Racismo

Promotoria realiza ação contra grupo que fez ofensas racistas a Maju

Jornalista Maria Júlia Coutinho, da Rede Globo, foi alvo de ataques em julho deste ano, na página do Jornal Nacional no Facebook

Por: Sérgio Quintella - Atualizado em

Maju Jornal Nacional
Maria Julia Coutinho: após os ataques, muitos internautas defenderam a jornalista (Foto: Reprodução TV)

O Ministério Público de São Paulo comandou nesta quinta-feira (10) uma operação que localizou doze pessoas suspeitas de participar das ofensas racistas contra a jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, apresentadora da previsão do tempo do Jornal Nacional, da Rede Globo.

Em 2 de julho deste ano, a página do jornal no Facebook foi alvo de diversos grupos que proferiram palavras racistas e preconceituosas contra a profissional.

Na época, o apresentador William Bonner e a equipe do JN gravaram um vídeo em defesa à jornalista, que mais tarde recebeu todo tipo de solidariedade nas redes sociais por meio da hashtag "somos todos Maju".

Maju
Recado da Maju: jornalista também comentou o caso em seu perfil no Facebook (Foto: Reprodução Facebook)

O promotor Christiano Jorge dos Santos, da Promotoria Criminal do Fórum da Barra Funda, em São Paulo, que comandou as investigações, afirma que o objetivo dos internautas criminosos é ganhar publicidade.  "Eles promovem ataques virtuais contra pessoas públicas e empresas, cujo foco é basicamente racista ou homofóbico, sempre com o intuito de buscar reconhecimento. Eles querem ser temidos", explica.

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em oito estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco, Amazonas, Santa Catarina e Ceará. 

Dos doze homens levados para depor, um jovem não identificado, morador de Sorocaba, no interior paulista, foi detido por pedofilia, pois foram encontradas imagens de menores nus em seu celular. Os demais acabaram liberados. Foram apreendidos computadores e aparelhos de celular. Alguns dos suspeitos confessaram a autoria das mensagens racistas e apontaram outros envolvidos. 

Todos, se provada a culpa, poderão responder por racismo, injúria qualificada, organização cibernética e corrupção de menores. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO