Justiça

Promotoria vai pedir que 'monstro da Alba' seja condenado a 125 anos

O pintor Jorge Luiz Morais de Oliveira está preso desde outubro de 2015 no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros

Por: Veja São Paulo e Estadão Conteúdo

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Jorge Luiz Morais de Oliveira: alegação de "queima de arquivo" para os crimes (Foto: Adriana Farias)

O Ministério Público de São Paulo vai pedir que o pintor Jorge Luiz Morais de Oliveira, conhecido como "monstro da Alba", seja condenado a 125 anos de prisão por assassinato e ocultação de cadáver de cinco pessoas na região do Jabaquara, na Zona Sul da capital. Os crimes foram cometidos em outubro de 2015 e desde então ele encontra-se preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros.

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De acordo com o promotor de Justiça Fernando Luiz Bolque, responsável pela acusação, os homicídios teriam sido motivados por homofobia. "Todas as vítimas eram homossexuais e usuárias de droga", afirmou. Segundo Bolque, também não está confirmada a suspeita de que Oliveira trabalhava como "soldado do tráfico" na região.

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O barraco da Alba: uma denúncia de vizinhos levou a polícia ao local (Foto: Oslaim Brito/Futura Press)

O pintor vai responder pelas mortes de Renata Christina Pedroza Moreira, Paloma Aparecida Paula dos Santos, Andreia Gonçalves Leão, Natacha Silva Santos e Carlos Neto Alves de Matos Junior. O caso da vítima Kelvin Dondoni Cabral da Silva deve ser excluído da denúncia, uma vez que não há provas suficientes para responsabilizar o acusado, segundo o promotor.

A última audiência de instrução está marcada para esta quarta-feira (17), quando devem ser ouvidas nove testemunhas de defesa, além do depoimento do próprio Oliveira. Cerca de 35 testemunhas de acusação já foram ouvidas. O caso deve ser levado a júri popular até o segundo semestre de 2017.

Os advogados de defesa, André Nino e Ezequiel Sanches, chamam de "prematura" e "descabível" o posicionamento do Ministério Público. "O promotor falando isso só está fomentando na população uma pré-condenação, o que pode contaminar as pessoas caso ele vá a júri popular", diz Nino.

Fonte: VEJA SÃO PAULO