Política

Ato pró-Dilma está programado para esta sexta (13) na Avenida Paulista

Manifestação ocorre em frente ao prédio da Petrobras na Avenida Paulista; governo pediu que evento fosse cancelado

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Dilma
Dilma queria o cancelamento da manifestação (Foto: Nelson Antoine/Frame/Folhapress)

Dois dias antes do ato a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff no domingo (15), trabalhadores e movimentos sociais promovem uma manifestação em favor do governo. Será nesta sexta (13), em frente ao prédio da Petrobras, na Avenida Paulista, a partir das 15h.

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Entre outras organizações, fazem parte do protesto a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (FAF-CUT/SP), o Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central de Movimentos Populares (CMP) e o Levante Popular da Juventude.

Uma das principais bandeiras é a defesa da Petrobras, empresa que corresponde a 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Em comunicado, a CUT afirma que lutar pela empresa significa resguardar mais investimentos para diversos setores como a saúde e a educação. Os movimentos também cobram a punição dos envolvidos na corrupção da estatal.

Protesto Paulista
Nesta semana, movimento pressionou por desapropriação de terrenos no bairro da Zona Sul, em frente ao prédio da Petrobras, na Avenida Paulista (Foto: Fábio Lemos Lopes/VEJASP)

Para evitar que os ânimos fossem acirrados em relação aos protestos marcados para 15 de março, o governo pediu à CUT que adiasse ou cancelasse o evento.

Um dos grupos responsáveis pelos atos de domingo, o Revoltados Online também pretende se reunir nesta sexta, na frente da Petrobrás em um "esquenta". A Polícia Militar realizou uma reunião entre todos os organizadores e diz que "apesar de alguns grupos possuírem ideais antagônicas, todos estarão nas ruas pacificamente e não aceitarão nenhum tipo de violência em seus movimentos".

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A ideia foi abraçada pela própria presidente Dilma Rousseff e vários ministros do governo, que defenderam que emissários procurassem a central sindical para conversar, mas não obtiveram sucesso. A CUT avisou que o protesto está mantido.

Os atos contra Dilma programados para domingo (15) têm pelo menos 33 eventos criados no Facebook com 1,1 milhão de confirmados. O levantamento é da consultoria Bites, que mapeou os fluxos de informação nas redes sociais sobre os movimentos pró-impeachment. Os dados foram coletados até a última sexta (6), antes do pronunciamento da presidente em rede nacional e do panelaço.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO