm nomes fortes que fazem oposição (aberta ou veladamente) à Dilma. O principal deles é o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha - ele também investigado pela Lava Jato, acusado de receber 5 milhões de dólares em propina. 

Em paralelo, a presidente somou ao caldo da insatisfação uma grave crise econômica, com o aumento da inflação e do desemprego. O resultado afetou diretamente sua popularidade - com seis meses de segundo mandato, Dilma é desaprovada por sete em cada dez brasileiros. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO