Cidade

Ato contra o Uber reúne taxistas de outros estados e afeta o trânsito no centro

Câmara deve votar nesta quarta projeto que proíbe uso do aplicativo de carona paga na cidade

Por: Estadão Conteúdo

Protesto Uber
Taxistas parados no centro de São Paulo em ato contra Uber (Foto: Newton Menezes/Futura Press/Folhapress)

Entre os milhares de taxistas estacionados da Praça da República até a Avenida Brigadeiro Luís Antônio para pressionar a Câmara dos Vereadores a votar contra o aplicativo Uber, alguns dirigiram milhares de quilômetros para fazer coro com os colegas paulistanos. 

É o caso de Josmar de Souza Alves, de 38 anos, que viajou por 11 horas em um trajeto 1.050 quilômetros entra Brasília e São Paulo para protestar.

"A fiscalização do Uber no Distrito Federal é pouca para a quantidade de motorista clandestino", disse. Segundo ele, a categoria da capital federal tem perdido entre 30% e 50% do faturamento para os concorrentes. "Não viemos para pressionar ninguém, mas para pedir coerência das autoridades pois hoje, no Brasil, somos 600 mil taxistas que podem ficar desempregados." Em Brasília são cerca de 5.200 taxistas que atendem o Distrito Federal e as cidades satélite. 

Os taxistas cariocas em veículos amarelos vieram em um comboio com 20 carros e no Rio somam 33 mil motoristas. Entre os que vieram para São Paulo está Manoel Fernandes Marques Neto, de 48 anos.

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Ele também reclama da falta de fiscalização na capital carioca e a queda de 30% nas corridas por causa doUber. "Estamos há um ano e meio, desde antes da Copa do Mundo, sofrendo com a concorrência desleal." 

Ele conta que precisa trabalhar 16 horas por dia para concorrer com o aplicativo, fazendo uma média de 40 viagens por dia. "Eu rodo 350 quilômetros para tirar R$ 800. Isso sem descontar meus gastos e os impostos que pago para a prefeitura."

No Rio de Janeiro, a briga com o Uber foi judicializada e os taxistas obtiveram vitórias na primeira e segunda instância. O protesto também reúne os carros laranjas de paranaenses e brancos de Minas Gerais.

Fonte: VEJA SÃO PAULO