Política

Em ato contra Dilma, PM calcula 275 000 pessoas; Datafolha conta 100 000

Marcada para começar às 14h, manifestação contra a presidente e o PT durou até por volta das 19h

Por: Alecsandra Zapparoli, Sérgio Ruiz Luz, Maurício Xavier, Fábio Lemos Lopes, Mariana Oliveira e Adriana Farias - Atualizado em

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O protesto contra a presidente Dilma Rousseff e o PT reuniu, neste domingo (12 de abril), 275 000 pessoas na Avenida Paulista, segundo estimativas da Polícia Militar. Para o Datafolha, que usa metodologia diferente, foram 100 000 manifestantes. 

Na manifestação de 15 de março, PM falava em 1 milhão e o instituto em 210 000 participantes.

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O ato se espalhou por todo o Brasil, de cidades pequenas a capitais. Em São Paulo, estava marcado para as 14h, mas uma hora antes centenas de manifestantes já se concentravam em frente ao Masp. Ao longo da via, grupos como "Vem Pra Rua",  "Movimento Brasil Livre", "Revoltados On Line", "Acorda Brasil"  e "SOS Forças Armadas" marcaram presença com caminhões de som. As pautas eram variadas, mas quase todos pediam impeachment e a saída do PT do poder.

Camisetas e faixas irônicas sobre corrupção e o governo de Dilma Rousseff estavam presentes. Ambulantes aproveitaram para vender bandeiras (as mais baratas, 20 reais), vuvuzelas (10 reais) e apitos (três por 10 reais). Mais uma vez, o clima da da passeata foi pacífico com a presença de famílias com crianças e cachorros. Todos usandos adereços com as cores da bandeira do Brasil.

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Poucos políticos conhecidos foram à marcha. Uma das exceções, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi aplaudido e parou para selfies. O mesmo aconteceu com o cantor Lobão e até com Oscar Maroni, dono da boate Bahamas, frequentada por garotas de programa.

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Ao menos três mulheres que surgiram semi-nuas para protestar. Enquanto algumas pessoas (homens, em especial) aplaudiam, outros militantes proferiram xingamentos, como "vadias!". Uma das garotas, que tirou toda a roupa, acabou detida e levada para o 78º Distrito Policial dos Jardins, mas foi solta em seguida.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO