Política

O festival de propostas genéricas dos candidatos à prefeitura

A menos de duas semanas das eleições, analisamos as promessas dos concorrentes para as áreas da saúde, educação, habitação e transporte  

Por: Rosana Zakabi, Adriana Farias, João Batista Jr., Mauricio Xavier e Sérgio Quintella - Atualizado em

CAPA VJSP ILUSTRA
(Foto: Lezio Jr)

De quatro em quatro anos, no período das eleições, problemas antigos da cidade parecem simples de ser resolvidos. Nas disputas à prefeitura, os candidatos agem como que dotados de uma varinha mágica, capaz de solucionar tudo do dia para a noite. Na atual campanha, os concorrentes vêm batendo recordes no uso desse tipo de recurso.

Nas últimas três semanas, a candidata Luiza Erundina (PSOL) garantiu ter poderes para zerar as filas das creches municipais. Se eleito, Celso Russomanno (PRB) fala em criar um cartão com chip e um sistema eletrônico reunindo dados de todas as pessoas que usam a rede pública de saúde da capital. João Doria (PSDB) também apareceu com uma ideia heterodoxa nessa área: criar uma espécie de “mutirão” para que os médicos atendam a população carente durante as madrugadas, a fim de reduzir a espera pela consulta. Em busca de um novo mandato, Fernando Haddad (PT) jura que vai entregar os hospitais que não conseguiu concluir em sua atual administração. Dá para acreditar neles?

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De acordo com uma pesquisa realizada há quase duas semanas pelo Datafolha, os paulistanos andam ressabiados com os políticos que tentam vender terrenos na Lua. No levantamento em questão, Haddad figura com destaque nesse quesito: 28% das pessoas ouvidas pelo instituto disseram que o petista é o candidato campeão em fazer promessas que não poderá cumprir. Em seguida, aparecem Marta (14%), Russomanno (10%), Doria (7%) e Erundina (3%).

“Haddad está mais suscetível a um resultado desses justamente por ser o atual prefeito”, pondera Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha. “Sua gestão está sob avaliação no momento e as pessoas têm referênciado que o Poder Executivo fez e deixou de fazer.” Quatro anos atrás, Haddad chegou à vitória dizendo, entre outras coisas, que iria zerar as filas das creches.

Graças a convênios com instituições particulares, avançou bastante nesse campo, criando quase 80 000 vagas em quatro anos. Mesmo assim, ainda há cerca de 110 000 crianças na espera. Outra de suas promessas envolveu a entrega de três novos hospitais: Parelheiros, Brasilândia e Artur Alvim. Dois continuam em obras e um nem saiu do papel.

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Na disputa deste ano, que é uma das mais equilibradas da história, Russomanno parecia ser o dono de uma das vagas no segundo turno, certeza alimentada também pela equipe de seus adversários. Pelas últimas sondagens eleitorais, no entanto, sua posição já não parece mais tão confortável. Pesquisa do Ibope divulgada na quarta (14) mostrou que o político do PRB mantém a liderança, com 30%, mas perdeu 3 pontos em relação ao levantamento anterior.

Marta (20%) e Doria (17%) vêm crescendo e não é mais impossível imaginar que ambos passem para a próxima fase da disputa (o 1º turno vai ocorrer em 2 de outubro e o segundo, no dia 30 do mesmo mês). Haddad (9%) e Erundina (5%) aparecem atrás. O atual prefeito é quem tem mais dificuldade de crescimento, considerando-se sua taxa de rejeição, de 48%, a mais alta da turma.

Segundo analistas, um dos fatores para a queda de Russomanno seria sua promessa de proibir o Uber na cidade. Com isso, agradou aos taxistas, uma fatia de eleitorado cobiçada por todos, mas desagradou à maior parte da populalção, que usa o serviço com uma frequência cada vez maior. Não por acaso, Marta passou a dizer que vai manter o aplicativo em funcionamento na capital, mas oferecendo isenção de taxas aos motoristas de praça para que possam competir em pé de igualdade com esse sistema.

Mas, sua propaganda não diz que, com essa isenção, a cidade deixaria de arrecadar 22 milhões de reais por ano. Dinheiro parece também não ser uma preocupação para Russomanno e seu cartão com chip. Segundo estimativas de especialistas no assunto, além de o projeto custar caro (cerca de 100 milhões de reais apenas para desenvolver a tecnologia), dificilmente sairá do papel em menos de quatro anos.

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A pedido de VEJA SÃO PAULO, essas e outras propostas dos principais concorrentes à prefeitura para os setores de saúde, habitação, transporte e educação foram avaliadas por um time de renomados profissionais em cada uma dessas áreas (veja os quadros ao longo da reportagem). Além das promessas que dificilmente vão sair do papel, um defeito dos planos de governo é a quantidade enorme de ideias genéricas apresentadas como soluções de temas complexos.

O tucano Doria, por exemplo, fala em melhorar o currículo das escolas municipais e investir em tecnologia nas salas de aula, mas não diz como tudo isso será feito nem com que dinheiro. “O objetivo sempre é criar um discurso capaz de chamar mais atenção que o dos outros, independentemente da viabilidade dessas sugestões”, afirma o cientista político Rui Tavares Maluf, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. “Como a campanha atual tem menos dinheiro e tempo que as do passado, os concorrentes andam abusando do expediente para atingir o maior número de pessoas, sobretudo a camada menos informada da população”, completa.

CET MULTA
Agente da CET: polêmica sobre a “indústria das multas” (Foto: Apu Gomes/Folhapress/Cotidiano)

Com a proibição de doação por pessoas jurídicas estabelecida pela legislação eleitoral em 2015, os partidos foram obrigados a reduzir os custos. A lei fixou também em 35 dias a duração da campanha no rádio e na TV, dez dias a menos que nas anteriores. Os candidatos, por razões óbvias, acham factíveis e bem engendradas suas proposições. Todos eles preferiram rebater as críticas por meio de notas encaminhadas a VEJA SÃO PAULO.

Russomanno reiterou que acha possível implantar o cartão com chip em menos de quatro anos aproveitando a Companhia de Processamento de Dados de São Paulo (Prodam). Doria defendeu seu Corujão da Saúde dizendo que aproveitará a estruturade instituições que já atendem em horários alternativos. Haddad garantiu que vai fazer as obras dos hospitais em parceria com a iniciativa privada. Erundina insistiu que é possível, além de zerar a fila, melhorar a qualidade das creches sem a participação de uma rede conveniada. Marta, por sua vez, quis registrar que não faz promessas que não poderão ser cumpridas nem vende ilusões à população.

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A administração da capital torna-se ainda mais complexa em meio à turbulência da atual crise econômica (18% da população economicamente ativa na região metropolitana está desempregada). Em 2017, o orçamento da prefeitura será de 51,3 bilhões de reais, 3 bilhões menos que o deste ano. Um motivo a mais, portanto, para que os políticos sejam ainda mais rigorosos na equação entre os projetos e as reservas disponíveis nos cofres públicos. Infelizmente, não é o que se vê no comportamento dos candidatos. Os 8,9 milhões de eleitores paulistanos aguardam que eles sejam capazes de elevar o nível do debate até a chegada do pleito, mostrando-se à altura dos desafios que os aguardam nos próximos quatro anos.

 

Bonito no discurso, difícil na prática

As propostas de campanha com a menor probabilidade de sair do papel

russomano
(Foto: Lezio Jr)

Celso Russomanno (PRB): Informatizar o sistema e lançar o cartão com chip, com informações sobre consultas, remédios e exames de cada paciente.

Seria necessário montar um time com mais de 100 profissionais de tecnologia da informação. Haveria ainda os custos com compras de equipamentos e serviços e treinamento nos hospitais e Unidades Básicas de Saúde. O investimento total ficaria em torno de 100 milhões de reais, e para desenvolver e implementar o sistema o prazo seria de três anos, na melhor das hipóteses.

haddad
(Foto: Lezio Jr)

Fernando Haddad (PT): Criar 100 000 empregos diretos na construção civil, boa parte em habitação e obras contra enchentes.

A construção civil perdeu 52 000 vagas nos últimos doze meses na cidade. Para que a promessa do candidato se cumpra, seria necessário entregar uma quantidade equivalente a 112 piscinões, como o do córrego Cordeiro, na Zona Sul, com geração de cerca de 900 empregos. Um esforço do tipo custaria aos cofres públicos 18,5 bilhões de reais, 33% do total do orçamento da capital, de 54 bilhões de reais por ano.

João Doria
(Foto: Lézio Jr)

João Doria (PSDB): Implantar o Corujão da Saúde, para atender a população durante a madrugada em hospitais privados. O objetivo é reduzir filas.

A espera para exames chega a três meses e meio. No caso de consultas, são cinco meses. Para reduzir esse tempo à metade, a mesma quantidade de médicos existente hoje na rede municipal (6 417) precisaria estar à disposição também à noite. Eles teriam de receber o mesmo salário mais 40% de adicional noturno, o que geraria um custo extra de 3,3 bilhões de reais por ano.

erundina
(Foto: Lezio Jr)

Luiza Erundina (PSOL): Acabar com as filas nas creches sem o apoio de parcerias.

Um total de 110 000 crianças de até 3 anos espera para conseguir uma vaga em creches de toda a cidade. Para zerar esse número em doze meses, seria preciso abrir 26 unidades por semana, a um custo anual de 745 milhões de reais — entre funcionários, aluguéis e outras despesas. O prefeito que mais criou creches nos últimos anos foi Fernando Haddad (394 unidades em quatro anos), graças a convênios e parcerias com a iniciativa privada.

marta suplicy
(Foto: Lezio Jr)

Marta Suplicy (PMDB): Terminar 28 obras inacabadas de hospitais e realizar 64 que nem começaram.

Para construir e pôr em operação um hospital intermediário, com 200 leitos em média, seriam necessários pelo menos 150 milhões de reais. Se quiser terminar as 28 obras inacabadas da prefeitura, seriam gastos no mínimo 30 milhões em cada caso. O projeto inteiro exigiria no mínimo 10,5 bilhões de reais. É um montante maior que o orçamento anual da saúde, de 9,4 bilhões de reais.

Fontes: Alexandre Notte, diretor de tecnologia da Engenharia de Web; Hélio Zylberstajn, coordenador do projeto Salariômetro da Fipe; Luciano Amadio Filho, presidente da Apeop; Ministério doTrabalho; Secretaria Municipal da Saúde; FGV; SindusCon-SP

 

SAÚDE

Hospital Sorocabano
O Sorocabana: desativado desde 2010 (Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo)

Celso Russomanno: propõe melhorar a remuneração dos profissionais usando tempo de serviço e idade dos servidores, entre outros critérios, além de reorganizar o fluxo dos pacientes para diminuir as filas de espera. Sugere também reabrir o Hospital Sorocabana, na Lapa, e entregar os hospitais da Brasilândia e de Parelheiros.

Opinião dos especialistas: melhorar a gestão para reduzir filas é uma boa iniciativa. O mesmo não se aplica à ideia de reativar o Sorocabana, que fica numa área já bem coberta pelo serviço público. Mais importante do que aumentar o salário dos servidores neste momento é melhorar a capacitação desses profissionais.

Fernando Haddad: quer entregar os dois hospitais inacabados de sua gestão, ampliar programas em andamento, como o Rede Hora Certa, e implementar outros voltados para a primeira infância, as mulheres e os idosos. Fala também em investir em projetos de atividade física, alimentação saudável e educação ambiental nas UBSs, academias e escolas.

Opinião dos especialistas: ampliar a Rede Hora Certa é algo positivo, assim como a ideia de investir em prevenção. Mas ele não diz de onde vai tirar os recursos para entregar as obras não concluídas em sua administração.

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João Doria: diz que vai investir em telemedicina para agilizar o atendimento nos hospitais e postos de saúde, promover a integração do serviço municipal como estadual e o federal e priorizar a qualificação dos profissionais com cursos específicos.

Opinião dos especialistas: acerta ao propor a telemedicina, tendência mundial na busca pela melhoria do atendimento, e em querer qualificar os profissionais. Integrar os atendimentos seria fundamental para melhorar a qualidade da saúde da população, mas até hoje ninguém conseguiu realizar o alinhamento político entre o município, o estado e o governo federal.

Luiza Erundina: defende um SUS completamente estatal e o fim dos contratos privados na gestão direta dos serviços públicos. Entre suas propostas há ainda a garantia de atendimento à saúde da mulher, sobretudo as vítimas da violência, a valorização do parto humanizado e a criação de espaços específicos para atender jovens nas unidades de saúde, entre outras coisas.

Opinião dos especialistas: melhorar o atendimento a mulheres e jovens merece aplausos. Em contrapartida, a ideia de acabar com os contratos privados em serviços que efetivamente funcionam bem com essa parceria, como o SUS, é um contrassenso.

Marta Suplicy: entre seus principais objetivos está a contratação de 2 000 médicos e a normalização da distribuição de medicamentos.

Opinião dos especialistas: as propostas são muito simplistas. Além disso, sem um estudo detalhado de demanda, corre-se o risco de não resolver a falta de médicos em alguns postos e hospitais nem reduzir as filas de espera.

Especialistas que avaliaram os planos para esta área: Oswaldo Tanaka, professor doutor da Faculdade de Saúde Pública da USP; Roberto Kalil Filho, presidente do Incor; Walter Cintra Ferreira Junior, coordenador do curso de especialização em administração hospitalar e de sistemas de saúde da FGV.

 

EDUCAÇÃO 

CEU Jambeiro Escola
CEU Jambeiro: a evasão é um dos problemas do setor (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

Celso Russomanno: afirma que vai ampliar o número de Centros Educacionais Unificados (CEUs) e de Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis). Outras ideias são investir na formação dos professores e no ensino integral para os alunos.

Opinião dos especialistas: ampliar os CEUs e os Cemeis, aplicar o ensino integral e investir na formação de professores são sugestões positivas. Sem um plano detalhado de como isso será feito, no entanto, a proposta corre o risco de nem sair do papel.

Fernando Haddad: deseja criar mais 100 000 vagas nas creches e ampliar a função dos Centros Educacionais Unificados nos bairros como polo de educação, cultura, esporte e lazer.

Opinião dos especialistas: as prioridades são boas, mas não há aprofundamento das ideias, exceto na questão das creches. A promessa de zerar a fila, no entanto, já havia sido feita pelo candidato há quatro anos.

João Doria: suas principais metas são fortalecer a gestão na escola, criar uma agência de convênios que avalie e acompanhe a oferta de vagas para crianças de até 3 anos, melhorar o currículo e investir no uso da tecnologia nas escolas.

Opinião dos especialistas: as propostas não têm diretrizes claras. Ampliar as parcerias para expandir a rede de creches pode ser positivo, mas é preciso ter estratégias detalhadas e bem fundamentadas para que isso funcione de maneira adequada.

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Luiza Erundina: quer eliminar o analfabetismo entre os adultos (estima-se que haja na cidade 290 000 pessoas acima de 40 anos nessa condição), estimular a participação dos alunos na gestão das escolas e reforçar o combate ao racismo, à homofobia e ao machismo nas salas de aula.

Opinião dos especialistas: a erradicação do analfabetismo não cabe à Secretaria Municipal da Educação, e, sim, aos governos estadual e federal. A ideia de investir em uma educação crítica pode ser positiva, mas a proposta é vaga, sem um plano detalhado de como isso deve ser incluído no currículo escolar.

Marta Suplicy: propõe a construção de outros CEUs, a abertura de 50 000 vagas de creches, o aumento da qualidade da merenda e a capacitação dos profissionais da educação, com cursos de especialização e de formação para ensinar crianças com deficiência.

Opinião dos especialistas: as ideias são boas, mas sem estratégias definidas de como isso será feito. Falta explicar de onde vai sair o dinheiro, quantas pessoas seriam beneficiadas e em quanto tempo. As merendas da rede municipal não são o principal problema. Seria melhor aplicar recursos em questões como a evasão escolar e a segurança dos alunos.

Especialistas que avaliaram os planos para esta área: Elie Ghanem, pós-doutor pela Universidade de Londres e doutor e mestre em educação pela USP; Ilona Becskeházy, dona da consultoria Ilona Ferrão de Sousa Serviços Educacionais e mestre em educação pela PUC-RJ; Priscila Cruz, presidente executiva do movimento Todos pela Educação.

 

HABITAÇÃO 

Paraisópolis
Paraisópolis: favelas batem recordes de crescimento (Foto: Anderson Chaurais/Luiz Guarnieri)

Celso Russomanno: planeja investir em programas de moradia e reduzir o tempo na avaliação e aprovação de projetos habitacionais.

Opinião dos especialistas: falta detalhar como pretende acelerar os processos de aprovação nos órgãos competentes.

Fernando Haddad: deseja criar um programa para acolher a população de rua, integrar assentamentos precários aos bairros e construir moradias mais baratas em áreas bem localizadas.

Opinião dos especialistas: a ideia de construir moradias populares em áreas bem localizadas é boa, mas ele não diz com que dinheiro isso seria possível, devido aos custos mais altos desses terrenos.

João Doria: quer fazer PPPs para revitalizar o centro e incentivar o empreendedor a investir em habitações de interesse social.

Opinião dos especialistas: vai ser difícil convencer os empresários de que o retorno do negócio compensará o investimento.

+ Haddad acusa antecessores de recorrerem a 'pedaladas'

Luiza Erundina: defende o fim dos despejos e remoções forçadas em situações de vulnerabilidade e a retomada da política de mutirões.

Opinião dos especialistas: peca por não apresentar quais seriam as alternativas para evitar despejos e remoções, em casos nos quais elas se tornam necessárias.

Marta Suplicy: Para construir novas casas, pretende aplicar recursos próprios e PPPs. Quer também criar moradias em espaços abandonados.

Opinião dos especialistas: não se pode prometer que edifícios desocupados serão transformados em moradia sem ter um mapeamento da situação dos imóveis.

Especialistas que avaliaram os planos para esta área: Cândido Malta Filho, professor da FAU-USP; Carlos Leite, pós-doutor pela Universidade Politécnica da Califórnia e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie; Álvaro Rodrigues, geólogo e especialista em construções em áreas de risco e mananciais.

 

TRANSPORTE

Marginal
Marginais: debate sobre a velocidade (Foto: Julia Chequer/Folhapress)

Celso Russomanno: quer acabar com a “indústria da multa” e reavaliar os mais de 400 quilômetros de faixas exclusivas de transporte coletivo.

Opinião dos especialistas: as propostas são genéricas e têm baixa possibilidade de concretização.

Fernando Haddad: promete construir mais corredores de ônibus, implantar ações que reduzam o índice de mortes em acidentes, construir e reformar calçadas e ampliar a rede de ciclovias.

Opinião dos especialistas: além de implantar novos corredores, o ideal seria reorganizar as linhas já existentes. No caso das ciclovias, é fundamental repensar os custos e a qualidade das obras.

João Doria: pretende conceder à iniciativa privada a exploração dos corredores de ônibus e restabelecer a velocidade máxima nas marginais.

Opinião dos especialistas: a privatização dos corredores precisa vir acompanhada de uma reformulação de todas as rotas de ônibus e uma revisão de todos os contratos.

Luiza Erundina: propõe incentivar o uso do transporte compartilhado e colaborativo e avançar numa política tarifária social.

Opinião dos especialistas: a política tarifária já é social: o preço é único, garantindo custo subsidiado a moradores de regiões pobres.

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Marta Suplicy: fala em construir seis corredores, seis terminais e ampliar o número de ciclovias na periferia. Quer reduzir a quantidade de radares e voltar às antigas velocidades das marginais.

Opinião dos especialistas: reduzir os radares é uma proposta inoportuna. O ideal é combinar a fiscalização com iniciativas educativas.

Especialistas que avaliaram os planos para esta área: Creso de Franco Peixoto, mestre em transportes e professor da Unicamp e da FEI; Paulo Bacaltchuck, professor de engenharia de tráfego da Universidade Presbiteriana Mackenzie; Sérgio Ejzenberg, engenheiro e consultor de trânsito.

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  • Cozinha variada

    Mercearia do Conde

    Rua Joaquim Antunes, 217, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3081 7204

    VejaSP
    11 avaliações

    É difícil não ser cativado pelo ambiente alegre e colorido. Basta olhar para o teto e observar divertidas peças de artesanato, quase todas à venda, como fadinhas, bandeirolas e outros penduricalhos. A chef e sócia Flavia Marioto se encarrega da cozinha com receitas de pegada criativa, ainda que a preços salgados. Boa combinação de sabores e texturas, o risoto de abóbora e carne-seca com folhas de mostarda (R$ 68,00) ganha ainda mais graça com a mandioquinha palha por cima. Versão “míni” do restaurante, o Condessa Bistrô (Rua Bueno Brandão, 66, ☎ 3842-5141) trocou de endereço no ano passado, mas permanece na Vila Nova Conceição.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cozinha contemporânea

    Tuju

    Rua Fradique Coutinho, 1248, Vila Madalena

    Tel: (11) 2691 5548

    VejaSP
    5 avaliações

    Escolhido o chef revelação na última ediçãode VEJA COMER & BEBER, Ivan Ralston continua em curva ascendente. Seu extenso menu degustação (R$ 290,00, em quinze etapas) brinca com texturas e sabores diferentes. Uma untuosa bruschetta de língua fica maisrefrescante com a folha de beldroega (R$ 28,00). Surpreendem também a tapioca fininha de foie gras com cambuci (R$ 32,00) e o éclair de ovas de ouriço com purê de limão- siciliano (R$ 32,00). Entre os pratos mais substanciosos aparecem o peixe do dia no tucupi preto com caldo de bacalhau e bolinhas de tubérculos (R$ 75,00) e o miolo de acém extraído de wagyu (R$ 180,00). Para tornar a refeição mais agradável, não deixe de pedir um dos ótimos drinques do barman Maurício Barbosa.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bar-restaurante

    Bar da Dona Onça

    Avenida Ipiranga, 200, Centro

    Tel: (11) 3257 2016

    VejaSP
    31 avaliações

    No decorrer do ano, a chef Janaina Rueda apareceu em programas de TV, reformulou a merenda da rede estadual e ajudou o marido, Jefferson Rueda, a montar A Casa do Porco Bar. Mesmo tão ocupada, ainda conseguiu manter a qualidade desta casa. Reinam no menu receitas difíceis de não agradar, como a moela úmida de aperitivo (R$ 43,00) e o mexido de arroz, feijão, carne moída, couve e farinha coberto de ovo frito (R$ 49,00). Saboroso, o bloody mary (R$ 32,00) é uma ótima maneira de iniciar a petiscaria.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Neste domingo, 18 de setembro, o F.A.M. Festival termina com uma apresentação da Trupe Pé de Histórias. Sempre musicados, os contos são narrados com técnicas de circo, sombra e mágica a partir das 11h15.
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  • Na mágica cidade de Livrópolis, os moradores vivem a ler, desenhar e cantar. Tudo muda quando o Livro de Ouro desaparece e um jogo de celular domina a mente de todos. A identificação com a plateia é imediata e as canções executadas em voz e violão por Luiz Ribeiro garantem uma tarde de risadas. A direção é de Geraldo Rodrigues. Recomendado a partir de 6 anos. Até 4/12/2016.
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  • Duas histórias paralelas, em épocas diferentes, intercalam-se no drama 33 Variações, escrito pelo dramaturgo venezuelano Moisés Kaufman. Na Viena do século XIX, um editor de músicas chamado Anton Diabelli (André Dias) convida diversos compositores para criar variações de uma singela valsa de sua autoria. Ao longo de quatro anos, o genial Beethoven, personagem que o ator (e também diretor da peça) Wolf Maya materializa com uma desenvoltura notável, escreve não uma, mas mais de três dezenas de partituras. O resultado está em 33 Variações em Sol Maior Opus 120, uma de suas mais prestigiadas obras para piano. Entender o que teria levado o compositor alemão a tal empenho é a motivação de vida de Katherine Brandt, que mora na Nova York do século XX. A pesquisadora é interpretada com doçura por Nathalia Timberg, também a tradutora do texto. Executada ao vivo e de maneira impecável pela pianista Clara Sverner, a música de Beethoven assume a função de protagonista da narrativa, que se alterna entre passado e presente, e desvenda ainda outros dramas pessoais, a começar pelas doenças que atingem o compositor e a pesquisadora no auge da carreira — ele fica surdo e ela é diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica. Em papéis coadjuvantes, Lu Grimaldi, Flavia Pucci, Beto Schultz e Gustavo Engracia contribuem para o bom andamento da montagem, assim como o coro de vozes que entra no final, em um agradável encontro entre teatro e música erudita. Estreou em 9/9/2016. Até 11/12/2016.
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  • Transformada em musical pelo próprio roteirista do filme, o americano Bruce Joel Rubin, a versão teatral de Ghost — O Musical não causa mais a comoção que fazia o jovem público feminino chorar nas salas de cinema em 1990. Os tempos são outros, afinal. Com boa presença cênica e afinado, André Loddi vive Sam, enquanto o papel de Molly é defendido por Giulia Nadruz, eficiente como atriz, mas cujo desempenho vocal deixa a desejar. Ao saber que morreu por culpa do amigo Carl (Igor Miranda) e que Molly está em perigo, o espírito de Sam recorre à falsa vidente Oda Mae Brown para se comunicar com sua amada. A personagem, que no cinema rendeu um Oscar para Whoopi Goldberg, é a parte mais divertida da peça. Sem medo de errar o tom, Ludmillah Anjos surge com caras, bocas, gestos exagerados e, principalmente, um vozeirão que faz bonito. Outro que empolga a plateia é Rafael Machado, no papel de um fantasma que Sam encontra no metrô. Direção de José Possi Neto. Estreou em 8/9/2016. Até 11/12/2016.
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  • David Coverdale, líder do Whitesnake, afirmou que esta poderá ser a última turnê da banda, prestes a completar quarenta anos. The Greatest Hits Tour inclui a melosa Is This Love e a pauleira de Still of the Night, entre outras. Podem pintar ainda covers como My Generation, do The Who, e, se os deuses do rock colaborarem, Burn, do Deep Purple, antigo grupo de Coverdale. Dias 22 e 23/9/2016.
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  • Dentro do projeto Mês da Cultura Independente, que completa dez anos, o compositor Jards Macalé faz duas apresentações experimentais no terraço do Edifício Martinelli. Ele põe novos arranjos em músicas como O Crime. As composições Vapor Barato e Hotel das Estrelas também estão no roteiro. Dia 21/9/2016.
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  • Cocriador da Fundação Árabe para a Imagem, o libanês Akram Zaatari é um dos nomes mais fortes do mundo quando o assunto é videoarte. Quase sempre protagonizados por homens, seus filmes discutem principalmente relações homossexuais no contexto árabe. Em sua primeira individual no Brasil, no Galpão VB, são apresentadas seis de suas produções, realizadas entre 1998 e 2014. Todas guardam doses equilibradas de diversão e incômodo. Em Dance to the End of Love, quatro projetores transmitem vídeos captados do YouTube. Imagens de fisioculturismo, dança e músicas típicas beiram o brega e arrancam boas risadas do espectador. Com caráter mais politizado, Beirut Exploded Views mostra a realidade dos refugiados no Líbano. De 5/9 a 3/12/2016.
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  • Cerca de 240 fotografias encontradas no acervo escondido de Frida Kahlo viajaram da Casa Azul, na Cidade do México, para São Paulo, onde foram divididas entre o MIS e o Espaço Cultural Porto Seguro. No primeiro museu, cinco ambientes expõem desde imagens em preto e branco da família da mexicana, passando por retratos do seu corpo acidentado, até registros de amantes femininos e masculinos. A fascinação da artista por autorretratos é explicada, entre outras razões, pelas inúmeras selfies de Guillermo Kahlo, seu pai, que também integram a mostra. O passeio, porém, se dá em meio a um cenário extravagante que rouba a cena. Repleto de plantas artificiais e luzes neon, lembra mais o mundo infantil de Alice no País das Maravilhas do que ornamentos inspirados nas pinturas de Frida. Vans gratuitas levam os visitantes de hora em hora ao Porto Seguro, onde apenas 25 imagens são apresentadas. De 2/9/2016. Até 20/11/2016.
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  • Comédia / Romance

    Desculpe o Transtorno
    VejaSP
    2 avaliações
    Revelados no grupo de humor Porta dos Fundos, Gregorio Duvivier e Clarice Falcão formavam um casal hipster-fofo na vida real quando a comédia romântica Desculpe o Transtorno foi gravada. O casamento acabou em 2014, mas o filme está aí para comprovar a fina sintonia cômica da dupla. Ele vive Eduardo, um paulistano engomadinho, noivo de uma patricinha estridente (uma hilariante Dani Calabresa), que “surta” em uma viagem de emergência ao Rio de Janeiro: vira um sujeito tranquilão, fascinado pela descolada Bárbara (papel de Clarice). Apesar das piadas tolinhas sobre diferenças entre Rio e São Paulo, os ares fantasiosos da trama têm encantos. Estreou em 15/9/2016.
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  • Uma perguntinha incontornável ronda a nova continuação do sucesso de bilheteria de 1999, chamada simplesmente de Bruxa de Blair: por que reprisar um formato de horror já tão desgastado? Estão de volta as câmeras tremidas, o jeitão de documentário (de baixo orçamento, é claro) e os personagens em pânico, perdidos numa floresta amaldiçoada. Desta vez, eles têm celular sempre à mão e até um drone. São liderados por James (papel de James Allen McCune), irmão da personagem Heather, desaparecida no fim do primeiro filme depois de ter descoberto o segredo de uma casa abandonada. Caça-níqueis, a sequência apela para a gritaria e, exceto no clímax trôpego, rejeita o charme tosco do original. Estreou em 15/9/2016.
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  • Reforma da natureza

    Atualizado em: 16.Set.2016

Fonte: VEJA SÃO PAULO